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Eloxatin

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Eloxatin

Forma selecionada

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Método de ação: Alkylating, Antitumour, Cytostatic

Opção de tratamento: Colorectal Cancer, Cancer, Cancer,Ovarian

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Eloxatin

O Eloxatin é um medicamento antineoplásico, ou quimioterápico, utilizado no tratamento do cancro colorretal. A sua substância ativa é o oxaliplatina, um composto à base de platina que atua interferindo no ADN das células cancerígenas, impedindo o seu crescimento e reprodução.

Este medicamento é geralmente administrado em combinação com outros fármacos quimioterápicos, como o 5-fluorouracilo e o ácido folínico, num regime conhecido como FOLFOX. É indicado tanto para o tratamento adjuvante de doentes com cancro do cólon em estádio III após a remoção completa do tumor primário, como para o tratamento do cancro colorretal metastático, onde a doença se espalhou para além do local de origem.

O Eloxatin é administrado por via intravenosa através de uma perfusão, sob a supervisão de profissionais de saúde especializados em oncologia. A dosagem e o calendário de administração são determinados com base na área de superfície corporal do doente, no seu estado de saúde geral e na resposta específica ao tratamento.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Eloxatin?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Eloxatin (oxaliplatina) é estruturado através de categorias específicas de reações adversas e restrições de segurança. Este perfil caracteriza-se principalmente pelo risco de neurotoxicidade induzida pela platina, mielossupressão e reações de hipersensibilidade graves.


Frequência e Classificação por Sistemas e Órgãos

As reações adversas são classificadas com base na frequência observada em fontes oficiais:

As reações frequentemente observadas, classificadas como muito frequentes ou mais comuns, incluem neuropatia sensorial periférica, neutropenia, trombocitopenia, anemia, náuseas, vómitos, diarreia, fadiga e níveis elevados de enzimas hepáticas, tais como transaminases e fosfatase alcalina.

As reações são agrupadas em sistemas como o Sistema Nervoso, incluindo neuropatia e PRES/RPLS, o Sistema Sanguíneo e Linfático, abrangendo a mielossupressão, e o Sistema Gastrointestinal, que inclui náuseas, diarreia, estomatite e isquemia intestinal.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações clínicas destacam reações significativas, incluindo reações de hipersensibilidade fatais como a anafilaxia, mielossupressão grave que pode levar a neutropenia febril ou sépsis, toxicidade pulmonar sob a forma de doença pulmonar intersticial e rabdomiólise.

Existem restrições de segurança específicas que definem quando este medicamento não deve ser utilizado. O seu uso é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a compostos à base de platina, neuropatia sensorial periférica funcional preexistente ou mielossupressão grave preexistente.


Duração e Notas sobre Populações Específicas

O início da neuropatia sensorial periférica pode ser agudo, ocorrendo poucas horas ou dias após a perfusão, ou persistente, permanecendo após a conclusão do tratamento. Relativamente a populações específicas, é observado o risco de toxicidade embriofetal, sendo aconselhado o uso de métodos contracetivos adequados. Os adultos mais idosos requerem uma monitorização mais rigorosa quanto a reações adversas gastrointestinais graves, como desidratação e diarreia, conforme especificado nos documentos de segurança oficiais.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulador oficial da oxaliplatina (Eloxatin) define rigorosamente os sintomas e as ações obrigatórias necessárias em casos de sobredosagem.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As manifestações de sobredosagem estão categorizadas por sistemas orgânicos. No sistema hematológico, as apresentações de sobredosagem incluem trombocitopenia grave de Grau 4, definida como uma contagem de plaquetas inferior a 25.000/mm³, acompanhada por anemia. No sistema neurológico, os sintomas específicos observados incluem neuropatia sensorial grave, laringospasmo súbito, parestesia, disestesia e espasmos nos músculos faciais. Ao nível do sistema gastrointestinal, distúrbios graves tais como náuseas, vómitos e estomatite, caracterizada por feridas na boca, são manifestações documentadas de uma sobre-exposição.

Ações de Emergência e Gestão

A gestão clínica em casos de excesso de dose é limitada, uma vez que não existe um antídoto conhecido para a sobredosagem de oxaliplatina. Por conseguinte, o tratamento baseia-se essencialmente em cuidados de suporte.

Relativamente ao contacto imediato, deve ligar-se imediatamente para os serviços de emergência (112) se o indivíduo tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou não puder ser acordado. Deve contactar-se a linha de apoio antivenenos para todas as outras situações de suspeita de sobredosagem.

Os doentes devem ser monitorizados de perto quanto às reações adversas descritas e deve ser administrado o tratamento de suporte adequado por profissionais de saúde. É importante notar que indivíduos com insuficiência renal grave constituem uma população com maior suscetibilidade a toxicidade grave, o que representa uma consideração crítica no risco de sobredosagem. O perfil de sobredosagem é definido por estas toxicidades agudas e graves, que exigem cuidados de suporte prontos e o cumprimento dos procedimentos de emergência.

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Usos terapêuticos de Eloxatin

O que o Eloxatin trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Eloxatin é uma opção terapêutica estabelecida para o tratamento do cancro colorretal (cancro do intestino). É geralmente aplicado em situações onde é necessário controlo da doença e apoio sintomático adicional para condições graves.


Gestão Sistémica do Cancro Colorretal Avançado

Este medicamento é utilizado principalmente em doentes com cancro colorretal avançado, incluindo casos onde a patologia se espalhou para locais distantes (metástases). A sua utilização desempenha um papel na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, apoiando o controlo do crescimento e da propagação da doença, o que contribui para o suporte global do doente. Pode também auxiliar na manutenção da estabilidade funcional através da gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e o stress funcional de órgãos específicos.

“Este medicamento é frequentemente utilizado para ajudar a alcançar a estabilização da doença em quadros clínicos complexos.”

Terapia Adjuvante para Condições de Alto Risco

O Eloxatin é comummente utilizado no contexto adjuvante após a cirurgia, em condições associadas a um elevado risco de recorrência. Neste contexto, é aplicado para abordar o potencial de manifestações flutuantes da doença. A sua utilização desempenha um papel na gestão da carga sintomática global, apoiando a redução do risco de o problema reaparecer, e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional ao suportar um melhor prognóstico a longo prazo. Esta estratégia terapêutica é também relevante para condições que apresentem desconforto sistémico ou localizado noutras áreas gastrointestinais relacionadas.

Facto Rápido: Alívio da Carga da Doença
Este medicamento apoia doentes que enfrentam condições marcadas por um aumento do stress fisiológico, fornecendo um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global causada pela patologia subjacente.
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Critérios de utilização e restrições

A utilização de Eloxatin (oxaliplatina) está restrita à população de doentes adultos, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica.

Populações com Contraindicações (Não Devem Utilizar)

As informações oficiais determinam que o Eloxatin está contraindicado em grupos específicos de doentes. Estes incluem doentes com um historial conhecido de hipersensibilidade ou reação alérgica à oxaliplatina ou a quaisquer outros compostos que contenham platina. O medicamento está também contraindicado para mulheres que estejam a amamentar. Adicionalmente, o uso não é permitido em doentes com insuficiência renal grave, definida por uma depuração da creatinina inferior a 30 mL/min, ou que apresentem mielossupressão significativa antes do início do tratamento.


Utilização Restrita e Condicional

Relativamente à gravidez, o uso não é geralmente recomendado devido ao potencial de toxicidade embriofetal. É necessário que tanto doentes do sexo masculino como do feminino com potencial reprodutivo utilizem métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e por um período de tempo especificado após a conclusão do mesmo.

No que respeita à função de órgãos, doentes com insuficiência renal ligeira a moderada preexistente ou certas condições cardíacas, como a predisposição para o prolongamento do intervalo QT, requerem uma monitorização rigorosa. Nestes casos, poderá ser necessário proceder a ajustes na dose ou evitar a utilização do medicamento.

Quanto aos adultos mais idosos, embora não seja necessário um ajuste de dose para doentes com 65 anos ou mais baseado apenas na idade, esta população deve ser monitorizada atentamente devido a um potencial aumento de efeitos indesejados.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Eloxatin com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil oficial de interações do Eloxatin (oxaliplatina) é estabelecido com base nas suas limitações químicas, requisitos de administração e riscos documentados de toxicidade aditiva. Factos confirmados indicam que o fármaco não é metabolizado pelas principais enzimas do citocromo P450 humano, nem as inibe ou induz. Consequentemente, não se preveem interações medicamentosas mediadas pelas enzimas CYP, de acordo com os dados laboratoriais atuais.


Restrições Obrigatórias e Incompatibilidades

A readministração é estritamente proibida em doentes com um historial documentado de hipersensibilidade grave ou reação alérgica à oxaliplatina ou a qualquer outro composto à base de platina.

A solução do medicamento é quimicamente incompatível e não deve ser misturada nem administrada simultaneamente através da mesma linha de perfusão com produtos medicamentosos ou meios alcalinos, tais como certas preparações de 5-fluorouracilo ou ácido folínico.

A perfusão de Eloxatin deve preceder sempre a administração de 5-fluorouracilo ou outras fluoropirimidinas quando coadministrados, estabelecendo uma sequência de administração obrigatória.


Riscos Documentados de Exposição e Toxicidade

Efeitos aditivos e alterações na eliminação do fármaco definem outras interações documentadas.

É recomendada precaução na coadministração de medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT ou daqueles com toxicidade neurológica específica, devido ao potencial de efeitos farmacodinâmicos aditivos no coração ou no sistema nervoso.

A coadministração de produtos nefrotóxicos é desaconselhada, uma vez que a eliminação renal primária do fármaco significa que uma função renal diminuída pode levar a um aumento da exposição sistémica à platina. As informações oficiais observam que, em doentes com insuficiência renal grave, a exposição à platina não ligada aumenta significativamente.

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Mecanismo de ação

O Eloxatin, que contém oxaliplatina, funciona como um agente alquilante à base de platina que tem como alvo o ADN nuclear. Após a administração intravenosa, o ligando oxalato lábil é deslocado de forma não enzimática em solução fisiológica, gerando espécies de platina transitórias e altamente reativas, incluindo intermediários de platina DACH monoaquo e diaquo.

Estes derivados ativos ligam-se covalentemente ao ADN, principalmente nas posições N7 dos resíduos de guanina, formando adutos de platina-ADN. O tipo de interação predominante é a ligação cruzada intracadena entre pares de bases adjacentes de guanina-guanina (GG), embora também ocorram ligações cruzadas entre cadeias e entre o ADN e proteínas. A formação destes adutos volumosos inibe tanto a replicação como a transcrição do ADN, levando a uma resposta de stress celular. Este bloqueio de processos intracelulares fundamentais ativa a via apoptótica intrínseca, caracterizada pela translocação da proteína pró-apoptótica Bax para as mitocôndrias e a subsequente libertação de citocromo C no citosol. A cascata a jusante culmina na ativação da caspase-3, iniciando a morte celular programada da célula-alvo. As consequências fisiológicas ao nível do sistema envolvem a redução da proliferação celular e uma diminuição líquida na população viável de células de divisão rápida.

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Informações sobre dosagem e administração

O Eloxatin (oxaliplatina) é administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV), devendo o procedimento ser realizado sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento do cancro. O padrão de utilização é altamente normalizado e definido por protocolos rigorosos.


Esquema de Administração e Posologia

A administração padrão envolve a receção de uma dose de 85 mg/m² (miligramas por metro quadrado de área de superfície corporal) no Dia 1 de um ciclo de 14 dias. Este medicamento deve ser administrado como parte de um regime de combinação que inclui habitualmente o 5-fluorouracilo (5-FU) e a leucovorina. Uma regra procedimental crítica exige que a perfusão de Eloxatin anteceda sempre a perfusão das fluoropirimidinas. A duração da perfusão é tipicamente de 120 minutos (2 horas), embora o protocolo permita que o período de perfusão seja alargado até seis horas.


Preparação e Restrições do Procedimento

Antes da administração, o medicamento deve ser diluído apenas numa solução injetável de glicose a 5%. As normas proíbem explicitamente a diluição com cloreto de sódio ou outras soluções que contenham cloretos. Além disso, para evitar a degradação da substância ativa, está restringida a utilização de conjuntos intravenosos ou agulhas que contenham componentes de alumínio. A duração do tratamento depende do contexto clínico; por exemplo, no contexto adjuvante, é habitualmente continuado por um período de até 12 ciclos (6 meses).


Ajustes em Populações Específicas

Estão especificados ajustes de dose para certas populações de doentes. Para indivíduos com insuficiência renal grave (alterações na função renal), a dose inicial é oficialmente reduzida para 65 mg/m². Não é necessário qualquer ajuste específico da dose inicial para doentes com idade superior a 65 anos.

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Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente sobre o Eloxatin (Oxaliplatina)

O Eloxatin, conhecido pelo seu nome genérico oxaliplatina, é um fármaco quimioterápico à base de platina, utilizado e estudado principalmente no tratamento do cancro colorretal. Constitui um elemento central em regimes de combinação, sendo mais frequentemente associado ao fluorouracilo (5-FU) e à leucovorina (ácido folínico), no protocolo conhecido como FOLFOX.

Eficácia no Cancro Colorretal

Os ensaios clínicos consolidaram o papel da oxaliplatina em dois contextos principais no âmbito do cancro colorretal. No tratamento adjuvante, estudos demonstraram que a adição da oxaliplatina à quimioterapia baseada em fluoropirimidinas para doentes com cancro do cólon em Estádio III submetido a ressecção reduz o risco de recorrência do cancro, em comparação com a utilização exclusiva de fluoropirimidinas. O período total de tratamento recomendado para este cenário é tipicamente de 12 ciclos.

No contexto do cancro colorretal avançado ou metastático, as combinações com oxaliplatina integram o tratamento de primeira linha para doentes com doença avançada. Dados provenientes de ensaios aleatorizados indicam que a inclusão da oxaliplatina ao esquema 5-FU/leucovorina aumenta a taxa de resposta global e o tempo até à progressão do tumor, quando comparada com a combinação de apenas dois fármacos.

Investigação em Curso e Populações Específicas

A investigação recente continua a aperfeiçoar a utilização da oxaliplatina, focando-se na segurança e nas necessidades específicas dos doentes. Uma área de análise envolve a otimização da duração da quimioterapia no Estádio III, onde estudos exploraram ciclos mais curtos, por exemplo de três meses, face ao padrão de seis meses, visando gerir o risco de efeitos secundários.

Estudos analisaram também os resultados da oxaliplatina em adultos mais idosos, sugerindo que, embora possa estar associada a uma melhoria na sobrevivência em doentes com idade igual ou inferior a 70 anos com doença em Estádio III, o benefício pode ser menos claro ou estar associado a um aumento da toxicidade em doentes com mais de 70 anos. Estes dados realçam a importância de uma avaliação de risco individualizada.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Eloxatin (FAQ)


P: Com que rapidez o Eloxatin começa a atuar?

De acordo com as informações oficiais do produto, após a administração, o fármaco sofre rapidamente uma conversão não enzimática para formar espécies ativas de platina. Estes componentes ativos são depois rapidamente distribuídos por todo o corpo. Embora o medicamento esteja presente no sistema em pouco tempo, o seu mecanismo completo depende da exposição contínua ao longo do regime de tratamento.

P: Quanto tempo duram os efeitos do Eloxatin no organismo?

Os componentes de platina do fármaco são eliminados do plasma de forma relativamente rápida, mas a platina total não ligada no corpo é eliminada lentamente ao longo de um período de semanas. A platina também se acumula e é eliminada dos glóbulos vermelhos durante uma duração muito mais longa. Este longo tempo de depuração significa que os efeitos do fármaco podem permanecer no sistema bem após a administração.

P: O Eloxatin é utilizado para outros tipos de cancro além do colorretal?

Os documentos oficiais confirmam que o Eloxatin é indicado apenas para o tratamento adjuvante do cancro do cólon em Estádio III após a cirurgia e para o tratamento do cancro colorretal metastático. O uso deste medicamento está estritamente limitado às indicações específicas onde a sua eficácia e segurança foram demonstradas em ensaios clínicos.

P: Qual é a diferença entre o Eloxatin e outros medicamentos à base de platina?

O Eloxatin é categorizado como um composto de platina de terceira geração. Difere de fármacos mais antigos, como a cisplatina ou a carboplatina, por possuir uma característica química única chamada ligante diaminociclo-hexano (DACH). Esta estrutura específica contribui para a sua atividade e pode permitir que atue contra células cancerígenas resistentes a outros medicamentos de platina.

P: Por que razão o Eloxatin causa por vezes sensibilidade ao frio?

Este efeito secundário é uma manifestação comum da neuropatia periférica, que é um efeito nos nervos. Os documentos oficiais referem que estes efeitos nervosos, que podem incluir formigueiro, dormência ou cãibras, são frequentemente despoletados ou agravados pela exposição ao frio, como abrir um frigorífico ou segurar uma bebida fria.

P: Existem preocupações de saúde a longo prazo associadas ao Eloxatin?

Uma preocupação conhecida a longo prazo é a possibilidade de sintomas persistentes de neuropatia sensorial periférica após o fim do tratamento. Existe também um aviso de que o fármaco pode ter um efeito de infertilidade que poderá ser irreversível. É obrigatório que as informações sobre estes potenciais efeitos a longo prazo sejam fornecidas aos doentes.

P: O Eloxatin pode afetar a fertilidade?

Sim, os avisos oficiais indicam que o Eloxatin pode ter um efeito de infertilidade e que este efeito pode ser irreversível. É necessária a utilização de métodos contracetivos eficazes por doentes de ambos os sexos com potencial reprodutivo, durante e por um período especificado após o tratamento.

P: Que tipo de monitorização é feita durante o tratamento com Eloxatin?

As informações do produto especificam que os doentes devem ser monitorizados regularmente. Esta monitorização inclui um hemograma completo para verificar glóbulos brancos e plaquetas, testes de função hepática e um exame neurológico para verificar efeitos nos nervos antes de cada administração.

P: O que acontece se uma dose de Eloxatin for esquecida ou atrasada?

Se ocorrerem certas toxicidades, como contagens sanguíneas baixas, problemas gastrointestinais graves ou sintomas neurológicos incomodativos, a administração da dose seguinte será adiada. A decisão de administrar a dose baseia-se na recuperação dos valores laboratoriais e dos sintomas para níveis clínicos aceitáveis, conforme definido no protocolo.

P: O Eloxatin interage com analgésicos comuns?

Os documentos oficiais aconselham precaução na coadministração com outros medicamentos. Especificamente, isto inclui fármacos conhecidos por causar o prolongamento do intervalo QT ou aqueles com toxicidade neurológica específica, devido ao potencial de efeitos aditivos. O fármaco é também quimicamente incompatível com produtos alcalinos.

P: Porque é que o Eloxatin é administrado num esquema específico?

O esquema específico, geralmente a cada duas semanas, baseia-se nos protocolos dos ensaios clínicos que estabeleceram a eficácia e segurança do fármaco. A duração deste ciclo foi desenhada para equilibrar a atividade do fármaco com o tempo de recuperação necessário para o organismo recuperar de potenciais toxicidades, particularmente os efeitos na medula óssea.

P: O Eloxatin pode causar alterações na pele ou nas unhas?

Sim, as reações cutâneas são efeitos secundários relatados comummente. Estas reações podem incluir um distúrbio geral da pele ou erupção cutânea, podendo também incluir reações específicas como bolhas, descamação, vermelhidão ou inchaço nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés.

P: O Eloxatin é considerado um medicamento de alto risco?

Sim, o Eloxatin é classificado pelas autoridades como um agente citotóxico e um medicamento perigoso. Esta classificação significa que requer procedimentos especiais de manuseamento, administração e eliminação por pessoal formado para garantir a segurança.

P: Estar acima ou abaixo do peso altera o funcionamento do Eloxatin?

As informações oficiais referem que a dose de Eloxatin baseia-se na Área de Superfície Corporal (m2) do doente. Este é um cálculo que utiliza tanto a altura como o peso do doente, pelo que a quantidade de medicamento administrada é ajustada diretamente com base nestas medições.

P: Porque é que o Eloxatin não é utilizado para todos os tipos de cancro?

O Eloxatin apenas está aprovado para o tratamento de tipos específicos de cancro colorretal. As suas indicações oficiais estão estritamente limitadas aos tipos de cancro onde a sua eficácia e segurança foram demonstradas em ensaios clínicos regulamentados.

P: Sentir tonturas é um efeito secundário comum do Eloxatin?

As tonturas são um possível efeito secundário do tratamento com Eloxatin. As informações oficiais contêm um aviso de que, se ocorrerem tonturas ou outros sintomas neurológicos que afetem a marcha e o equilíbrio, os doentes não devem conduzir nem operar máquinas.

P: A sensibilidade ao frio é temporária ou permanente após o tratamento com Eloxatin?

A sensibilidade ao frio é um sinal de neuropatia periférica. Embora na maioria dos casos os sintomas acabem por desaparecer completamente, existe a possibilidade de os sintomas deste dano nervoso persistirem após o final do tratamento.

P: Pode uma pessoa conduzir ou operar máquinas após receber Eloxatin?

As informações oficiais recomendam precaução porque o tratamento pode aumentar o risco de tonturas, náuseas, vómitos ou sintomas neurológicos que afetem o equilíbrio. Se estes efeitos ocorrerem, não é recomendada a condução ou a operação de máquinas.

P: O Eloxatin causa queda de cabelo?

Sim, a queda de cabelo (alopecia) é um efeito secundário documentado do Eloxatin. Os ensaios clínicos relataram que a queda de cabelo ocorreu numa minoria significativa de doentes.

P: Quanto tempo após interromper o Eloxatin se pode esperar que os efeitos secundários desapareçam?

Espera-se geralmente que o efeito duradouro mais frequente, a neuropatia sensorial periférica, seja reversível alguns meses após a interrupção do tratamento. Outros efeitos secundários comuns costumam resolver-se com cuidados de suporte adequados.

P: O que acontece ao Eloxatin no corpo após ser administrado?

Após a administração, o Eloxatin converte-se rapidamente no organismo em espécies ativas de platina que se ligam de forma irreversível às proteínas plasmáticas. A principal via de eliminação para os compostos de platina é através da excreção renal, efetuada pelos rins.

P: Que documentos oficiais descrevem os usos aprovados do medicamento?

Os documentos oficiais incluem o Resumo das Características do Medicamento (RCM) emitido pela Agência Europeia de Medicamentos e, noutras regiões, a informação de prescrição aprovada pelas autoridades locais. Estes documentos contêm a informação autorizada sobre o fármaco.

P: Existe uma ligação entre o Eloxatin e alterações na audição?

Sim, os documentos oficiais reconhecem um risco documentado de ototoxicidade. Tanto alterações na audição como surdez foram relatadas como efeitos secundários na experiência obtida em ensaios clínicos.

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Como Eloxatin deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

O Eloxatin (oxaliplatina) deve ser conservado e manuseado de acordo com diretrizes regulamentares rigorosas, devido à sua classificação como um medicamento citotóxico e perigoso.

Condições de Conservação

Os requisitos de conservação para frascos-ampola não abertos determinam que estes devem ser mantidos a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C, sendo estritamente proibido o seu congelamento. Para garantir a proteção da substância ativa contra a luz, a solução concentrada deve ser mantida sempre dentro da sua embalagem exterior original.

No que respeita à preparação, o medicamento deve ser diluído exclusivamente com solução injetável de glicose a 5% (D5W). É fundamental evitar a mistura com soluções de cloretos ou o contacto com dispositivos que contenham componentes de alumínio. Após a diluição, a solução preparada apresenta uma estabilidade limitada a 6 horas se mantida à temperatura ambiente, ou até 24 horas caso seja conservada sob refrigeração.

Manuseamento e Eliminação

A conservação correta exige a implementação de medidas de segurança que permitam armazenar o medicamento num local fechado à chave, prevenindo qualquer acesso acidental. O manuseamento do fármaco deve ser realizado apenas por pessoal devidamente formado e equipado com os dispositivos de proteção adequados.

A eliminação de qualquer quantidade de produto não utilizado, bem como de todos os materiais que tenham estado em contacto com o medicamento, deve seguir procedimentos específicos para resíduos perigosos. Todo o material deve ser descartado numa unidade de tratamento de resíduos aprovada para o efeito, sendo absolutamente proibido verter estes resíduos em ralos, sanitas ou esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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