Capecel

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Capecel

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Capecel

Classificação e Identidade: Que Tipo de Medicamento é o Capecel?

O Capecel é um agente antineoplásico sintético, disponível apenas mediante receita médica, que pertence à classe farmacológica dos antimetabolitos. É um fármaco citostático, administrado por via oral sob a forma de comprimidos revestidos por película, e é utilizado no tratamento sistémico de neoplasias malignas. O seu princípio ativo é a Capecitabina (fórmula química C15H22FN3O6). A sua classificação como antimetabolito significa que interfere com os processos normais do metabolismo celular, um princípio amplamente fundamentado por estudos farmacológicos.

O Papel Único da Capecitabina como Pró-fármaco

A principal característica distintiva do Capecel é o facto de funcionar como um pró-fármaco de administração oral. Isto significa que é um composto inativo que tem de passar por alterações enzimáticas específicas no organismo para se tornar terapeuticamente ativo. A capecitabina é classificada quimicamente como um carbamato de fluoropirimidina, que serve como precursor do agente citotóxico estabelecido 5-fluorouracilo (5-FU). Esta bioativação é um processo sequencial e altamente seletivo, reconhecido clinicamente por resultar numa concentração favorável do 5-FU ativo no próprio local do tumor. Esta capacidade de gerar a substância ativa diretamente no local da doença constitui uma vantagem terapêutica fundamental.

Objetivo Terapêutico Geral dos Antimetabolitos Orais

O objetivo geral deste medicamento é proporcionar um método sistémico para controlar a propagação e o crescimento de células cancerosas. Como inibidor metabólico de nucleosídeos, a Capecitabina, através do seu metabolito ativo 5-FU, interfere com a produção de material genético crucial, especificamente o ADN e o ARN, travando assim a proliferação descontrolada das células doentes. O fármaco é caracterizado pelo seu efeito direto no crescimento das células tumorais através desta via metabólica, confirmando o seu papel como um agente de quimioterapia fundamental adequado para um regime oral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Capecel?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Capecel (Capecitabina) está formalmente documentado na rotulagem regulamentar oficial, que classifica os riscos com base na sua frequência e no sistema orgânico afetado. Esta secção descreve as reações adversas oficialmente reconhecidas e as condicionantes de segurança específicas.


Frequência e Classes de Sistemas de Órgãos

As reações adversas comunicadas com maior frequência são classificadas como Muito Frequentes (ocorrendo em 10% ou mais dos doentes em ensaios clínicos). Os eventos adversos são agrupados pelas seguintes classes de sistemas:

  • Doenças Gastrointestinais: Os eventos muito frequentes incluem diarreia, náuseas, vómitos, dor abdominal e estomatite (inflamação da mucosa da boca).
  • Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos: A reação mais frequente é a Síndrome de Eritrodisestesia Palmo-Plantar (também conhecida como Síndrome Mão-Pé), classificada como muito frequente.
  • Perturbações Gerais: São frequentemente comunicadas fadiga e astenia (fraqueza generalizada).
  • Afeções Hepatobiliares: A hiperbilirrubinemia (aumento dos níveis de bilirrubina no sangue) é um achado laboratorial muito frequente.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A rotulagem oficial alerta para o potencial de diversas reações adversas graves que podem colocar a vida em risco. Estas incluem cardiotoxicidade grave (como enfarte do miocárdio ou paragem cardíaca), reações cutâneas graves como a Síndrome de Stevens-Johnson e toxicidade gastrointestinal grave que pode resultar em desidratação e insuficiência renal aguda.

Notas de Segurança para Populações Específicas

A utilização de Capecel está sujeita a restrições específicas em determinados grupos, conforme determinado pelas autoridades de saúde:

  • Insuficiência Renal Grave: O Capecel é contraindicado em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min).
  • Deficiência de DPD: Doentes com deficiência total da enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD) apresentam um risco significativamente superior de sofrer toxicidade grave ou fatal.
  • Gravidez e Aleitamento: O medicamento está classificado na Categoria D de gravidez. Recomenda-se que as mães que estejam a amamentar interrompam o aleitamento durante o tratamento.

Padrões Temporais de Segurança

Os documentos regulamentares indicam que os sintomas de cardiotoxicidade surgem frequentemente nos primeiros 2 a 3 dias após o início do tratamento. No caso da diarreia grave, o tempo médio para o início da reação é de aproximadamente 34 dias.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Medidas de Emergência Necessárias

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Capecel pelo potencial de toxicidade sistémica aguda e grave. A sobredosagem ou a sobre-exposição manifestam-se através de uma apresentação invulgarmente grave e precoce das reações adversas esperadas, incluindo diarreia grave, mucosite e eritrodisestesia palmo-plantar (síndrome mão-pé). As reações graves envolvem frequentemente toxicidade hematológica (neutropenia) e podem conduzir a complicações potencialmente fatais que afetam o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular, como a paragem cardíaca.

O tratamento de emergência é obrigatório após qualquer sobredosagem ou sobre-exposição confirmada, independentemente da presença de sintomas. É necessária assistência médica imediata, uma vez que a intervenção é sensível ao tempo. O triacetato de uridina é o antídoto específico indicado para o tratamento de emergência de doentes adultos e pediátricos com sobredosagem ou toxicidade invulgarmente grave.

O protocolo estabelecido exige que o tratamento comece o mais cedo possível e obrigatoriamente no prazo de 96 horas após a última dose de Capecel. O tratamento de suporte é necessário e o ciclo completo de 20 doses do antídoto deve ser concluído, mesmo que os sintomas comecem a desaparecer. Um fator de risco significativo é a ausência de atividade da enzima DPD (Di-hidropirimidina Desidrogenase), que está associada a um risco acrescido de reações adversas fatais.

Usos terapêuticos de Capecel

O que o Capecel trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Capecel é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas debilitantes relacionados com tumores sólidos, principalmente os que afetam o trato digestivo e a mama. Este medicamento é relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica, nos quais se adequa uma abordagem terapêutica contínua. O fármaco é comummente utilizado em condições como o contexto adjuvante para o cancro do cólon em Estádio III, e para cancros avançados ou metastáticos da região colorretal, estômago, esófago e mama. O medicamento ajuda a atenuar a carga sintomática global, o que apoia o bem-estar geral durante as fases de maior sintomatologia.

A utilização no contexto adjuvante é relevante para o alívio dos sintomas associados ao stresse funcional de órgãos específicos após a cirurgia inicial, através da gestão do risco de recorrência. A formulação oral auxilia na manutenção da estabilidade funcional, ao proporcionar um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades quotidianas.

"O tratamento é comummente utilizado para auxiliar nos sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e apoia os doentes durante episódios de maior desconforto."

Facto Rápido: Relevante para sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico

Critérios de utilização e restrições

O Capecel (Capecitabina) está aprovado para utilização na população adulta (com idade igual ou superior a 18 anos), estando, contudo, sujeito a regras de elegibilidade rigorosas definidas pelas autoridades regulamentares.

Populações Contraindicadas

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado nos seguintes grupos, conforme estabelecido formalmente na rotulagem regulamentar:

  • Doentes com ausência total de atividade da enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD) já conhecida. Esta proibição absoluta deve-se ao elevado risco de toxicidade potencialmente fatal.
  • Doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min).
  • Doentes com hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou ao seu composto relacionado, o 5-fluorouracilo.
  • Doentes a receber tratamento concomitante com sorivudina ou análogos quimicamente relacionados.

Utilização Restrita ou Condicional

A elegibilidade é restrita para outras populações específicas:

  • Insuficiência renal moderada (depuração da creatinina entre 30-50 mL/min): A utilização é permitida, mas a dose inicial deve ser reduzida de acordo com as orientações regulamentares.
  • Restrições por idade: A segurança e eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica (idade inferior a 18 anos).
  • Estado Reprodutivo: A utilização é proibida durante a gravidez e não é recomendada durante o período de amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Capecel, conforme documentado oficialmente, é caracterizado por restrições obrigatórias e efeitos farmacocinéticos clinicamente significativos.

A administração conjunta com anticoagulantes derivados da cumarina, como a Varfarina, constitui uma interação fundamental. Esta combinação pode levar à alteração dos parâmetros de coagulação, incluindo um aumento do INR e um risco reportado de hemorragia. Este efeito está associado à probabilidade de o fármaco ou os seus metabolitos inibirem a enzima CYP2C9. Outra restrição essencial é o facto de se dever evitar formalmente o Alopurinol durante o tratamento com Capecel.

A interação com o Leucovorin (Ácido Folínico) define-se pelo resultado de uma toxicidade sistémica potenciada, devido ao aumento da concentração do metabolito citotóxico ativo. Este risco de toxicidade é assinalado como sendo mais elevado em populações específicas de doentes, particularmente em doentes idosos (com mais de 60 anos) que recebam esta combinação.

No que respeita à administração, a ingestão concomitante de alimentos reduz tanto a taxa como o grau de absorção do Capecel. Adicionalmente, os indivíduos com insuficiência hepática ligeira a moderada constituem uma consideração específica, uma vez que podem registar um aumento na concentração plasmática máxima (Cmax) do fármaco original.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Capecel: Mecanismo de Ação

O Capecel é um pró-fármaco inativo que é submetido a uma conversão enzimática em três etapas para libertar o agente citotóxico ativo, o 5-fluorouracilo (5-FU). Esta cascata de ativação, que termina através da ação da enzima Timidina Fosforilase (TP), tira partido dos níveis tipicamente elevados desta enzima em células específicas de divisão rápida, resultando num efeito mecânico localizado.

O mecanismo ocorre através de um ataque duplo aos processos celulares. Um metabolito do 5-FU, o FdUMP, atua como um falso substrato para inibir a enzima Timidilato Sintetase (TS), provocando uma depleção crítica do dTMP, um componente essencial para a construção do ADN. Simultaneamente, outros metabolitos corrompem tanto o ADN como o ARN ao serem erradamente incorporados nas suas novas cadeias, o que leva a uma rutura funcional e a danos genéticos. Esta interferência molecular interrompe a divisão celular e desencadeia a morte celular programada (apoptose), que é o principal processo fisiológico para limitar a taxa de divisão celular.

A atividade do fármaco é fisiologicamente limitada pela enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD), que decompõe o 5-FU. As variações na atividade da DPD têm um impacto direto na concentração sistémica, sendo que uma deficiência nesta enzima pode levar a um efeito citostático mais acentuado nas células de divisão rápida em diversas populações celulares.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Capecel

O Capecel (Capecitabina) é um medicamento de administração oral, apresentado sob a forma de comprimidos revestidos por película, disponíveis nas dosagens de 150 mg e 500 mg. O medicamento deve ser tomado exatamente conforme prescrito, respeitando rigorosamente o esquema de administração específico.

Princípios de Dosagem e Esquema Terapêutico

A dose inicial padrão é individualizada e calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC) do doente, expressa em mg/m^2. A administração é feita duas vezes ao dia (BID), devendo as tomas da manhã e da noite ser separadas por aproximadamente 12 horas. O regime mais comum consiste num ciclo de 21 dias, composto por 14 dias consecutivos de toma seguidos de um período de descanso de 7 dias. A duração do tratamento pode ser definida, por exemplo, até 6 meses (8 ciclos) em contextos adjuvantes, ou continuada até se atingir um objetivo terapêutico específico em contextos metastáticos.

Condições de Administração

Para uma utilização correta, os comprimidos revestidos devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser esmagados nem mastigados. Crucialmente, cada dose deve ser consumida até 30 minutos após o fim de uma refeição. Caso uma dose seja esquecida ou vomitada, o doente não deve tomar uma dose extra; em vez disso, a administração deve ser retomada com a dose seguinte regularmente agendada.

Dosagem em Populações Específicas

As instruções regulamentares exigem uma redução rigorosa da dose em grupos específicos de doentes. Para indivíduos com insuficiência renal moderada (Depuração da Creatinina entre 30 a 50 mL/min), a dose inicial deve ser reduzida para 75% da dose padrão calculada. Uma vez que a dose tenha sido reduzida devido aos efeitos do tratamento, esta não poderá voltar a ser aumentada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Capecel

A avaliação clínica do Capecel (capecitabina) envolveu diversos estudos internacionais de larga escala, principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECA). Estes ensaios foram desenhados para comparar o medicamento com tratamentos já estabelecidos, de forma a analisar os tipos de resultados monitorizados em populações específicas de doentes. Esta visão geral descreve a estrutura da evidência disponível, sem oferecer orientações clínicas ou discutir resultados individuais esperados.


Evidência para Utilização no Cancro Colorretal

A investigação sobre a utilização do Capecel no cancro colorretal focou-se em dois contextos principais: a doença avançada (metastática) e o estudo da recorrência da doença após cirurgia (adjuvante). Ensaios de Fase III compararam o Capecel, frequentemente como agente único, face a regimes de fluoropirimidina por via intravenosa (IV). Os estudos monitorizaram indicadores como a Sobrevivência Global (SG) e o Tempo para Progressão da Doença (TPD). Os dados descrevem padrões observados nos estudos onde a monoterapia com Capecel foi avaliada em comparação com regimes de quimioterapia IV.

A base de evidência para o cancro colorretal deriva de múltiplos ensaios de larga escala. No entanto, nota-se uma falta de evidência comparativa para certas combinações face a alguns dos regimes de quimioterapia intravenosa mais atuais e complexos.


Evidência para Utilização no Cancro Gástrico e da Junção Gastroesofágica

O Capecel foi tipicamente avaliado em combinação com outros agentes quimioterápicos em contextos de doença avançada e adjuvante. Os estudos monitorizaram resultados como a Sobrevivência Livre de Doença (SLD) e a Taxa de Resposta Objetiva (TRO), que mede a alteração do tamanho do tumor. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, com resultados que descrevem padrões onde os regimes combinados baseados em Capecel demonstraram padrões de resultados semelhantes aos das combinações baseadas em fluoropirimidina IV com as quais foram comparados.

Permanece incerto o papel preciso da monoterapia com Capecel no contexto adjuvante, uma vez que a evidência definitiva suporta principalmente a sua utilização como parte de um regime combinado.


Evidência para Utilização no Cancro da Mama Metastático

A evidência do Capecel no cancro da mama metastático ou localmente avançado (CMM) inclui tanto Ensaios Clínicos de Fase III (terapia combinada) como ensaios de Fase II não comparativos (agente único) de menor dimensão. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com a evolução da doença, medindo a Taxa de Resposta Objetiva (TRO) e o Tempo para Progressão da Doença (TPD), frequentemente em mulheres cuja doença tinha progredido após tratamento prévio com agentes específicos estabelecidos. A investigação fornece contexto clínico, mas não previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Capecel (FAQ)

P: Qual a rapidez de atuação do Capecel após o início da toma?

De acordo com os dados farmacocinéticos oficiais, a forma ativa do Capecel atinge a sua concentração máxima na corrente sanguínea aproximadamente duas horas após a ingestão da dose. Os documentos oficiais indicam que os resultados clínicos observados em estudos, como o Tempo para Progressão da Doença (TPD), ocorrem geralmente ao longo de um período de vários meses.

P: Porque é que o Capecel é tomado em ciclos?

Os esquemas posológicos definem o tratamento com Capecel através de ciclos, sendo o mais comum o de 21 dias, com 14 dias de toma seguidos de um período de descanso de 7 dias. Este esquema foi estabelecido para gerir potenciais efeitos secundários e permitir a recuperação das células normais de divisão rápida, equilibrando o efeito anticancerígeno pretendido com a gestão da toxicidade.

P: Qual é a principal diferença entre o Capecel e outros medicamentos semelhantes?

Uma característica diferenciadora fundamental é o facto de o Capecel ser um profármaco oral. Isto significa que é ingerido como um comprimido inativo e apenas se converte no agente quimioterápico ativo, o 5-fluorouracilo (5-FU), dentro do organismo. Este processo de conversão ocorre preferencialmente no local do tumor, o que é uma característica terapêutica fundamental.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao Capecel?

Os documentos oficiais listam os efeitos secundários observados durante e pouco depois dos ensaios clínicos, mas não fornecem uma categorização definida de riscos baseada num período específico de longo prazo após a conclusão do tratamento. Os eventos adversos são tipicamente categorizados pela frequência e pelo sistema corporal afetado durante o período de utilização.

P: O Capecel interage com medicamentos comuns para a acidez estomacal (IBP)?

A informação para profissionais de saúde refere relatórios que sugerem que a coadministração com inibidores da bomba de protões (IBP) pode potencialmente diminuir o efeito pretendido do Capecel. Embora os dados disponíveis sobre esta interação sejam inconsistentes, esta potencial interação deve ser considerada no momento da prescrição.

P: O Capecel pode ser utilizado em doentes idosos?

A informação disponível indica que os estudos realizados até à data não demonstraram problemas específicos da idade que limitem geralmente a utilização do Capecel na população idosa (65 anos ou mais). No entanto, pode ser necessária uma monitorização cuidadosa e eventuais ajustes de dose devido à maior probabilidade de ocorrência de efeitos secundários neste grupo.

P: O Capecel é utilizado para outras condições além do cancro?

O Capecel está oficialmente aprovado como um agente antineoplásico. A sua utilização aprovada está estritamente limitada ao tratamento sistémico de neoplasias malignas específicas, incluindo cancros colorretal, gástrico e da mama.

P: O Capecel pode afetar a minha função hepática?

Os documentos oficiais referem que o Capecel pode estar associado a efeitos no fígado, principalmente um aumento nos níveis de bilirrubina (hiperbilirrubinemia). Foram reportados casos raros de hepatite colestática. Os doentes com insuficiência hepática pré-existente requerem uma ponderação clínica específica.

P: Porque é que as fontes oficiais listam tantos efeitos secundários potenciais para o Capecel?

Os requisitos regulamentares exigem que a rotulagem oficial dos medicamentos liste de forma abrangente as reações adversas que ocorreram nos ensaios clínicos em determinadas frequências. Este princípio garante a transparência total, relatando todos os efeitos observados, independentemente de existir uma ligação causal definitiva com o medicamento.

P: O Capecel é considerado uma terapia alvo?

O Capecel é classificado como um agente antineoplásico da classe farmacológica dos antimetabolitos, que interferem com o metabolismo celular. Age como um profármaco que se converte preferencialmente no agente ativo no tecido tumoral.

P: O Capecel causa alterações de humor ou confusão?

Os eventos adversos relacionados com o sistema nervoso estão incluídos nos efeitos secundários documentados. Estes podem incluir sintomas específicos como cefaleias, tonturas e, em instâncias raras, neurotoxicidade que pode envolver confusão ou estado mental alterado.

P: O tratamento com Capecel requer hospitalização?

Não. O Capecel é disponibilizado como um medicamento oral em comprimidos revestidos por película para ser tomado em casa, segundo um ciclo programado. O regime posológico padrão para a sua administração não exige hospitalização.

P: Como é que os médicos monitorizam os efeitos do Capecel?

É recomendada uma monitorização cuidadosa do doente, particularmente durante o primeiro ciclo de tratamento. Esta monitorização envolve frequentemente a avaliação clínica da toxicidade e análises laboratoriais regulares, incluindo o controlo de contagens de células sanguíneas.

P: Pessoas com diabetes podem utilizar Capecel?

A diabetes não consta como uma contraindicação formal nos documentos oficiais. A elegibilidade para a utilização do fármaco é determinada com base no estado de saúde geral e noutras contraindicações específicas, como a presença de insuficiência renal ou hepática grave.

P: O Capecel causa dores nas articulações ou nos músculos?

Sim, os efeitos secundários musculoesqueléticos estão documentados no perfil de segurança do medicamento. Estes incluem relatos de dor nas extremidades ou na mandíbula, dor nas costas, mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular).

P: Com que frequência devem ser monitorizados os efeitos secundários esperados?

Recomenda-se uma monitorização cuidadosa de potenciais toxicidades em todos os doentes, com especial atenção ao primeiro ciclo de tratamento. A frequência da monitorização é uma decisão tomada pelo profissional de saúde assistente.

P: E se os efeitos secundários do Capecel se tornarem graves?

Efeitos secundários graves podem exigir uma gestão específica, como a interrupção temporária do tratamento ou a redução da dose prescrita. O tratamento pode ser retomado quando a toxicidade estiver resolvida ou tiver melhorado para um grau predefinido, segundo a avaliação médica.

P: Homens e mulheres podem utilizar Capecel para as mesmas condições?

As indicações oficiais para o Capecel incluem o cancro colorretal e o cancro gástrico, condições que não são restritas pelo género. Está também aprovado para o cancro da mama metastático, uma condição que afeta tipicamente as mulheres.

P: Existem restrições especiais para conduzir ou operar máquinas durante a toma de Capecel?

O perfil de segurança refere que podem ocorrer efeitos secundários como tonturas, fadiga e náuseas. Estes efeitos podem potencialmente prejudicar a capacidade de uma pessoa para conduzir ou operar máquinas com segurança.

P: O Capecel é um medicamento de manutenção ou um tratamento de curta duração?

A duração do tratamento é definida com base na condição a ser tratada. Para o contexto adjuvante, estabelece-se tipicamente uma duração específica, como seis meses. O uso em contextos metastáticos é frequentemente continuado até se atingir um objetivo clínico específico.

P: Porque é que algumas pessoas precisam de um teste genético antes de iniciar o Capecel?

As diretrizes abordam a necessidade de testes de DPD (Di-hidropirimidina Desidrogenase) antes do início do tratamento em certas populações. O objetivo é identificar indivíduos com deficiência de DPD que apresentam um risco significativamente maior de toxicidade grave ou potencialmente fatal.

P: O Capecel causa uma perda temporária de apetite?

A perda de apetite, ou anorexia, está incluída como um evento adverso na documentação de segurança. Este efeito secundário, juntamente com outros problemas gastrointestinais como vómitos e diarreia, pode contribuir para o risco de desidratação.

P: Em que medida o Capecel difere dos tratamentos injetáveis?

O Capecel difere principalmente pela sua via de administração: é um comprimido oral. Isto contrasta com os regimes tradicionais de fluoropirimidinas, que são tipicamente administrados por via intravenosa.

P: O que significam 'condições de utilização' para o Capecel?

As condições de utilização referem-se ao conjunto de requisitos definidos para a utilização segura e eficaz do fármaco, abrangendo fatores como a elegibilidade do doente, o esquema de administração e as restrições necessárias.

P: Existem instruções específicas sobre o que fazer se ocorrer um efeito secundário?

Os efeitos secundários são geridos através de tratamento sintomático ou pela modificação da dose prescrita, o que pode envolver a interrupção temporária ou a redução permanente da dose.

Como Capecel deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Capecel?

O Capecel (capecitabina) deve ser conservado e manuseado de acordo com os requisitos específicos para agentes citotóxicos de administração oral.


Condições de Conservação

Requisito Declaração Oficial
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, entre 20 °C e 25 °C.
Proteção Manter os comprimidos num recipiente bem fechado, ao abrigo do calor, da humidade excessiva e do congelamento.
Acondicionamento Conservar na embalagem original e garantir que é mantido fora do alcance e da vista de crianças e animais de estimação.

Eliminação e Manuseamento

O Capecel exige protocolos de eliminação específicos. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser tratados como resíduos farmacêuticos e não devem ser deitados na sanita nem no lixo doméstico. Os doentes devem devolver o produto não utilizado a um programa de retoma de medicamentos aprovado ou a um local de recolha especializado.

Os prestadores de cuidados, particularmente mulheres grávidas ou a amamentar, devem observar precauções de manuseamento rigorosas e devem lavar as mãos antes e depois de prepararem a dose.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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