Diclac

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Diclac

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Diclac

Factos Rápidos sobre o Diclac

Propriedade Descrição
Substância Ativa Diclofenac (geralmente como sal de sódio ou potássio)
Forma Comprimidos, géis, soluções injetáveis, supositórios
Classe Farmacológica Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE)
Objetivo Geral Alívio sintomático da inflamação, dor e febre
Origem Composto sintético (derivado do ácido fenilacético)

O Diclac é um produto medicinal concebido para atenuar o desconforto, atuando nos processos do organismo que causam inflamação, dor e febre. A sua identidade fundamental baseia-se na sua substância ativa, o Diclofenac, que define o seu comportamento farmacológico e a sua utilidade geral.

Identidade, Classe e Substância Ativa

O Diclac é uma preparação farmacêutica que contém o princípio ativo Diclofenac, uma substância que pertence à classe dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs). Esta classificação significa que o medicamento é utilizado primordialmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos. Esta substância ativa, um composto sintético derivado do ácido fenilacético, é o componente central responsável pelos efeitos principais do fármaco, sendo a sua eficácia apoiada por estudos farmacológicos publicados em diversas revistas médicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o Diclofenac na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais, confirmando o seu reconhecimento global.

Formas Disponíveis e Finalidade Geral

O Diclac é fabricado em múltiplas formas farmacêuticas, incluindo formas orais como comprimidos, soluções para injeção, supositórios e formas tópicas como géis, permitindo uma administração flexível. O seu propósito geral é proporcionar um alívio sintomático abrangente, abordando as causas químicas do desconforto associado a várias condições. Por exemplo, o Diclofenac é utilizado para tratar condições dolorosas e inflamatórias, o que inclui cenários típicos como distensão muscular aguda ou desconforto articular. Ao modular a resposta do corpo, o Diclac oferece um benefício geral contra três sintomas-chave: inflamação, dor e temperatura corporal elevada (fever).

Diferenciação e Contexto Farmacológico

Enquanto marca de Diclofenac, o Diclac é clinicamente reconhecido pelo seu rápido início de ação em certas formulações, uma característica frequentemente realçada na literatura médica relativa à adesão ao tratamento por parte do doente. É designado como um AINE porque funciona através da modulação seletiva de um processo bioquímico central — a produção de prostaglandinas. Os AINEs atuam como inibidores da Ciclo-oxigenase, bloqueando as enzimas responsáveis pela criação destes poderosos mensageiros químicos. Ao interromper diretamente a cascata que inicia os sintomas físicos de dor e inflamação, o Diclac assegura que o seu efeito terapêutico geral seja direcionado a ambos os processos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Diclac?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O Diclac (diclofenaco) é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) com um perfil de segurança definido principalmente por riscos de eventos sistémicos graves. Os avisos regulatórios oficiais destacam duas classes principais de risco:

Reações Adversas Graves

Classe de Sistemas de Órgãos Eventos Graves Documentados em Fontes Reguladoras
Cardiovascular/Vascular Risco aumentado de eventos trombóticos arteriais graves, incluindo enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) e acidente vascular cerebral (AVC), que podem ser fatais. Este risco pode aumentar com doses mais elevadas (≥ 150 mg/dia) e maior duração do tratamento. O produto está contraindicado em doentes com insuficiência cardíaca estabelecida (classe NYHA II-IV), doença cardíaca isquémica, doença arterial periférica ou doença cerebrovascular.
Gastrointestinal Risco aumentado de hemorragia gastrointestinal, ulceração e perfuração do estômago ou intestinos, que podem ser fatais. Estes eventos podem ocorrer sem sintomas de aviso prévio e são mais comuns em doentes idosos.
Hepático/Renal Foram reportadas lesões hepáticas graves (hepatotoxicidade), lesões renais e retenção de líquidos (edema). A função hepática e renal deve ser monitorizada durante o uso prolongado.
Sistema Imunitário/Pele Foram documentadas reações alérgicas graves (anafilaxia) e reações cutâneas graves, potencialmente fatais (ex.: Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica).

Reações Adversas Comuns

Os efeitos secundários comunicados frequentemente incluem distúrbios gastrointestinais (como náuseas, vómitos, diarreia, dispepsia e dor abdominal), dores de cabeça, tonturas e erupções cutâneas ligeiras.

Considerações de Segurança

A utilização de Diclac está contraindicada no terceiro trimestre da gravidez devido aos riscos para o feto. Deve ser utilizada a dose eficaz mais baixa durante o período de tempo mais curto necessário para controlar os sintomas, de acordo com a sua classificação como AINE.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda Médica

A sobredosagem de diclofenaco, a substância ativa do Diclac, requer atenção médica imediata. A gravidade da sobredosagem está associada à quantidade ingerida, tendo sido reportada toxicidade significativa em doses várias vezes superiores ao nível terapêutico. Uma sobredosagem pode ser muito prejudicial tanto para crianças como para adultos.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As apresentações iniciais não graves incluem frequentemente náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal e efeitos ligeiros no sistema nervoso central, tais como tonturas ou dores de cabeça. No entanto, uma sobredosagem pode conduzir rapidamente a complicações graves e potencialmente fatais.

Consequências Graves e Ações de Emergência

Uma sobredosagem elevada pode resultar em complicações internas major que afetam diversos sistemas fisiológicos. Os desfechos graves reportados em casos de sobredosagem aguda com AINE incluem:

  • Hemorragia Gastrointestinal (indicada por vómitos com sangue ou fezes com sangue, pretas ou com aspeto de alcatrão).
  • Insuficiência Renal Aguda (produção de urina escassa ou ausente).
  • Efeitos Graves no Sistema Nervoso Central (incluindo confusão, agitação, delírio, convulsões e coma).

Se ocorrerem quaisquer sinais de uma sobredosagem ou de uma reação grave, tais como dor no peito, falta de ar, fraqueza num dos lados do corpo ou desconforto gastrointestinal significativo, deve ser procurada ajuda médica de emergência de imediato. O prognóstico do doente depende frequentemente da rapidez do tratamento.

Usos terapêuticos de Diclac

Para que é utilizado o Diclac: principais utilizações e benefícios

O Diclac é um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE) que contém a substância ativa diclofenaco sódico. É indicado principalmente para o tratamento da dor aguda e da inflamação em diversas condições musculoesqueléticas e articulares. Ao inibir a produção de substâncias químicas que causam inflamação, o medicamento ajuda a reduzir o inchaço e a sensibilidade, facilitando a recuperação funcional das áreas afetadas.

As principais utilizações do Diclac incluem o alívio de sintomas em patologias inflamatórias crónicas, como a artrite reumatoide e a osteoartrite. É também eficaz na gestão de crises agudas de gota e na espondilite anquilosante. Além das doenças reumáticas, o medicamento é frequentemente prescrito para tratar dores pós-traumáticas ou pós-operatórias, bem como inflamações dolorosas após lesões desportivas ou ortopédicas.

Os benefícios do tratamento com Diclac residem na sua capacidade de proporcionar um alívio prolongado da dor e na melhoria da mobilidade articular. Ao controlar a resposta inflamatória, o fármaco permite que os doentes realizem as suas atividades diárias com maior conforto. A eficácia do diclofenaco na redução da rigidez matinal e da dor em repouso ou em movimento torna-o uma opção terapêutica importante na gestão de condições inflamatórias de curta ou longa duração.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Diclac?

A utilização do Diclac (Diclofenaco) é regida por normas rigorosas de elegibilidade populacional, definidas por autoridades reguladoras a nível mundial.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar)

A rotulagem oficial contraindica o uso de Diclac em diversos grupos, incluindo doentes com hipersensibilidade conhecida ao diclofenaco, à aspirina ou a qualquer outro Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). O uso é igualmente proibido em doentes com ulceração gástrica ou intestinal ativa ou hemorragia, insuficiência cardíaca grave (Classes NYHA II-IV) ou no contexto de cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG).

Restrições Etárias e Fisiológicas

O medicamento está contraindicado durante o terceiro trimestre da gravidez devido aos riscos para o feto. O uso durante o primeiro e segundo trimestres não é recomendado, a menos que seja estritamente necessário. De igual modo, a utilização durante a amamentação não é, geralmente, recomendada. Relativamente à população pediátrica, embora algumas formas orais estejam aprovadas para crianças com 12 anos ou mais, a segurança não está estabelecida para muitas aplicações em doentes mais jovens.

Limitações Baseadas em Condições Específicas

Doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave estão, tipicamente, contraindicados de utilizar Diclac. Aqueles com doença cardíaca isquémica estabelecida ou doença cerebrovascular também não devem utilizar este medicamento. Os idosos estão autorizados a utilizar o Diclac, mas são explicitamente classificados como requerendo precaução, devido a um risco acrescido de complicações gastrointestinais e renais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulatória define o perfil de interação do Diclac através da gestão de riscos farmacodinâmicos e de alterações farmacocinéticas. A coadministração com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE) sistémicos, incluindo os inibidores da COX-2, deve ser evitada devido ao potencial de efeitos adversos aditivos. A formulação intravenosa está formalmente contraindicada com Anticoagulantes. O Diclac está também contraindicado para o tratamento da dor perioperatória no contexto de cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG).

Efeitos Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

Tipo de Interação Substâncias ou Condições Interagentes
Aumento da Exposição As concentrações plasmáticas de Lítio, Digoxina e Metotrexato podem aumentar, e o Voriconazol eleva a AUC e a Cmax do diclofenaco (através da inibição da enzima CYP).
Aumento do Risco de Hemorragia Anticoagulantes, agentes antiagregantes plaquetários, ISRS (antidepressivos) e corticosteroides sistémicos aumentam o risco de hemorragia gastrointestinal grave. O consumo de Álcool também acarreta este risco documentado.
Eficácia Reduzida O Diclac pode diminuir os efeitos anti-hipertensores e natriuréticos dos Inibidores da ECA, dos ARBs (antagonistas da angiotensina II) e dos Diuréticos.

Notas sobre a Administração e População

O risco de deterioração da função renal, quando coadministrado com inibidores da ECA ou ARBs, é especificamente elevado em doentes idosos, com depleção de volume (desidratados) ou com compromisso renal. Além disso, certas formulações orais de Diclac têm requisitos de administração para serem tomadas com o estômago vazio, de modo a prevenir uma redução documentada da sua eficácia.

Mecanismo de ação

Como funciona o Diclac

O Diclac, que contém a substância ativa diclofenaco, atua essencialmente como um inibidor das enzimas ciclo-oxigenase (COX), abrangendo especificamente as formas COX-1 e COX-2. Esta interação molecular é de natureza não seletiva e resulta no bloqueio intracelular da conversão enzimática do ácido araquidónico em precursores de prostaglandinas (prostaglandina G2 e H2).

Esta inibição modula a síntese de vários eicosanoides derivados da cascata do ácido araquidónico, incluindo as prostaglandinas e os tromboxanos, que são mediadores lipídicos fundamentais neste processo. A consequência fisiológica a nível sistémico é a redução das concentrações destes mediadores pró-inflamatórios, tanto na circulação como nos tecidos locais. Adicionalmente, o diclofenaco pode inibir o recetor de tromboxano-prostanoide e modular a libertação e captação do ácido araquidónico.

O medicamento influencia também a sinalização celular através da ativação da via do óxido nítrico-cGMP e do potencial bloqueio de canais iónicos sensíveis ao ácido nos tecidos neurais, o que contribui para a alteração da transmissão de sinais nociceptivos (sinais de dor). O Diclac demonstra uma capacidade de acumulação nos tecidos inflamados e no líquido sinovial, o que contribui para um efeito farmacodinâmico localizado.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Diclac é Utilizado: Administração e Dosagem Oficial

A utilização do Diclac (Diclofenaco) é estritamente regulada pelas informações de prescrição oficiais, que estabelecem vias de administração específicas, intervalos de dose e restrições para garantir a utilização correta. Esta secção detalha o protocolo de utilização oficial conforme delineado pelas autoridades reguladoras.


Vias Oficiais e Doses Padrão

Via de Administração Regime de Dose Comum em Adultos Dose Diária Máxima (Exemplo)
Oral (Comprimidos) Dose total diária de 100 mg a 150 mg, geralmente dividida em 2 a 3 tomas para condições crónicas. Geralmente 150 mg
Parenteral (IM/IV) 75 mg por dose, podendo ser repetida após 6 a 8 horas, se necessário. 150 mg
Tópica (Gel) Aplicado na área afetada; a dosagem é frequentemente medida através de um cartão doseador. Varia consoante a formulação

Os regimes posológicos podem variar de acordo com o sal específico e a região; os regimes acima baseiam-se em diretrizes clínicas globais. A instrução oficial determina que se utilize sempre a dose eficaz mais baixa durante o período de tempo mais curto possível, de forma consistente com os objetivos do tratamento.


Requisitos de Administração e Instruções Específicas

A rotulagem oficial fornece instruções rigorosas sobre como tomar o Diclac com base na sua formulação:

  • Formas de Libertação Prolongada/Revestimento Entérico: Os comprimidos concebidos para libertação retardada ou prolongada devem ser engolidos inteiros. Não podem ser esmagados, partidos ou mastigados para evitar a libertação rápida e uma potencial irritação.
  • Dor Aguda/Enxaqueca (Pó Oral): O conteúdo da saqueta de pó deve ser misturado com água e consumido em jejum para uma absorção mais rápida, conforme especificado no rótulo oficial do produto.
  • Perfusão Intravenosa: Quando administrado por via parenteral, o Diclac deve ser administrado através de uma perfusão lenta e controlada (por exemplo, ao longo de 30 a 120 minutos) e não se destina a injeção rápida em bólus.
  • Idosos: Os ajustes de dose baseiam-se no princípio geral de iniciar com a dose eficaz mais baixa durante o menor período de tempo, devido à maior sensibilidade desta população.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Exploração do Mecanismo e Evidência Inicial

A investigação científica explorou a interação do fármaco com as vias imunitárias implicadas na resposta inflamatória. Estudos de fase precoce (Fase 1 e 2) investigaram parâmetros de avaliação relacionados com a gravidade e duração de exacerbações em adultos, observando que o mecanismo envolve a inibição das enzimas ciclo-oxigenase (COX).

Resultados dos Ensaios de Fase 3

Um ensaio clínico de Fase 3 multicêntrico e fulcral, envolvendo participantes com condições como a osteoartrose, serviu de base principal de evidência. O ensaio examinou o fármaco em investigação em conjunto com um placebo ao longo de períodos definidos.

O ensaio documentou resultados relacionados com a progressão da doença de acordo com critérios pré-definidos, tais como alterações na dor e nos índices de capacidade funcional. Adicionalmente, análises secundárias investigaram alterações nos sintomas reportados pelos doentes, centrando-se especificamente em medidas de dor e mobilidade.

Investigação Comparativa e a Longo Prazo

A investigação tem analisado o fármaco em avaliações de protocolos de manutenção a longo prazo, particularmente para a gestão da dor crónica. Alguns estudos investigaram o fármaco em conjunto com tratamentos mais antigos, embora os dados comparativos diretos entre todas as formulações permaneçam limitados. Um ensaio utilizou uma concentração específica na sua avaliação do potencial de manutenção da estabilidade dos sintomas por períodos de até dois anos.

Eventos de Segurança Documentados em Ensaios

Os eventos adversos foram recolhidos ao longo de todas as fases do programa clínico. Os ensaios clínicos documentaram a ocorrência de eventos como cefaleias, reações no local de aplicação (para formas tópicas/injetáveis) e infeções respiratórias superiores ligeiras numa pequena percentagem de participantes. Os investigadores documentaram instâncias de elevação das enzimas hepáticas. As interações com determinados fármacos coadministrados foram examinadas em populações selecionadas de doentes. Os investigadores continuam a explorar o perfil de segurança a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Diclac (FAQ)

Qual é a diferença entre o Diclac e o medicamento vendido sob a marca Voltaren?

O Diclac contém a substância ativa diclofenaco. O Voltaren é apenas outro nome comercial amplamente reconhecido para a mesma substância, um anti-inflamatório não esteroide (AINE). Ambas as marcas contêm o mesmo componente ativo principal, embora possam oferecer diferentes formulações do fármaco.

Por que razão o Diclac costuma estar disponível apenas mediante receita médica?

As autoridades reguladoras reclassificaram o diclofenaco oral como medicamento sujeito a receita médica em muitas regiões devido a um risco, embora pequeno, de problemas cardiovasculares graves, como enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). As diretrizes indicam que é necessária a avaliação deste risco por um profissional de saúde antes da utilização, o que garante um uso seguro e consistente com o perfil de risco estabelecido para o fármaco.

O Diclac é considerado um analgésico mais forte do que as opções comuns de venda livre?

Estudos clínicos analisaram a eficácia do diclofenaco em comparação com analgésicos de venda livre comuns, como o ibuprofeno. A informação oficial indica que, para o alívio da dor aguda, certas formulações de diclofenaco proporcionam um alívio comparável ou, nalguns casos, superior ao dos AINE de venda livre padrão. A adequação do alívio da dor é determinada por profissionais de saúde com base na condição do doente.

Quais são as principais diferenças entre o Diclac e o ibuprofeno?

Ambos os medicamentos são classificados como anti-inflamatórios não esteroides (AINE). O diclofenaco é reconhecido na literatura médica por possuir um efeito anti-inflamatório particularmente forte. Embora ambos apresentem riscos potenciais semelhantes, os avisos oficiais destacam o risco cardiovascular do diclofenaco de forma mais proeminente do que o de muitos outros AINE.

Como se compara a ação do Diclac com a do Naproxeno?

Tanto o Diclac (diclofenaco) como o naproxeno são AINE que atuam na redução da dor e da inflamação. Os alertas regulamentares referem que o diclofenaco está associado a um maior risco de eventos cardiovasculares em comparação com o naproxeno. Revisões farmacológicas oficiais sugerem que o diclofenaco pode ter um impacto superior na via da enzima COX-2 do que o naproxeno.

O Diclac trata a inflamação de forma diferente do Paracetamol?

Sim, o Diclac é um AINE, o que significa que atua bloqueando os processos do organismo que causam dor, febre e inflamação. O paracetamol não é um AINE; alivia a dor e a febre atuando principalmente no sistema nervoso central. O paracetamol não trata a inflamação nos tecidos do corpo de forma significativa.

Qual a diferença entre o gel tópico e os comprimidos orais quanto aos efeitos no organismo?

A informação regulatória indica que a absorção do gel na corrente sanguínea é significativamente menor do que a do comprimido oral. Esta diferença significa que o gel concentra o medicamento localmente no tecido inflamado. Este efeito localizado ajuda a minimizar o risco de efeitos secundários sistémicos, ou seja, que afetam todo o corpo.

O Diclac pode causar zumbidos nos ouvidos (tinnitus)?

Sim, os documentos regulatórios oficiais listam o tinnitus — descrito como zumbidos ou formigueiros nos ouvidos — como um potencial efeito secundário reconhecido. Esta informação está incluída nas secções de reações adversas da informação oficial do produto para o diclofenaco.

O Diclac possui algum aviso especial sobre riscos cardiovasculares, como enfarte ou AVC?

Sim. A FDA exige que o diclofenaco inclua um "Boxed Warning" (Aviso de Advertência), que é o nível de alerta mais grave da agência. Este aviso destaca o aumento do risco de eventos cardiovasculares potencialmente fatais (como enfarte ou AVC) e de problemas gastrointestinais graves (como hemorragias e úlceras).

Quais são os sinais específicos que podem indicar a ocorrência de um efeito secundário grave do Diclac?

Os documentos regulatórios descrevem vários eventos adversos graves. Os sintomas associados incluem: evacuação de fezes escuras ou com sangue (indicando hemorragia gastrointestinal), dor no peito intensa e inexplicável, ou o aparecimento súbito de coloração amarelada na pele ou nos olhos (icterícia). Outros sintomas incluem fraqueza súbita, fala arrastada ou inchaço inexplicável.

Qual é a informação oficial sobre o potencial efeito do Diclac na pressão arterial?

Os avisos oficiais referem que o uso de Diclac pode estar associado ao desenvolvimento de nova hipertensão ou ao agravamento de tensão arterial elevada pré-existente. As orientações regulamentares indicam que a monitorização da pressão arterial é necessária durante o tratamento.

Qual é a diferença entre as formas de Diclofenaco Sódico e Diclofenaco Potássico?

As duas formas mais comuns, o diclofenaco sódico e o diclofenaco potássico, diferem na velocidade de libertação do medicamento. O Diclofenaco Potássico é tipicamente utilizado em formulações de libertação imediata, que oferecem um início de ação mais rápido. O Diclofenaco Sódico é frequentemente utilizado em formas de libertação retardada ou prolongada, destinadas à gestão de condições crónicas.

Qual é a finalidade do revestimento entérico presente nalguns comprimidos de Diclac?

O revestimento entérico é uma característica de segurança presente em certos comprimidos. A informação oficial de prescrição refere que o revestimento impede o comprimido de se dissolver no ambiente ácido do estômago. O revestimento permite que o medicamento passe para o intestino, o que protege o revestimento gástrico de potenciais irritações e danos.

Que condições, além da artrite, estão oficialmente listadas como indicações para o uso de Diclac?

As indicações regulatórias oficiais vão além da artrite geral e do desconforto articular. Dependendo da formulação específica, o diclofenaco está oficialmente aprovado para tratar condições como artrite reumatoide, espondilite anquilosante, gota, dismenorreia primária (dores menstruais) e certos tipos de enxaqueca aguda.

É permitido tomar Diclac se eu tiver antecedentes de asma ou pólipos nasais?

A rotulagem regulatória oficial contraindica o uso de Diclac em doentes que tenham sofrido anteriormente ataques de asma, angioedema ou rinite aguda após a toma de aspirina ou de outros anti-inflamatórios não esteroides (AINE). Isto deve-se ao potencial de uma reação alérgica grave.

O uso de Diclac tem algum efeito conhecido em testes de deteção de drogas?

De acordo com as classificações regulatórias de substâncias, o Diclac é um anti-inflamatório não esteroide (AINE). Não é classificado como uma substância controlada, como um narcótico ou opioide. Por conseguinte, não é tipicamente detetado em testes padrão de rastreio de drogas.

Em quanto tempo se pode esperar que o Diclac comece a aliviar a dor?

Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que o alívio pode começar de forma relativamente rápida, especialmente com formulações de libertação imediata. No caso do sal de potássio, os níveis máximos no sangue são habitualmente atingidos em cerca de uma hora em indivíduos em jejum. O tempo exato necessário para sentir o alívio depende da formulação específica utilizada.

Como Diclac deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Diclac?

O cumprimento rigoroso dos requisitos de conservação e eliminação é essencial para manter a qualidade do Diclac (diclofenaco) e prevenir danos ambientais.

Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar abaixo de 25 °C em local seco.
Manuseamento Manter nas embalagens originais, devidamente rotuladas. Lavar as mãos após a aplicação do gel tópico (exceto se estiver a tratar as mãos). Evitar a exposição das áreas da pele tratadas à luz solar natural ou artificial.
Estabilidade Alguns géis tópicos têm um prazo de validade após abertura de 6 meses.
Segurança Armazenar todas as formas do medicamento num local fechado à chave e fora da vista, para impedir o acesso por parte de crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

O Diclac não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado na sanita ou no lavatório. O método de eliminação preferencial consiste na utilização de um programa de recolha de medicamentos (por exemplo, pontos de recolha em farmácias). Se não estiver disponível um programa de recolha, o medicamento não utilizado deve ser misturado com uma substância desagradável (como terra ou borras de café) e selado num recipiente antes de ser colocado no lixo doméstico. Especificamente, qualquer produto tópico não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais para evitar a libertação no ambiente aquático.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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