Comtess

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Comtess

Forma selecionada

Método de ação: Antiparkinsonian

Opção de tratamento: Parkinson Disease

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Comtess

O que é o Comtess? Classificação e Substância Ativa

Propriedade Descrição
Substância ativa Entacapona
Forma farmacêutica Comprimido revestido por película
Classe farmacológica Inibidor da catecol-O-metiltransferase (COMT)
Origem Composto sintético
Via de administração Oral

O Comtess é o nome comercial da substância ativa entacapona, um composto sintético classificado farmacologicamente como um inibidor da catecol-O-metiltransferase (COMT). Este medicamento é uma terapêutica adjuvante, o que significa que deve ser utilizado apenas em conjunto com os medicamentos principais, especificamente os que contêm levodopa. A entacapona é um composto concebido para bloquear precisamente a enzima COMT, estabelecendo o seu papel rigoroso na modificação do metabolismo do fármaco coadministrado. A necessidade de coadministração com levodopa é clinicamente reconhecida como uma abordagem padrão nos regimes terapêuticos.

Composição, Forma e Objetivo Geral

O Comtess é disponibilizado como um comprimido revestido por película destinado a administração oral, utilizando excipientes farmacêuticos padrão para criar a formulação sólida. É um produto com uma única substância ativa, contendo apenas entacapona, uma característica que permite ajustes flexíveis da dose do medicamento independentemente da medicação base de levodopa.

O objetivo geral da entacapona é potenciar e sustentar a eficácia da levodopa. A entacapona atua através da redução do metabolismo periférico da levodopa, impedindo a sua rápida degradação pela enzima COMT nos tecidos fora do cérebro. Este mecanismo de proteção garante que a concentração de levodopa na corrente sanguínea permaneça mais elevada e estável, aumentando assim a biodisponibilidade da levodopa. Estudos farmacológicos confirmam que o fármaco sustenta a disponibilidade do agente terapêutico central, resultando num efeito mais constante ao longo do intervalo entre doses.

Quais efeitos secundários são possíveis com Comtess?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Entacapona (Comtess) está formalmente classificado com base na frequência e no sistema fisiológico afetado, refletindo dados de estudos clínicos e da vigilância pós-comercialização.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos reportados com maior frequência são classificados como Muito Frequentes (ocorrem em mais de 1 em cada 10 utilizadores) e Frequentes (ocorrem em 1 a 10 em cada 100 utilizadores):

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes Discinesia (movimentos involuntários), Náuseas
Frequentes Diarreia, Vómitos, Obstipação, Tonturas, Cefaleia (dor de cabeça), Insónia, Alucinações, Alteração da cor da urina (Cromatúria)

A alteração da cor da urina para um tom castanho-avermelhado é um efeito objetivo reconhecido e expectável do medicamento.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Riscos raros, mas clinicamente significativos, foram identificados em documentação oficial. As reações adversas graves notificadas incluem a Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM), a Rabdomiólise (destruição muscular grave) e a diarreia grave e persistente, que pode estar associada a colite (inflamação do cólon).

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado em indivíduos com insuficiência hepática grave (problemas graves no fígado), antecedentes de SNM ou de rabdomiólise não traumática, nem em conjunto com inibidores não seletivos da Monoamina Oxidase (MAO). Além disso, observa-se que efeitos como a discinesia e a diarreia surgem frequentemente no início do tratamento ou após um ajuste da dose de levodopa acompanhante.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Informações oficiais estabelecem a estrutura para o reconhecimento e a gestão de uma sobredosagem de Comtess (entacapona). A experiência com casos de sobredosagem é limitada, mas os principais sinais e sintomas reportados estão relacionados com o aumento da atividade dopaminérgica, devido ao efeito do fármaco na potenciação da levodopa.

As manifestações clínicas de sobredosagem reportadas incluíram alterações de comportamento, tais como agitação, agressividade e sonolência. Embora uma dose única de até 2000 mg em voluntários saudáveis não tenha resultado em efeitos adversos, foram registados casos de sobredosagem com doses diárias únicas de até 10 000 mg.

É necessária ajuda médica imediata em caso de sobredosagem acidental. Os doentes ou prestadores de cuidados devem consultar imediatamente um médico, um farmacêutico ou dirigir-se ao hospital mais próximo.

O tratamento para a sobredosagem de Comtess é sintomático e de suporte, visando gerir as manifestações clínicas. Não foi identificado qualquer antídoto específico. Além disso, os procedimentos de eliminação, tais como a diálise, não deverão trazer benefícios para a remoção da substância em contexto de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Comtess

O objetivo do Comtess é proporcionar uma terapêutica adjuvante no tratamento da doença de Parkinson. É habitualmente utilizado em adultos que já se encontram a ser tratados com medicamentos que contêm levodopa, uma vez que o seu papel terapêutico se foca na gestão de flutuações motoras. Este fármaco é aplicado apenas como um tratamento de suporte adicional.

O Comtess é frequentemente utilizado em doentes que experienciam sintomas de deterioração de fim de dose (fenómeno de "wearing-off"). Os principais sintomas relevantes para esta gestão de suporte incluem as flutuações motoras de fim de dose, a rigidez, o tremor em repouso e a bradicinésia (lentidão de movimentos), quando estas manifestações estão associadas à diminuição da eficácia do tratamento principal. A abordagem terapêutica centra-se no apoio ao estado motor diário e à estabilidade funcional do doente. O medicamento pode ajudar a aliviar este desafio sintomático, contribuindo para uma gestão mais consistente dos sintomas, o que, por sua vez, apoia o bem-estar geral.

“O Comtess apoia o doente durante episódios difíceis ao aliviar a angústia e ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.”


Facto Rápido: Alívio das Flutuações Motoras

O Comtess é geralmente utilizado quando a terapêutica principal com levodopa, por si só, não consegue manter um controlo constante dos sintomas entre doses, contribuindo para a manutenção da estabilidade funcional ao longo do dia.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Comtess (Entacapona) — Informação Regulamentar Oficial

Categoria Classificação Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Doentes Adultos (18 anos ou mais) que estejam a receber tratamento com um regime terapêutico à base de levodopa
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com Insuficiência Hepática (doença do fígado)

Classificações de Elegibilidade

Classificação Terminologia Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade da elegibilidade Contraindicado, Não Recomendado, Utilizar com Precaução
Restrições de contexto de elegibilidade O uso está limitado a terapêutica adjuvante com levodopa

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Declarações oficiais de elegibilidade:

A entacapona é contraindicada em doentes com qualquer grau de insuficiência hepática (doença no fígado). O medicamento não deve ser utilizado por doentes com feocromocitoma ou com antecedentes de Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) e/ou rabdomiólise não traumática.

Não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas neste grupo. O fármaco não deve ser utilizado durante a gravidez e o aleitamento materno é proibido.

O uso é contraindicado quando combinado com inibidores não seletivos da MAO. Por fim, recomenda-se utilizar com precaução em doentes com insuficiência renal grave.

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

Os documentos regulamentares definem quem pode ou não utilizar o medicamento através de uma lista de contraindicações que incluem condições médicas pré-existentes (insuficiência hepática), eventos médicos passados específicos (SNM) e combinações de fármacos proibidas (inibidores da MAO não seletivos). A elegibilidade é ainda delimitada pela idade, restringindo o uso na população pediátrica onde a segurança não está estabelecida, e pelo estado fisiológico (gravidez e lactação), onde o uso é geralmente proibido.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Comtess (entacapona) apresenta padrões de interação oficialmente documentados que resultam, fundamentalmente, da sua função como inibidor da catecol-O-metiltransferase (COMT) e do seu perfil farmacocinético.

Classificação de Interações

Classificação Estatuto Regulamentado
Inibidores não seletivos da MAO Combinação Contraindicada
Levodopa Potenciação Farmacodinâmica
Preparações de Ferro Necessidade de Intervalo na Toma

A coadministração com inibidores não seletivos da Monoamina Oxidase (inibidores da MAO-A e MAO-B) está contraindicada devido ao risco de interações graves relacionadas com o metabolismo das catecolaminas. Enquanto terapêutica adjuvante, a entacapona aumenta significativamente os efeitos da levodopa administrada em simultâneo, resultando num incremento de aproximadamente 35% na exposição plasmática (AUC) da levodopa. Esta potenciação requer uma consideração cuidadosa por parte dos profissionais de saúde.

Outras Interações Documentadas

A entacapona pode interferir com o metabolismo e potenciar a ação de outros compostos que contenham uma estrutura de catecol (por exemplo, adrenalina ou isoprenalina). É necessária uma restrição temporal para as preparações de ferro (sais e suplementos), que devem ser administradas com um intervalo de, pelo menos, 2 a 3 horas em relação à entacapona, de forma a prevenir a quelação no trato gastrointestinal e a subsequente redução da absorção da entacapona. Além disso, a entacapona possui uma afinidade in vitro para a enzima CYP2C9, indicando um potencial de interferência com o metabolismo de substratos como a varfarina (isómero S).

Mecanismo de ação

Como funciona o Comtess

O Comtess (entacapona) exerce o seu efeito farmacológico através da modulação do catabolismo periférico da molécula precursora da levodopa. Este mecanismo é alcançado através da inibição reversível e seletiva da enzima catecol-O-metiltransferase (COMT).

A COMT atua na circulação periférica e nos tecidos para catalisar a O-metilação da levodopa, levando à sua inativação. Ao inibir a COMT, a entacapona limita esta depuração metabólica periférica, o que modifica a farmacocinética da levodopa administrada em conjunto. Este mecanismo resulta numa concentração mais elevada e estável da molécula precursora na circulação sistémica, aumentando a sua biodisponibilidade. A concentração plasmática sustentada facilita uma entrega mais constante através da barreira hematoencefálica e a subsequente conversão no neurotransmissor ativo dentro do sistema nervoso central.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Comtess é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Comtess (entacapona) é um medicamento utilizado exclusivamente como uma terapêutica adjuvante — o que significa que deve ser sempre tomado em conjunto com um fármaco principal que contenha levodopa (como levodopa/carbidopa). As instruções oficiais de utilização definem rigorosamente os parâmetros para a sua administração oral e o esquema posológico.


Detalhes de Administração e Protocolo de Dosagem

Instrução Detalhe
Via de Administração Apenas por via oral, utilizando o comprimido revestido por película de 200 mg.
Esquema Posológico Um comprimido de 200 mg tomado simultaneamente com cada dose agendada do medicamento que contém levodopa.
Limite Diário Máximo A dose diária máxima recomendada é de 2000 mg (dez comprimidos de 200 mg). Recomendações regionais podem fixar este limite em 1600 mg por dia.

Condições Práticas de Administração

Os comprimidos de Comtess são concebidos para administração oral e podem ser tomados com ou sem alimentos. O momento da administração é fixado pela dose de levodopa; contudo, existe uma condição crítica: o Comtess deve ser tomado com um intervalo de, pelo menos, 2 a 3 horas em relação a quaisquer preparações de ferro (como suplementos minerais) para evitar problemas de absorção.

Utilização ao Longo do Tempo e Regras Populacionais

O tratamento requer uma coordenação cuidadosa com o regime de levodopa. Ao iniciar o Comtess, o protocolo oficial estabelece que a dose de levodopa poderá necessitar de ser reduzida (tipicamente em 10%–30%) durante os primeiros dias ou semanas para gerir os efeitos relacionados com a levodopa.

Não é necessário qualquer ajuste posológico para adultos seniores ou para doentes com insuficiência renal. O Comtess não é recomendado para utilização em doentes com menos de 18 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas neste grupo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica sobre o Comtess (Entacapona)


Evidência na Gestão de Flutuações Motoras

A base da investigação científica sobre a Entacapona foi examinada em contextos de investigação como terapêutica adjuvante para adultos com doença de Parkinson que apresentam o fenómeno de "wearing-off" (deterioração de fim de dose). A investigação consistiu essencialmente em diversos ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos compararam os efeitos da adição de Entacapona ao regime padrão de levodopa face à adição de um placebo ao mesmo regime.

Os estudos foram avaliados em adultos que já se encontravam sob terapêutica com levodopa e cujas condições caracterizadas por manifestações episódicas ou flutuantes eram clinicamente reconhecidas como flutuações entre doses. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, indicando que a adição de Entacapona coincidiu com medições de um aumento do "tempo ON" diário e uma redução do "tempo OFF" em comparação com os grupos placebo. Esta investigação fornece uma visão sobre as alterações a curto prazo no estado motor diário dos doentes, descrevendo os padrões observados durante os períodos do estudo.

Parâmetros Analisados nos Ensaios Pivotais

Os investigadores analisaram diversos parâmetros relacionados com o desconforto físico e o estado funcional nos principais ensaios clínicos. Um resultado central monitorizado foi a variação no "tempo ON" diário do doente, medida hora a hora através de diários detalhados preenchidos pelos próprios. Além da cronometragem dos estados funcionais, os estudos monitorizaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade através de ferramentas validadas, como as secções relevantes da Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS). Adicionalmente, foram observados nas populações estudadas resultados reportados pelos doentes que descrevem o desconforto percebido e o estado geral de saúde, frequentemente através de questionários específicos de qualidade de vida.


Dados de Seguimento e Estudos a Longo Prazo

Embora os ECA pivotais iniciais tenham sido tipicamente de curto prazo, a investigação examinou a durabilidade dos padrões observados ao longo de períodos mais alargados através de estudos de extensão abertos e de coortes observacionais. Estes estudos monitorizaram a manutenção das medições reportadas do "tempo ON" e a investigação explorou a evolução dos sintomas motores ao longo de períodos extensos. Contudo, as conclusões sobre os resultados primários derivam da investigação controlada por placebo de menor duração; assim, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com o mesmo nível de certeza que as observações iniciais, devido à diferença no desenho dos estudos.

Limitações Principais e Áreas de Incerteza

Uma limitação relevante reside no facto de as durações de seguimento terem sido limitadas nos ensaios de curto prazo mais definitivos, que mediram os resultados iniciais contra um placebo. Além disso, a investigação centrou-se em doentes com uma condição flutuante pré-existente e mensurável. Isto significa que ainda estão a surgir dados, ou que estes são insuficientes, relativamente ao impacto que o tratamento pode ter em doentes nas fases muito iniciais da doença de Parkinson, antes do início das flutuações.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Comtess (FAQ)


P: Com que rapidez é que o Comtess começa a ajudar nos períodos "off"?

R: O Comtess foi desenvolvido para reforçar a eficácia da levodopa. De acordo com as informações oficiais do produto, as doses de levodopa podem necessitar de ajuste logo nos primeiros dias ou nas primeiras semanas após o início do Comtess para gerir os seus efeitos mais fortes. Este mecanismo destina-se a contribuir para uma disponibilidade mais estável da levodopa.


P: O Comtess agrava os efeitos secundários já existentes da levodopa?

R: Sim. Os documentos regulamentares referem que o Comtess aumenta significativamente os efeitos da levodopa. Esta potenciação pode levar a um aumento das reações adversas relacionadas com a levodopa, tais como discinesias (movimentos involuntários), náuseas ou alucinações. Por este motivo, a dosagem de levodopa necessita frequentemente de ajuste quando um doente começa a tomar Comtess.


P: O Comtess pode causar alterações na cor da urina?

R: Sim, as alterações na cor da urina são um efeito documentado e comum deste medicamento. A informação oficial de segurança refere que a urina pode tornar-se de uma cor castanho-avermelhada, uma condição denominada cromatúria. Embora este seja um efeito esperado, qualquer sintoma novo ou preocupante deve ser sempre discutido com um profissional de saúde.


P: É normal sentir tonturas ao iniciar o Comtess?

R: As tonturas estão listadas como um efeito secundário comum nas informações oficiais do produto. Este medicamento pode, por vezes, causar hipotensão ortostática (uma descida da pressão arterial ao levantar-se), o que pode levar a sensações de cabeça leve ou tonturas. Quaisquer efeitos graves ou persistentes devem ser abordados por um profissional de saúde.


P: Com que tipos de alimentos ou suplementos devo ter cuidado enquanto tomo Comtess?

R: A informação regulamentar refere que os suplementos de ferro são uma preocupação fundamental; estes devem ser tomados com pelo menos duas a três horas de intervalo em relação ao Comtess para evitar que a absorção do medicamento seja reduzida. Os documentos oficiais também alertam contra a combinação de Comtess com certos compostos que possuem uma estrutura de catecol, que podem ser encontrados em alguns alimentos, suplementos ou outros medicamentos.


P: O Comtess pode causar sonhos vívidos ou distúrbios do sono?

R: Os dados oficiais de segurança listam a insónia (dificuldade em dormir) e as alucinações como efeitos secundários comuns. As alucinações estão por vezes associadas a sonhos vívidos ou invulgares. Caso se verifiquem distúrbios de sono significativos, é importante consultar um profissional de saúde.


P: O Comtess pode interagir com suplementos de ervas como a Erva de São João?

R: A rotulagem oficial aconselha precaução com compostos que possam interferir com o metabolismo do organismo, tais como certos substratos enzimáticos. É importante que os profissionais de saúde sejam informados sobre todos os medicamentos e suplementos que estão a ser tomados, uma vez que são possíveis interações.


P: O Comtess é alguma vez receitado para condições não relacionadas com a doença de Parkinson?

R: Não. A indicação regulamentar é estritamente definida como um adjuvante (complemento) a medicamentos que contenham levodopa para doentes com doença de Parkinson que estejam a apresentar flutuações motoras (tais como períodos "off"). Não está oficialmente aprovado para utilização noutras condições.


P: Porque é importante tomar o Comtess com cada dose de levodopa?

R: O Comtess funciona inibindo a enzima que decompõe a levodopa no organismo. Para ajudar a manter um efeito consistente, as instruções oficiais de dosagem estabelecem que um comprimido deve ser tomado em simultâneo com cada dose de levodopa.


P: O Comtess pode causar movimentos involuntários (discinesia)?

R: Sim, a discinesia (movimentos involuntários) está listada como um efeito secundário muito comum nas informações oficiais de segurança. A gestão da discinesia pode envolver o ajuste da dosagem de levodopa.


P: Posso tomar Comtess se tiver problemas nos rins?

R: Embora não seja necessário um ajuste geral da dose para doentes com insuficiência renal, as advertências oficiais aconselham cautela se um doente tiver problemas renais graves. Um profissional de saúde avalia a adequação do medicamento, especialmente se o doente necessitar de diálise.


P: Quais são os motivos mais comuns para os médicos receitarem Comtess?

R: A indicação oficial para o medicamento é para doentes com doença de Parkinson que já estão a tomar levodopa, mas que estão a apresentar o fenómeno de deterioração de fim de dose ("wearing-off"). Isto acontece quando o efeito da levodopa desaparece antes da dose seguinte. O Comtess é receitado para ajudar a estabilizar os efeitos da levodopa durante este período.


P: Pode-se tomar Comtess se se tiver tensão arterial alta?

R: Os documentos regulamentares estabelecem que o Comtess está contraindicado (não deve ser utilizado) se o doente tiver um tumor da glândula suprarrenal chamado feocromocitoma. Isto deve-se ao facto de o medicamento poder potencialmente aumentar o risco de uma crise hipertensiva (tensão arterial gravemente elevada) nesta condição.


P: Quais são os sinais de que o Comtess está a funcionar corretamente?

R: Os estudos clínicos descreveram que os doentes que adicionaram Comtess ao seu regime apresentaram um aumento no "tempo ON" (quando os sintomas estão bem controlados) e uma redução no "tempo OFF" (quando os sintomas regressam). Estas alterações no estado motor diário são os principais sinais clínicos de que o medicamento está a proporcionar benefício.


P: O Comtess pode afetar o humor ou causar ansiedade?

R: Os documentos oficiais de segurança indicam que foram reportados distúrbios do controlo de impulsos (tais como alteração do interesse sexual ou comportamentos compulsivos) e alterações do estado mental (tais como agitação ou confusão). Qualquer alteração preocupante no humor ou comportamento deve ser comunicada a um profissional médico.


P: Posso esmagar ou partir os comprimidos de Comtess?

R: Os comprimidos são revestidos por película e foram concebidos para administração oral como um todo. A informação regulamentar do medicamento não recomenda esmagar ou partir os comprimidos.


P: O Comtess é seguro para pessoas com historial de doença cardíaca?

R: As advertências oficiais aconselham cautela ao administrar Comtess a doentes com doença isquémica cardíaca pré-existente (redução do fluxo sanguíneo para o coração). O medicamento pode também agravar a hipotensão ortostática (descida da tensão arterial ao levantar-se) causada pela levodopa.


P: As alterações de peso são um possível efeito secundário do Comtess?

R: A perda de peso não está listada como um efeito secundário comum. No entanto, para doentes que desenvolvam diarreia grave e persistente — uma reação adversa possível, embora menos frequente — pode ser aconselhada a monitorização do peso para evitar uma perda de peso potencialmente excessiva.


P: Como é que o Comtess é eliminado do organismo?

R: De acordo com estudos farmacocinéticos, o Comtess é eliminado do organismo maioritariamente através de vias metabólicas não renais. Aproximadamente 80% a 90% da dose é excretada nas fezes, sendo os restantes 10% a 20% excretados na urina.


P: Que precauções devem ser tomadas ao conduzir sob o efeito de Comtess?

R: O medicamento, quando tomado com levodopa, pode causar sonolência ou o aparecimento súbito de sono. As advertências oficiais estabelecem que os doentes que apresentem sonolência ou episódios de sono súbito devem abster-se de conduzir ou de utilizar máquinas.


P: Qual é o período de tempo típico para se observar o benefício máximo do Comtess?

R: Nos ensaios clínicos, demonstrou-se que o aumento no "tempo ON" (a medida de eficácia) ocorre ao longo de vários meses. Uma vez que os efeitos estão ligados à disponibilidade sustentada de levodopa, a estabilização total da função motora ocorre frequentemente à medida que as doses de levodopa são ajustadas durante os primeiros meses de tratamento.


P: O Comtess pode causar diarreia ou outros problemas de estômago?

R: Sim, diarreia, náuseas, vómitos e obstipação estão listados como reações adversas comuns documentadas. Em alguns casos raros, foi reportada diarreia grave e persistente, que pode estar associada a inflamação do cólon (colite).

Como Comtess deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação e Eliminação do Comtess (Entacapona)

Os comprimidos de Comtess devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente definida entre os 20 °C e os 25 °C. O produto deve ser protegido do congelamento e da humidade.

Embalagem e Estabilidade

O medicamento deve ser conservado na embalagem de origem e mantido bem fechado para preservar a sua integridade. Se os comprimidos forem fornecidos em frasco, estes mantêm-se estáveis durante 3 meses após a primeira abertura.

Eliminação e Segurança

Todo o Comtess deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças. O produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser eliminado através das águas residuais ou do lixo doméstico. A eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Comtess encontrado em:

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