Cerezyme

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Cerezyme

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cerezyme

O que é o Cerezyme?

Esta secção de síntese define o Cerezyme, descrevendo a sua composição, classificação e objetivo terapêutico geral, evitando estritamente detalhes sobre posologia, indicações específicas, segurança ou protocolos de administração.

Propriedade Descrição
Substância ativa Imiglucerase
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução
Classe farmacológica Terapia de Substituição Enzimática (TSE)
Uso típico Abordagem da deficiência metabólica subjacente
Origem Biológica (Tecnologia de ADN recombinante)

Que Tipo de Medicamento é o Cerezyme (Imiglucerase)?

O Cerezyme é um produto medicinal biológico especializado que pertence à classe farmacológica das Terapias de Substituição Enzimática (TSE). O componente ativo é a imiglucerase, que está oficialmente designada como uma enzima beta-glucocerebrosidase humana recombinante.

A enzima imiglucerase é criada através de tecnologia de ADN recombinante, um processo específico que assegura um agente terapêutico consistente e de elevada pureza. Ao contrário dos medicamentos tradicionais sintetizados quimicamente, o Cerezyme é fornecido como um pó liofilizado para solução que requer reconstituição e diluição antes de ser administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV). Esta origem e forma definem-no como uma terapia proteica de substituição altamente específica, clinicamente reconhecida pela sua capacidade de substituir a enzima deficiente. A natureza especializada da imiglucerase como a enzima recombinante de primeira geração para o seu cenário de utilização marcou um avanço significativo face às alternativas anteriores não recombinantes.


Qual é o Objetivo Geral da Terapia com Imiglucerase?

O objetivo geral da terapia com imiglucerase é fornecer uma enzima de substituição para tratar uma deficiência metabólica fundamental e subjacente nas células do organismo. Esta terapia foi concebida para suplementar o suprimento enzimático limitado ou ausente do próprio corpo.

O Cerezyme funciona fornecendo a beta-glucocerebrosidase deficiente, que é uma enzima lisossómica. O seu papel é facilitar o processo bioquímico específico de decomposição da substância gorda conhecida como glucocerebrosido em componentes mais simples. O objetivo terapêutico desta enzima de substituição é reduzir o armazenamento e a acumulação de materiais gordos no corpo. Esta estratégia de substituição enzimática constitui a base para gerir a causa bioquímica da condição, oferecendo uma via terapêutica direta para auxiliar o processamento de resíduos celulares.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cerezyme?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O Cerezyme (imiglucerase) apresenta um perfil de segurança definido principalmente por Reações Associadas à Infusão (RAIs) e pelo risco de hipersensibilidade.

Classificação Oficial de Reações Adversas

Os eventos adversos são agrupados pelo sistema que afetam e classificados de acordo com a sua frequência esperada, com base em dados de ensaios clínicos. As reações são frequentemente categorizadas como RAIs, abrangendo uma variedade de sintomas que podem ocorrer durante ou pouco após a infusão intravenosa.

Categoria de Frequência Reações Adversas Representativas
Frequentes Dispneia, tosse, erupção cutânea, prurido, reações de hipersensibilidade, angioedema.
Pouco Frequentes Tonturas, cefaleias, náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia, febre, fadiga, dor nas costas, reações no local de infusão.
Raras Reações anafilactoides.

Considerações de Segurança Graves e Relacionadas com o Tempo

O risco documentado mais grave é o potencial para reações de hipersensibilidade potencialmente fatais, incluindo anafilaxia. Estas reações podem ocorrer durante o período inicial da terapêutica de substituição enzimática ou após um período prolongado de utilização. Além disso, aproximadamente 15% dos doentes testados podem desenvolver anticorpos IgG contra a imiglucerase, o que está associado a um risco acrescido de ocorrência de reações de hipersensibilidade.

Notas de Segurança Específicas para Populações

Existem informações de segurança específicas para determinados grupos de doentes. Os doentes pediátricos (com idade igual ou superior a dois anos) apresentam reações adversas semelhantes às observadas em adultos. Relativamente à gravidez e lactação, os dados observacionais não estabeleceram um risco claro associado ao fármaco, embora a doença subjacente possa comportar riscos acrescidos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Cerezyme e quando procurar ajuda

A documentação oficial indica que não foi formalmente relatado nenhum caso de sobredosagem com Cerezyme (imiglucerase), mesmo em ensaios clínicos que envolveram doses elevadas até 240 U/kg de peso corporal. Dado que os dados clínicos observados não definem uma síndrome de toxicidade por sobredosagem, o perfil de segurança foca-se inteiramente na correção dos procedimentos e na gestão de potenciais eventos adversos agudos.

Medidas de Emergência Necessárias

Uma suspeita de sobredosagem com Cerezyme requer atenção médica imediata. As normas determinam o contacto imediato com um profissional de saúde, um serviço de urgência hospitalar ou um centro de informação antivenenos regional.

A ação inicial prevista é interromper a infusão imediatamente. Uma vez que não existe um antídoto específico conhecido ou documentado, a gestão foca-se estritamente na prestação de tratamento sintomático e de suporte. O doente deve ser monitorizado de perto em ambiente hospitalar. Esta monitorização é especificamente exigida devido ao potencial de desenvolvimento de Reações Associadas à Infusão graves. Toda a resposta de emergência é direcionada para a mitigação destas complicações conhecidas relacionadas com a administração que podem surgir quando são aplicadas quantidades elevadas do produto. Não foram observados riscos de sobredosagem específicos para as populações pediátrica ou idosa nos registos principais.

Usos terapêuticos de Cerezyme

O Que o Cerezyme Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Cerezyme é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo habitualmente utilizado em condições que apresentam episódios agudos. Este fármaco oferece alívio sintomático em áreas fundamentais onde os sintomas podem intensificar-se subitamente ou tornar-se difíceis de tolerar, prestando um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.

Com base em informações clínicas de referência, o medicamento é considerado relevante para condições que envolvam sintomas ósseos, contagens baixas de células sanguíneas e órgãos aumentados.

A sua aplicação é pertinente quando a gestão sintomática de suporte é adequada, contribuindo para a melhoria do conforto durante períodos de exacerbação dos sintomas.

Apoio à Estabilidade Sintomática

Este medicamento é frequentemente utilizado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional. É aplicado na abordagem de sintomas como fadiga persistente, fraqueza, dor óssea e o desconforto associado ao aumento de volume de órgãos. Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a preservar uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Visceral

Critérios de utilização e restrições

O Cerezyme (imiglucerase) é uma terapêutica de substituição enzimática indicada principalmente para utilização em adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos com um diagnóstico confirmado de doença de Gaucher.

Critérios de Elegibilidade

Classificação População Elegível Condições de Elegibilidade
Elegibilidade Primária Adultos e crianças a partir dos 2 anos Doença de Gaucher Tipo 1 confirmada que resulte em, pelo menos, uma das seguintes condições: anemia, trombocitopenia, doença óssea ou hepatomegalia/esplenomegalia.
Elegibilidade Alargada (UE) Doentes com doença de Gaucher crónica neuronopática (Tipo 3) Devem apresentar manifestações não neurológicas da doença com relevância clínica.

Contraindicações e Restrições

Classificação População/Estado com Restrição Estatuto Regulamentar
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade grave (ex.: anafilaxia) à imiglucerase ou a qualquer um dos excipientes. A utilização é proibida.
Restrição de Idade Doentes pediátricos com menos de 2 anos de idade. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas.
Consideração Especial Doentes com antecedentes de reações de hipersensibilidade. O tratamento requer precaução e supervisão médica apertada.
Gravidez e Lactação Mulheres grávidas ou a amamentar. A utilização deve ser considerada apenas se for claramente necessária, após uma avaliação do risco/benefício.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Cerezyme (imiglucerase) é uma proteína recombinante administrada por via intravenosa como terapêutica de substituição enzimática para a doença de Gaucher. O perfil de interações é limitado devido à natureza e ao mecanismo de ação do fármaco.

Interação Medicamentosa Documentada

A única interação específica entre medicamentos registada envolve o miglustat, um medicamento oral para a doença de Gaucher.

Substância Interativa Mecanismo / Efeito Implicação Prática
Miglustat Está documentado que este diminui as concentrações plasmáticas da imiglucerase ao aumentar a sua depuração renal (a rapidez com que o organismo remove o fármaco). Os níveis de imiglucerase podem ser mais baixos quando coadministrada; no entanto, não é necessária uma separação específica das doses.

Interações Farmacocinéticas e não Medicamentosas

As interações que envolvem vias metabólicas comuns e substâncias não medicamentosas são, geralmente, consideradas improváveis ou não se encontram documentadas:

  • Enzimas Metabólicas: As interações que envolvem enzimas que metabolizam fármacos, como o sistema CYP450, são consideradas improváveis devido à estrutura de proteína recombinante da imiglucerase.
  • Transportadores: Não existem interações documentadas com transportadores comuns de fármacos (ex.: P-gp).
  • Alimentos e Álcool: Não se conhecem ou não estão documentadas interações entre o Cerezyme e alimentos, bebidas ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

A ação do Cerezyme é definida como uma Terapia de Substituição Enzimática (TSE) altamente específica, fornecendo a atividade enzimática particular que se encontra funcionalmente deficiente.


Entrega Enzimática Direcionada e Restabelecimento do Catabolismo

O mecanismo do Cerezyme inicia-se ao nível celular, atuando como a enzima beta-glucocerebrosidase. A enzima recombinante é concebida para identificar e ligar-se aos recetores de manose nos macrófagos e células fagocíticas relacionadas, permitindo a sua entrega direta nos lisossomas através de endocitose. Uma vez localizada, a enzima catalisa a hidrólise do substrato gordo, o glucocerebrosido (GL-1), restabelecendo assim a etapa de hidrólise necessária dentro da via de degradação lisossómica.


Cascata Fisiológica e Consequência nas Células de Armazenamento

O restabelecimento da decomposição dos glicolípidos inicia uma cascata mecanística. O catabolismo bem-sucedido do GL-1 impede a acumulação intracelular adicional e provoca a redução e eliminação gradual das células sobrecarregadas de lípidos (células de Gaucher) dos tecidos afetados. Este processo leva à consequência fisiológica de reduzir a massa e o número de macrófagos repletos de lípidos, diminuindo a concentração de glucocerebrosido armazenado em tecidos como o fígado e o baço. Os ajustes fisiológicos resultantes são lentos e progressivos, uma vez que dependem da superação da grande acumulação de substrato previamente existente.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Cerezyme: Diretrizes Oficiais de Administração

O Cerezyme (imiglucerase) é administrado exclusivamente através de perfusão intravenosa (IV) como parte de um plano de tratamento a longo prazo. Sendo um medicamento biológico altamente especializado, a sua utilização segue rigorosamente os procedimentos descritos na documentação regulamentar para garantir a administração correta e a integridade do produto.


Âmbito da Administração

Instrução Detalhe
Via de administração Estritamente apenas por perfusão intravenosa (IV).
Esquema posológico A dose varia entre 2,5 unidades/kg e 60 unidades/kg de peso corporal; a dosagem é individualizada com base nos objetivos terapêuticos.
Padrão de periodicidade Tipicamente administrado uma vez de duas em duas semanas, mas pode variar até três vezes por semana.
Regras para grupos etários Os mesmos intervalos de dosagem aplicam-se a doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos; não é necessário um ajuste posológico específico para esta população.

Preparação e Restrições Procedimentais

O medicamento é fornecido sob a forma de um pó liofilizado que requer reconstituição e diluição específicas antes da utilização. O pó deve ser primeiro reconstituído utilizando Água para Preparações Injetáveis estéril, seguido imediatamente pela diluição com uma solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9% para a solução final. Para manter a estabilidade da proteína, deve evitar-se a agitação vigorosa durante a preparação.

A administração é geralmente realizada durante um período de perfusão de 1 a 2 horas. É importante notar que o produto não deve ser misturado com quaisquer outros medicamentos na linha de perfusão. As perfusões iniciais são habitualmente realizadas num contexto clínico com supervisão adequada.

Este protocolo estruturado define as etapas procedimentais necessárias para a terapia de substituição enzimática a longo prazo, estabelecendo um quadro fixo para a administração da dose titulada e baseada no peso.

Evidência clínica recente

Cerezyme: Evidência Clínica Recente

Evidência sobre o Volume dos Órgãos (Baço e Fígado)

Os estudos iniciais que exploraram o Cerezyme basearam-se em ensaios clínicos prospetivos de curto prazo, focados em doentes com doença de Gaucher Tipo 1 que nunca tinham recebido tratamento. Nestas investigações, os investigadores monitorizaram as alterações no volume do baço e do fígado, utilizando principalmente exames de imagem por Ressonância Magnética (RM) ou Tomografia Computadorizada (TC) para medir estes parâmetros. Este corpo de evidência inclui também dados observacionais de longo prazo, provenientes em grande parte de registos de doentes.

Evidência sobre Parâmetros Hematológicos (Contagens de Células Sanguíneas)

A investigação que analisou as contagens de células sanguíneas utilizou prioritariamente ensaios prospetivos abertos e, posteriormente, incorporou estudos comparativos aleatorizados. Estes estudos monitorizaram parâmetros hematológicos, como a concentração de hemoglobina e a contagem de plaquetas, em doentes adultos e pediátricos. Os estudos reportaram padrões de alteração nestas contagens celulares que foram medidos durante os períodos de observação. Alguns estudos indicaram que os parâmetros hematológicos nos grupos observados evoluíram para objetivos de normalização pré-definidos após vários anos de monitorização.

Evidência sobre Manifestações Esqueléticas (Sintomas Ósseos e Densidade)

A investigação sobre as manifestações ósseas utilizou diferentes desenhos de estudo, centrando-se principalmente em estudos prospetivos, multicêntricos e abertos. Estes estudos examinaram especificamente resultados relacionados com a saúde esquelética, incluindo a frequência de dor óssea e crises ósseas reportadas pelos doentes, bem como alterações na Densidade Mineral Óssea (DMO). O nível de evidência para os objetivos esqueléticos é globalmente classificado como moderado, refletindo o facto de os estudos principais terem sido essencialmente não aleatorizados e abertos.

O que ainda é Incerto na Investigação

A investigação disponível, embora extensa em certas áreas, apresenta diversas limitações e lacunas. Existe evidência comparativa limitada face a um placebo para muitos dos objetivos clínicos, uma vez que a maioria dos ensaios se focou na comparação com um produto enzimático anterior ou com diferentes regimes de dosagem. A eficácia do Cerezyme nos sintomas neurológicos da doença de Gaucher Tipo 3 não foi estabelecida. Adicionalmente, os resultados dos estudos refletem as condições específicas em que foram realizados e não determinam se um indivíduo responderá de forma semelhante.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cerezyme (FAQ)


P: O Cerezyme é uma cura para a doença de Gaucher ou apenas controla os sintomas?

R: O Cerezyme é uma terapêutica de substituição enzimática (TSE) especializada que aborda a deficiência metabólica subjacente da doença de Gaucher. Os documentos oficiais indicam que o Cerezyme se destina ao tratamento de longo prazo, o que significa que o seu objetivo terapêutico é tratar a deficiência metabólica e gerir os sintomas relacionados, mas não é considerado uma cura para a condição.


P: Com que rapidez se podem esperar alterações após iniciar o Cerezyme?

R: Os estudos sugerem que as melhorias em algumas contagens sanguíneas e no tamanho do baço e do fígado são tipicamente monitorizadas após cerca de seis meses de terapêutica. No entanto, os documentos oficiais descrevem os ajustes fisiológicos globais como lentos e progressivos, e o tratamento da doença óssea requer frequentemente a adesão à terapêutica por períodos mais longos.


P: O Cerezyme é a única opção de tratamento disponível para a doença de Gaucher tipo 1?

R: O Cerezyme é um tipo de Terapêutica de Substituição Enzimática (TSE) aprovado para a doença de Gaucher. Contudo, não é a única abordagem. Os documentos oficiais listam outras opções de tratamento aprovadas, que podem incluir TSE alternativas ou terapêuticas de redução do substrato por via oral.


P: É normal sentir cansaço ou fadiga após uma infusão de Cerezyme?

R: A fadiga e o cansaço foram reportados como reações adversas na monitorização clínica. Estes sintomas são, por vezes, categorizados como parte de uma Reação Associada à Infusão (RAI), que pode ocorrer durante ou pouco tempo após a infusão intravenosa.


P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito de uma infusão de Cerezyme?

R: O Cerezyme é tipicamente administrado uma vez a cada duas semanas como um esquema de tratamento consistente. Esta frequência regular foi estabelecida com base nos parâmetros de monitorização e nos dados clínicos utilizados em estudos de longo prazo.


P: Quais são as reações no local da injeção mais comuns relatadas com o Cerezyme?

R: Foram relatadas reações adversas relacionadas com o local da venopunção, embora sejam pouco frequentes. As reações específicas incluem desconforto, inchaço, sensação de queimadura ou prurido (comichão) no local da infusão. Estas são frequentemente categorizadas como reações associadas à infusão.


P: Como é a experiência de receber uma infusão de Cerezyme?

R: O Cerezyme é administrado por um profissional de saúde através de uma infusão intravenosa (IV). A administração demora habitualmente entre uma a duas horas. As infusões iniciais são tipicamente realizadas num contexto de cuidados de saúde sob supervisão médica adequada.


P: O Cerezyme requer condições especiais de conservação em casa?

R: Sim, os frascos de Cerezyme em pó (não reconstituído) devem ser conservados no frigorífico, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. O medicamento não deve ser congelado.


P: O Cerezyme pode afetar o meu peso corporal ou o metabolismo?

R: A informação oficial indica que as doses de Cerezyme são calculadas com base no peso corporal do doente, o que significa que as alterações de peso são utilizadas como um fator para o cálculo da dose. Embora o medicamento substitua uma enzima em falta crítica para a degradação de gorduras, o rótulo oficial do produto não documenta um efeito específico e direto no peso total do doente ou na taxa metabólica geral.


P: Existem efeitos a longo prazo decorrentes da utilização do Cerezyme durante muitos anos?

R: Os documentos oficiais referem o potencial para a ocorrência de anafilaxia mesmo após uma duração prolongada do tratamento. Adicionalmente, aproximadamente 15% dos doentes testados podem desenvolver anticorpos IgG para a enzima, o que está associado a um risco mais elevado de sofrer reações de hipersensibilidade.


P: O Cerezyme é seguro para utilizar durante a gravidez, de acordo com os documentos oficiais?

R: Dados observacionais recolhidos de registos de doentes e relatórios não identificaram um risco associado ao fármaco de defeitos congénitos ou aborto espontâneo. A rotulagem indica que a utilização deve ser considerada apenas se for claramente necessária, após uma avaliação individual do risco/benefício por um profissional de saúde.


P: A investigação oficial mostra que o Cerezyme ajuda nos sintomas neurológicos?

R: A investigação oficial indica que estudos que exploram o resultado do Cerezyme nos sintomas neurológicos da doença de Gaucher Tipo 3 não foram estabelecidos. O fármaco é indicado para as manifestações não neurológicas da doença.


P: Existe uma versão genérica ou biossimilar disponível para o Cerezyme?

R: Cerezyme é o nome comercial proprietário da enzima recombinante imiglucerase. Embora existam outras terapêuticas de substituição enzimática (TSE) com ações semelhantes, estas são consideradas produtos alternativos e não um equivalente genérico ou biossimilar do Cerezyme.


P: As pessoas precisam habitualmente de tomar Cerezyme para o resto da vida?

R: O Cerezyme é oficialmente indicado para utilização como uma terapêutica de substituição enzimática de longo prazo. Isto significa que é geralmente expectável que seja administrado para a gestão sustentada da natureza crónica da doença de Gaucher.


P: O Cerezyme pode ser administrado em casa ou requer uma visita à clínica?

R: As infusões iniciais são tipicamente realizadas num contexto de cuidados de saúde para monitorização apertada. A administração domiciliária pode ser considerada para doentes que toleram bem as infusões durante vários meses, com a recomendação de um médico após a formação necessária.


P: O Cerezyme é considerado um medicamento de alto risco pelas entidades reguladoras?

R: A rotulagem do produto inclui um Aviso de Advertência (caixa preta), dado que doentes tratados com esta classe de terapêutica sentiram reações de hipersensibilidade fatais, incluindo anafilaxia. Este aviso destaca a importância da supervisão médica devido ao risco de reações potencialmente letais.


P: O Cerezyme afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

R: Dados não clínicos oficiais indicam que não foi realizado um estudo de fertilidade animal para o Cerezyme. Contudo, estudos de toxicidade em animais não observaram achados específicos nos órgãos reprodutores que sugerissem um impacto direto na fertilidade.


P: O Cerezyme é utilizado para outras condições além da doença de Gaucher?

R: O Cerezyme é indicado apenas para utilização como terapêutica de substituição enzimática de longo prazo em doentes com um diagnóstico confirmado de doença de Gaucher Tipo 1 ou Tipo 3 crónica neuronopática. Não estão definidos outros usos na rotulagem aprovada.


P: Os adultos mais velhos podem utilizar o Cerezyme de forma segura, de acordo com estudos oficiais?

R: O Cerezyme é indicado para utilização em adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos. Contudo, a rotulagem oficial do produto não contém dados de segurança ou eficácia específicos focados exclusivamente na população geriátrica.


P: O que deve um doente fazer se sentir sintomas semelhantes aos da gripe após uma infusão?

R: Caso ocorram sintomas sugestivos de uma hipersensibilidade ou reação associada à infusão (como febre ou mal-estar tipo gripal), a infusão deve ser interrompida e o doente deve contactar o seu médico. Estas reações respondem frequentemente a tratamentos como anti-histamínicos e/ou corticosteroides.


P: É possível que o Cerezyme deixe de funcionar eficazmente ao longo do tempo?

R: Aproximadamente 15% dos doentes podem desenvolver anticorpos para a enzima, o que pode ser um fator na resposta ao tratamento. Recomenda-se que os médicos monitorizem os doentes periodicamente se houver suspeita de uma diminuição da resposta à terapêutica ao longo do tempo.


P: Quais são as expectativas gerais em relação às melhorias nas contagens sanguíneas com o Cerezyme?

R: Estudos analisaram parâmetros hematológicos como hemoglobina e contagem de plaquetas e encontraram padrões de alteração que evoluem para objetivos de normalização pré-definidos. Esta melhoria é tipicamente observada ao longo de vários anos de tratamento consistente.


P: É verdade que a maioria dos doentes tolera bem o Cerezyme?

R: Resumos de estudos clínicos indicam que aproximadamente 13,8% dos doentes notificaram eventos adversos relacionados com o tratamento. Embora tenham sido observadas Reações Associadas à Infusão (RAIs), a maioria destas reações responde geralmente à gestão médica.

Como Cerezyme deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Cerezyme

A conservação e o manuseamento do Cerezyme (imiglucerase) devem seguir condições regulamentares rigorosas para garantir a estabilidade da enzima biológica. Os requisitos de conservação diferem entre o pó liofilizado e a solução preparada.

Requisitos de Conservação

Forma do Produto Intervalo de Temperatura Estabilidade / Proteção
Frasco para injetáveis não reconstituído 2 °C a 8 °C (refrigerado) Não congelar; manter fora do alcance das crianças.
Frasco após reconstituição 2 °C a 25 °C Estável até 12 horas antes da diluição.
Solução diluída 2 °C a 8 °C (refrigerado) Estável até 24 horas; proteger da luz.

Eliminação

O Cerezyme é um produto de utilização única. Qualquer porção não utilizada da solução reconstituída ou diluída deve ser eliminada. A eliminação do produto não utilizado e de todos os materiais residuais deve cumprir rigorosamente os requisitos locais para resíduos farmacêuticos e não deve ser deitado no lixo doméstico ou em águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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