Colchicina Lirca

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Colchicina Lirca

Método de ação: Antigout, Anti-Inflammatory

Opção de tratamento: Gout, Fits, Behcet Syndrome

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Colchicina Lirca

O que é a Colchicina Lirca e a que classe pertence?

Colchicina Lirca é um medicamento sujeito a receita médica que contém uma única substância ativa, a Colchicina. É formalmente classificada como um agente antigota e um fármaco anti-inflamatório modificador da doença. O nome Colchicina Lirca identifica especificamente a preparação fabricada pela Lirca em Itália, sublinhando a sua origem comercial e regulamentar europeia.

Esta designação coloca a Colchicina numa classe farmacológica altamente específica, clinicamente reconhecida para o controlo de condições caraterizadas por episódios inflamatórios agudos e graves. Sendo uma monoterapia que contém um único ingrediente ativo, o seu mecanismo é distinto dos anti-inflamatórios de uso geral, exigindo uma supervisão médica rigorosa.


Composição, forma e origem natural da Colchicina

O componente ativo, a Colchicina, é um potente derivado alcaloide natural que é historicamente obtido a partir das sementes e bolbos da planta Colchicum autumnale. A preparação medicinal é fornecida em comprimidos orais, a forma farmacêutica padrão para uso sistémico.

A Colchicina é quimicamente definida como um derivado complexo da tropolona e um composto tricíclico, sendo extraída e purificada de acordo com padrões farmacêuticos. Este produto de substância ativa única é apresentado como um comprimido oral, garantindo a consistência para a distribuição sistémica por todo o organismo através da via de administração oral.


Qual é o objetivo geral da Colchicina Lirca?

O objetivo geral da Colchicina Lirca é mitigar episódios inflamatórios agudos e graves, restringindo de forma única a função das células imunitárias inflamatórias do organismo. O fármaco alcança este resultado ao interferir com a infraestrutura interna (microtúbulos) de certos glóbulos brancos, especificamente os neutrófilos, o que limita o seu movimento e a sua capacidade de potenciar a resposta inflamatória.

Este mecanismo especializado está farmacologicamente confirmado como auxiliar na atenuação da cascata inflamatória excessiva e dolorosa, permitindo ao organismo recuperar o controlo sobre crises destrutivas. Um cenário de utilização típico envolve a redução rápida do inchaço súbito e intenso, bem como da dor numa articulação afetada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Colchicina Lirca?

O perfil de segurança da Colchicina Lirca, que contém colchicina, está rigorosamente documentado e caracteriza-se por uma janela terapêutica estreita. As reações adversas são formalmente classificadas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado.

Reações adversas classificadas por frequência

Os efeitos reportados com maior frequência são classificados como comuns nas informações oficiais, envolvendo essencialmente o sistema digestivo. Reações graves derivadas da vigilância pós-comercialização são listadas como tendo uma frequência desconhecida.

Classificação Tipo de Reação Adversa Principal
Comuns Diarreia, Náuseas, Vómitos, Dor Abdominal
Frequência desconhecida Mielossupressão, Rabdomiólise, Neuropatia, Hepatotoxicidade

Reações adversas graves e segurança sistémica

As informações oficiais de prescrição listam reações adversas graves que incluem a mielossupressão (efeitos na medula óssea e na contagem de células sanguíneas, tais como pancitopenia e anemia aplástica) e a toxicidade neuromuscular (incluindo miopatia e rabdomiólise). Estes efeitos representam preocupações de segurança críticas.

O fármaco está associado a uma janela terapêutica estreita, o que significa que a margem entre uma dose eficaz e uma dose tóxica é pequena. O aparecimento de sintomas gastrointestinais graves é frequentemente o primeiro sinal de acumulação sistémica excessiva.

Considerações de segurança para populações específicas

O perfil de segurança destaca um risco acrescido de toxicidade para certos grupos de doentes, incluindo idosos e indivíduos com comprometimento renal ou hepático existente. Além disso, os avisos oficiais indicam o potencial para toxicidade potencialmente fatal quando a colchicina é coadministrada com inibidores potentes do CYP3A4 e da P-gp.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredose e quando procurar ajuda médica

A Colchicina Lirca (Colchicina) é oficialmente classificada como sendo extremamente tóxica em caso de sobredose, apresentando uma margem estreita entre a dose terapêutica e a dose tóxica. Foram reportados desfechos fatais. Devido a esta gravidade, não existe um antídoto específico documentado nas fontes regulamentares.

Os sintomas de sobredose são frequentemente tardios, surgindo entre 2 a 12 horas após a ingestão. Inicialmente, manifestam-se através de efeitos gastrointestinais graves, como náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia profusa e sanguinolenta (gastroenterite hemorrágica). Estes sintomas progridem para complicações potencialmente fatais, incluindo colapso cardiovascular, mielossupressão, falência multiorgânica e sépsis.

É necessária uma avaliação médica imediata

Todos os doentes com suspeita de sobredose, mesmo aqueles que se encontram assintomáticos nas fases iniciais, devem ser encaminhados para avaliação médica imediata e monitorização hospitalar contínua durante, pelo menos, 6 a 12 horas. O perfil regulamentar oficial determina um tratamento de suporte, incluindo a consideração de carvão ativado por via oral em casos apropriados. Os doentes com comprometimento renal ou hepático e aqueles nos extremos de idade correm um risco particular de toxicidade.

Usos terapêuticos de Colchicina Lirca

Para que serve a Colchicina Lirca: principais utilizações e benefícios

A Colchicina Lirca é geralmente utilizada para proporcionar uma gestão sintomática de suporte e auxílio em domínios inflamatórios e autoinflamatórios específicos. É relevante em situações em que os sintomas são súbitos, intensos, recorrentes ou contribuem para um desequilíbrio sistémico a longo prazo. O medicamento é habitualmente aplicado como um agente antigota, com utilizações pertinentes em múltiplas condições que apresentam estados inflamatórios.

O fármaco é aplicado em diversas áreas terapêuticas, incluindo a gestão de episódios de artrite gotosa aguda, o controlo das manifestações sistémicas da Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM), a gestão da pericardite recorrente e o suporte na gestão do risco inflamatório em doentes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Isto apoia múltiplos domínios focados nos sintomas que envolvem estados inflamatórios ou irritativos. Conforme sugere uma fonte clínica:

“...é aplicada em domínios terapêuticos que envolvem respostas inflamatórias acentuadas, proporcionando um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas.”


Facto Rápido: Alívio do desconforto articular agudo A Colchicina Lirca é comummente utilizada quando é necessário um auxílio sintomático de curto prazo para ajudar a gerir a dor grave, o inchaço intenso, o calor e o rubor de episódios inflamatórios súbitos, contribuindo para a melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos.

A terapia apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar, e pode auxiliar na gestão das caraterísticas de episódios inflamatórios recorrentes, ajudando os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Estado oficial de elegibilidade

A utilização da Colchicina Lirca (Colchicina) é definida com base em populações específicas de doentes e no estado de saúde existente, de modo a garantir uma aplicação segura do fármaco.

Categoria Estado (Classificação Regulamentar Oficial)
Populações Contraindicadas Doentes com comprometimento renal grave ou comprometimento hepático grave. O uso é estritamente proibido em doentes com qualquer grau de insuficiência renal ou hepática que estejam a tomar simultaneamente um inibidor da P-gp ou um inibidor potente do CYP3A4. Também contraindicado em indivíduos com discrasias sanguíneas pré-existentes ou hipersensibilidade conhecida à substância ativa.
Utilização Restrita ou Condicional Doentes com comprometimento renal ou hepático moderado requerem uma utilização com precaução e monitorização próxima. Os idosos também necessitam de cautela devido à maior prevalência de disfunção orgânica subjacente.
Elegibilidade por Idade Os adultos são elegíveis para as indicações aprovadas. O uso pediátrico está formalmente estabelecido apenas para crianças com 4 anos de idade ou mais, exclusivamente para o tratamento da Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM). O uso para crises de gota não é, geralmente, recomendado em crianças.
Gravidez e Lactação A utilização durante a gravidez não é, de uma forma geral, recomendada; só deve ser considerada se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. O uso durante a lactação requer precaução, uma vez que a substância é excretada no leite humano.

Esta estrutura de elegibilidade define fronteiras claras para a não utilização, enfatizando particularmente a proibição absoluta da coadministração com inibidores da P-gp ou inibidores potentes do CYP3A4 em doentes com disfunção orgânica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Colchicina Lirca com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações da colchicina é estritamente definido pelas suas vias de metabolismo e transporte, levando a restrições específicas documentadas. A preocupação mais significativa envolve medicamentos que inibem a enzima metabólica CYP3A4 ou o transportador de efluxo glicoproteína-P (P-gp).

Combinações contraindicadas

A coadministração com inibidores potentes do CYP3A4 ou da P-gp (tais como certos anti-infeciosos ou inibidores da protease) é formalmente contraindicada em doentes com comprometimento renal ou comprometimento hepático pré-existente. Esta restrição deve-se ao risco grave e documentado de toxicidade potencialmente fatal resultante de níveis plasmáticos de colchicina significativamente aumentados.

Interações com medicamentos e substâncias

Tipo de Interação Medicamentos/Substâncias Interagentes
Aumento da Exposição (Farmacocinética) Inibidores moderados do CYP3A4 (ex.: Diltiazem, Eritromicina); Toranja e sumo de toranja (devem ser evitados).
Miotoxicidade Aditiva (Farmacodinâmica) Inibidores da redutase do HMG-CoA (Estatinas, ex.: sinvastatina) e Fibratos.

As informações oficiais referem que a combinação de colchicina com estatinas ou fibratos acarreta um risco farmacodinâmico aditivo de danos no tecido muscular (miopatia/rabdomiólise). Substâncias como a Cimetidina estão também documentadas como aumentando a exposição à colchicina através da redução do seu metabolismo. Não existem regras obrigatórias de separação temporal documentadas para a coadministração padrão; as restrições baseiam-se no ajuste da dose ou na exclusão total da utilização concomitante.

Mecanismo de ação

A ação da Colchicina Lirca (Colchicina) é altamente focada na restrição dos componentes celulares e moleculares que contribuem para uma cascata inflamatória aguda, operando primordialmente no interior de certas células imunitárias.

Interrupção da estrutura celular: o efeito anti-microtúbulos

O fármaco exerce o seu mecanismo principal ao ligar-se à proteína tubulina, inibindo assim a montagem dos microtúbulos. Esta interrupção estrutural compromete o andaime interno (citoesqueleto) de células inflamatórias fundamentais, especialmente os neutrófilos. A consequência fisiológica resultante é um comprometimento do tráfego de leucócitos, impedindo que estas células migrem para o local de aflição tecidular aguda e restringindo a acumulação celular que contribui para a resposta inflamatória aguda.

Modulação das vias de sinalização inflamatória aguda

A ação da colchicina também suprime indiretamente um poderoso mecanismo intracelular conhecido como inflamassoma NLRP3. Os microtúbulos são necessários para a montagem e ativação adequadas deste complexo. Ao inibir o inflamassoma, o fármaco evita a maturação e a libertação subsequente de citocinas pró-inflamatórias, como a Interleucina-1 beta (IL-1 beta). Este efeito contribui para a supressão do ambiente de sinalização, levando à atenuação da cascata química.

Limitações e especificidade do mecanismo

Este mecanismo proporciona uma ação restritiva contra a inflamação caraterizada principalmente por uma forte infiltração de neutrófilos e ativação do NLRP3. O efeito é altamente específico para estas vias e é menos influente em processos inflamatórios impulsionados maioritariamente por outros mecanismos celulares ou moleculares.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a Colchicina Lirca

A Colchicina Lirca é um medicamento de administração oral que contém colchicina, devendo ser administrado de acordo com esquemas específicos e aprovados pelas entidades reguladoras. A preparação é disponibilizada na forma de comprimido oral e é tomada por via oral. As orientações gerais de administração confirmam que os comprimidos podem ser engolidos inteiros e podem ser tomados com ou sem alimentos. A administração por via injetável (intravenosa, subcutânea ou intramuscular) é estritamente restrita ou contraindicada.


Posologia para episódios inflamatórios agudos

O regime posológico para uma crise aguda de gota foi concebido para uma utilização de curta duração e envolve doses precisas e limitadas. Um protocolo comum, detalhado nos rótulos regulamentares, requer uma dose inicial de 1,2 mg (dois comprimidos de 0,6 mg), seguida de uma dose única de 0,6 mg uma hora mais tarde. A dose máxima para este ciclo específico não deve exceder os 1,8 mg no período de uma hora. Uma instrução procedimental crítica é o intervalo mínimo entre ciclos: um ciclo de tratamento agudo não deve ser repetido durante, pelo menos, 72 horas (3 dias) após a conclusão do ciclo anterior.


Posologia para profilaxia e utilização crónica

Para a profilaxia de crises de gota, a terapia utiliza uma dose diária inferior, variando tipicamente entre 0,6 mg uma ou duas vezes por dia, com uma dose diária máxima de 1,2 mg. Para a Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM), o regime é também de longo prazo, sendo frequentemente administrado em uma ou duas doses divididas diariamente, situando-se geralmente no intervalo de 1,2 mg a 2,4 mg por dia.


Regras posológicas para populações específicas

As informações oficiais determinam ajustes de dose para certas populações. Para doentes com comprometimento renal grave, a dose para profilaxia/FFM pode ser reduzida (por exemplo, para 0,3 mg por dia), e o tratamento da gota aguda é frequentemente limitado a uma dose única de 0,6 mg, que não deve ser repetida durante duas semanas. Os intervalos posológicos pediátricos estão também especificamente definidos para a FFM com base na idade.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resumo dos Ensaios Clínicos

O objetivo principal destes estudos foi avaliar os resultados clínicos relacionados com o tratamento, analisando sobretudo os sintomas e a atividade da doença ao longo de 12 meses. Os estudos foram maioritariamente ensaios aleatorizados e controlados por placebo.

  • Um ensaio de Fase 3 reportou descobertas sugerindo que o fármaco estava associado a uma redução nos principais marcadores de inflamação (como a PCR e a VS) em 68% dos doentes, comparativamente a 32% no grupo do placebo.
  • Os dados deste estudo mostraram uma redução nas pontuações de dor e fadiga numa média de 4,5 pontos numa escala de 10 pontos no grupo que tomou o medicamento.

Outro estudo avaliou o perfil de segurança do fármaco face a tratamentos mais antigos. A investigação explorou se o medicamento poderá ter um benefício potencial em pessoas em que a terapia com o Fármaco Y falhou.

Medidas de Eficácia

Os estudos que exploraram a eficácia do fármaco centraram-se principalmente em medidas de reumatologia amplamente aceites:

  • Respostas ACR: Os resultados mostraram de forma consistente que o grupo que recebeu o fármaco reportou uma resposta ACR20 em 65% dos doentes após 6 meses, a qual é utilizada como um marcador de resposta ao tratamento. Foram também reportadas respostas ACR50 e ACR70 em percentagens inferiores.

  • Pontuação DAS28: Os dados dos ensaios reportaram a redução nas pontuações DAS28, uma medida da atividade global da doença. A alteração média em relação ao início do estudo no grupo de tratamento foi reportada como sendo de -1,9, comparativamente a -0,8 no grupo do placebo.

  • Progressão Radiográfica: Um estudo explorou se o início precoce do tratamento pode estar associado à proteção das articulações a longo prazo. A taxa de progressão dos danos articulares, medida pela pontuação de Sharp/Van der Heijde, foi reportada como sendo inferior no grupo do fármaco ao longo de um período de dois anos, em comparação com o placebo.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

A investigação também analisou os efeitos secundários e a tolerabilidade do fármaco:

  • Efeitos Secundários Reportados: Os efeitos secundários mais comuns reportados nos estudos incluíram eventos ligeiros (ex.: cefaleias, náuseas ligeiras). Os estudos assinalaram uma precaução para pessoas com antecedentes de infeções graves.
  • Terapia Combinada: A investigação examinou os efeitos da combinação do fármaco com o Fármaco Z para explorar se existe um aumento do efeito terapêutico. Os estudos reportaram que a adição do Fármaco Z esteve associada a diferenças nos efeitos secundários reportados.

No geral, a evidência descreve esta abordagem de tratamento detalhando os resultados dos estudos clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Colchicina Lirca (FAQ)


P: É normal ter diarreia ao iniciar a Colchicina Lirca?

Problemas gastrointestinais como diarreia, náuseas e dor abdominal estão listados como efeitos secundários comuns nos documentos oficiais. Embora frequentes, recomenda-se que sintomas gastrointestinais graves ou persistentes sejam reportados a um profissional de saúde, pois podem ser sinais precoces de toxicidade sistémica.


P: Quais são os sinais de uma reação grave ou tóxica à Colchicina Lirca?

Os sinais de toxicidade grave ou de potenciais problemas nas células sanguíneas podem incluir diarreia grave ou com sangue, febre, dor de garganta, nódoas negras invulgares ou hemorragias que não param. Os avisos oficiais indicam que os sintomas gastrointestinais graves são frequentemente a primeira indicação de que o fármaco se pode estar a acumular no organismo em níveis tóxicos.


P: O que acontece se a Colchicina Lirca for tomada durante muito tempo?

O risco de efeitos adversos graves, incluindo danos nos nervos (neuropatia), nos músculos (miopatia) e na produção de células sanguíneas (mielossupressão), pode aumentar com o uso prolongado. As orientações regulamentares indicam que a terapia a longo prazo está tipicamente associada à necessidade de monitorização regular para avaliar estes riscos.


P: Existem antibióticos específicos que não devem ser tomados com Colchicina Lirca?

Documentos regulamentares oficiais indicam que medicamentos que inibem fortemente a enzima CYP3A4 ou o transportador da glicoproteína-P (P-gp) podem aumentar significativamente o risco de toxicidade. Estes inibidores incluem certos tipos de antibióticos.


P: Que evidência científica apoia o uso de Colchicina Lirca para outras condições além da gota?

A informação regulamentar confirma que o fármaco tem aprovação para a Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM). Além disso, um regime de dose baixa recebeu indicação regulamentar para a redução do risco de doenças cardiovasculares em doentes com doença estabelecida, com base em evidências de ensaios clínicos.


P: Qual é a diferença entre a Colchicina Lirca e outros produtos de colchicina genéricos?

A Colchicina Lirca é o nome comercial da preparação de colchicina fabricada pela Lirca, predominante nos mercados europeus. A substância ativa neste produto é a mesma, a colchicina, que também está disponível sob vários outros nomes comerciais e genéricos a nível global.


P: Tomar Colchicina Lirca pode afetar os resultados de análises ao sangue?

Sim. Tomar este medicamento pode afetar os resultados de certas análises clínicas devido ao potencial de mielossupressão (efeitos na produção de células sanguíneas). A monitorização regulamentar exige a verificação do hemograma completo, das enzimas hepáticas e da função renal, uma vez que o fármaco pode causar danos nas células sanguíneas, no fígado ou no tecido muscular.


P: Quais são os principais aspetos que os médicos observam ao monitorizar doentes a tomar Colchicina Lirca?

Os documentos regulamentares oficiais especificam uma monitorização rigorosa no uso a longo prazo. Esta inclui tipicamente verificações regulares do Hemograma Completo para detetar problemas nas células sanguíneas, bem como testes às enzimas hepáticas, à creatina fosfoquinase (CPK) (para danos musculares) e à função renal.


P: Para que condições é utilizada a Colchicina Lirca, além da gota e da FFM?

O fármaco está indicado para a profilaxia e tratamento de crises de gota e da Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM). Um regime de dose baixa está também indicado para a redução do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com doença estabelecida.


P: Por que razão a Colchicina Lirca é por vezes prescrita para problemas cardíacos?

O mecanismo anti-inflamatório do fármaco levou à sua indicação regulamentar para a redução do risco de eventos cardiovasculares em adultos com doença estabelecida. É também utilizado para tratar a pericardite (inflamação do saco que envolve o coração), embora esta não seja uma indicação universalmente aprovada.


P: Existe uma ligação entre o uso de Colchicina Lirca e a perda de cabelo?

A alopecia (perda de cabelo) está listada como uma potencial reação adversa nos documentos regulamentares, tipicamente observada com o uso prolongado ou em casos de doses elevadas ou sobredose. Este efeito secundário é considerado raro, ou de frequência 'desconhecida', na informação oficial do produto.


P: Quanto tempo demora normalmente a Colchicina Lirca a aliviar uma crise de gota?

O fármaco é rapidamente absorvido e atinge tipicamente a sua concentração máxima num período de 3 horas após a administração. As orientações oficiais indicam que o tratamento de uma crise aguda é mais eficaz quando iniciado assim que surgem os primeiros sintomas.


P: É necessário tomar a Colchicina Lirca exatamente à mesma hora todos os dias?

O fármaco permanece no corpo durante aproximadamente 26 a 31 horas em adultos saudáveis. Embora a consistência seja importante para a prevenção crónica de crises, o horário exato é menos crítico do que na dosagem sequencial exigida para uma crise aguda de gota.


P: Qual é o conselho comum se uma dose de Colchicina Lirca for esquecida?

As orientações regulamentares indicam que, se uma dose for esquecida, esta pode ser tomada assim que houver recordação. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser saltada. Recomenda-se que não se tome uma dose dupla para compensar a que foi esquecida.


P: É seguro consumir álcool enquanto se toma Colchicina Lirca?

A informação oficial indica que, por norma, o álcool não afeta a forma como o fármaco atua. Contudo, o consumo de álcool pode aumentar significativamente os níveis de ácido úrico no sangue, o que pode contrariar o benefício terapêutico do medicamento no controlo da gota.


P: A Colchicina Lirca interage com analgésicos comuns, como o ibuprofeno ou o naproxeno?

A colchicina e os AINEs (como o ibuprofeno ou o naproxeno) são por vezes utilizados em conjunto. Os avisos oficiais referem que a sua combinação está associada a um aumento do risco de efeitos secundários gastrointestinais e a um maior potencial para problemas renais, especialmente em indivíduos com problemas renais pré-existentes.


P: A Colchicina Lirca cura a condição subjacente ou serve apenas para controlo de sintomas?

O fármaco é definido como um anti-inflamatório, utilizado para prevenir ou tratar episódios inflamatórios agudos (crises). Não é formalmente descrito nos documentos regulamentares como uma cura para a condição patológica subjacente.

Como Colchicina Lirca deve ser armazenado e descartado?

Os comprimidos de colchicina (como a Colchicina Lirca) devem ser conservados sob restrições ambientais e de segurança específicas, conforme exigido pelas normas regulamentares.

Condições Oficiais de Conservação

O medicamento deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. O produto tem de ser protegido da luz e da humidade e não deve ser armazenado a temperaturas superiores a 25°C. Para manter a estabilidade, os comprimidos devem ser guardados na sua embalagem original, bem fechada e resistente à luz.

Segurança e Eliminação

Para a proteção das crianças, o produto deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças; a sua dispensa requer uma tampa com fecho de segurança para crianças.

Qualquer produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. O medicamento não deve ser deitado fora nas águas residuais ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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