Brovana

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Brovana

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Brovana

O que é o Brovana? Definição do Medicamento

O Brovana é um medicamento de prescrição concebido para proporcionar um suporte sustentado à respiração. Pertence a um grupo especializado de fármacos conhecidos pelos seus efeitos de longa duração nas vias aéreas.

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Tartarato de arformoterol
Forma Solução para inalação (para utilização em nebulizador)
Classe Farmacológica Agonista dos Recetores Beta-2 Adrenérgicos de Longa Ação (LABA)
Objetivo Geral Manutenção a longo prazo da abertura das vias aéreas
Origem Sintética (composto sintetizado quimicamente)

Definição do Princípio Ativo e Classe

Brovana é o nome comercial do fármaco que contém tartarato de arformoterol, um composto sintético que atua como um Agonista dos Recetores Beta-2 Adrenérgicos de Longa Ação (LABA) seletivo. Esta classificação significa que o medicamento foi desenvolvido para atingir e ligar-se a recetores específicos no músculo liso brônquico, provocando um relaxamento que perdura por um período prolongado. O arformoterol é um isómero específico — o enantiómero (R,R) do formoterol — uma característica identificada em estudos farmacológicos pelo seu papel biologicamente ativo na broncodilatação. Esta distinção — tratar-se de uma formulação de isómero único — é um fator de diferenciação fundamental, concebido para assegurar um efeito altamente direcionado e prolongado nas vias respiratórias.

Composição, Forma e Finalidade Geral

O medicamento é fornecido como uma solução para inalação, um líquido aquoso, estéril e límpido, pré-embalado numa ampola monodose. Esta formulação líquida específica é uma característica distintiva entre os LABA, destinando-se apenas à inalação por via oral através de um nebulizador de jato padrão, que converte a solução numa névoa fina para ser inspirada pelo doente. Este sistema de administração por nebulização é reconhecido como uma opção vital para doentes que possam não conseguir utilizar eficazmente inaladores de pó seco ou sprays doseadores convencionais. O propósito fundamental do Brovana é a manutenção a longo prazo da broncodilatação. A investigação sustenta que o arformoterol é uma terapia de base para promover uma respiração consistente e facilitada ao longo do tempo, através da manutenção do relaxamento dos músculos das vias aéreas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Brovana?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Brovana (tartarato de arformoterol) baseia-se estritamente em classificações regulamentares e dados provenientes de estudos clínicos controlados. A documentação oficial inclui avisos relacionados com a classe do medicamento, potenciais reações adversas graves e efeitos secundários classificados por frequência.


Reações Adversas Comuns

As reações adversas classificadas como Comuns (incidência igual ou superior a 2% e mais frequentes do que o placebo nos ensaios clínicos) envolvem frequentemente os sistemas sistémico geral, respiratório e musculoesquelético. Estas reações incluem dor (geral, nas costas e no peito), sinusite, dispneia (falta de ar), diarreia, síndrome gripal e cãibras nas pernas.


Considerações de Segurança Graves e Advertências Regulamentares

O Brovana, sendo um Agonista dos Recetores Beta-2 Adrenérgicos de Longa Ação (LABA), possui um Aviso de Advertência (Boxed Warning) regulamentar que enfatiza o risco associado a esta classe, particularmente a sua contraindicação para utilização como monoterapia em doentes com asma.

Outras reações adversas graves documentadas no rótulo regulamentar incluem o broncoespasmo paradoxal, um agravamento súbito e grave da respiração que pode ocorrer imediatamente após a administração. O medicamento pode também causar efeitos cardiovasculares clinicamente significativos, tais como o prolongamento do intervalo QT, aumento da pressão arterial ou batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, bem como alterações metabólicas, incluindo níveis baixos de potássio (hipocalemia) e níveis elevados de açúcar no sangue (hiperglicemia).


Notas de Segurança para Populações Específicas

A segurança e a eficácia deste medicamento não foram estabelecidas na população de doentes pediátricos. Em adultos mais velhos, embora não existam problemas específicos da geriatria que limitem a sua utilização, pode observar-se uma maior sensibilidade a determinados efeitos adversos. Além disso, doentes com insuficiência hepática devem ser monitorizados de perto, uma vez que a depuração (clearance) do fármaco pode estar prolongada neste grupo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação oficial estabelece que a utilização excessiva da solução de inalação de arformoterol, ou a sua utilização numa dose superior à prescrita, pode ser fatal e resultar em efeitos sistémicos clinicamente significativos. As manifestações de sobredosagem são consideradas um exagero da ação farmacológica pretendida do medicamento, afetando principalmente o sistema cardiovascular.

Domínio Declaração Oficial
Apresentações documentadas de sobredosagem As manifestações são um efeito adrenérgico exagerado, podendo incluir tremores, nervosismo, cefaleias (dores de cabeça), cãibras musculares, tonturas, náuseas e vómitos.
Sistemas fisiológicos afetados Sistema Cardiovascular: Manifestado por batimentos cardíacos rápidos, palpitações fortes ou batimentos irregulares (taquicardia, arritmias) e dor no peito. Sistema Metabólico: Potencial para hipocalemia (níveis baixos de potássio no plasma) e hiperglicemia (níveis elevados de glicose no plasma).
Resultados graves A sobredosagem pode ser fatal e está associada ao risco de efeitos cardiovasculares clinicamente significativos.
Quando procurar ajuda urgente Procure assistência médica de emergência imediatamente. Contacte o centro de informação antivenenos ou os serviços de emergência (ex: 112) caso ocorram sintomas graves como colapso, convulsões ou incapacidade de despertar.

As diretrizes determinam que a gestão da situação exige a interrupção do medicamento e a instituição de terapia sintomática e de suporte. Não existe um antídoto específico listado para este fármaco. Para doentes com insuficiência hepática, é aconselhada uma monitorização rigorosa devido ao potencial de exposição sistémica prolongada.

Usos terapêuticos de Brovana

Para que é Indicado o Brovana: Principais Utilizações e Benefícios

O Brovana está fundamentalmente indicado para o suporte terapêutico a longo prazo da broncoconstrição em doentes adultos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a qual inclui a bronquite crónica e o enfisema. O seu objetivo principal é proporcionar um apoio consistente e sustentado à respiração, abordando a natureza crónica e persistente da limitação do fluxo de ar. Este tratamento é relevante para a gestão de sintomas persistentes que criam um esforço funcional percetível, tais como sibilos, falta de ar e uma sensação desconfortável de aperto no peito.

Este suporte terapêutico continuado e programado é essencial para estabelecer uma base respiratória estável, particularmente em doentes com doença de grau moderado a grave. O papel terapêutico auxilia na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, ajuda a reduzir a carga global de sintomas e contribui para um estado de estabilidade que pode ajudar a atenuar a gravidade das exacerbações agudas da DPOC.

"Este medicamento de manutenção é aplicado quando é necessário suporte sintomático adicional para ajudar a manter uma sensação de estabilidade durante períodos sintomáticos."

Facto Rápido: Gestão da Limitação Persistente do Fluxo de Ar

O papel do Brovana é estritamente de manutenção, proporcionando um alívio previsível que suporta a tolerância ao exercício e o conforto geral, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Brovana

Âmbito de Elegibilidade Estado
Populações Autorizadas Doentes adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) que necessitem de tratamento de manutenção a longo prazo.
Populações Contraindicadas Doentes com antecedentes de hipersensibilidade ao arformoterol ou a qualquer componente da formulação.
Contraindicação de Utilização Principal Não deve ser utilizado em doentes com asma sem a utilização concomitante de medicação de controlo a longo prazo.
Restrição por Idade Não indicado para doentes pediátricos; a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta população.

Regras de elegibilidade para condições específicas: O Brovana não deve ser utilizado para tratar episódios agudos de broncoespasmo ou situações de agravamento súbito da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica. A sua utilização requer precaução em doentes com doenças cardiovasculares preexistentes, hipertiroidismo ou diabetes mellitus. Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes com insuficiência renal, contudo, os doentes com insuficiência hepática devem ser monitorizados de perto. No que respeita à gravidez e lactação, a utilização é condicional e apenas deve ocorrer se o benefício esperado justificar o risco potencial para o feto ou para o lactente.

Contexto do perfil geral de elegibilidade: Os documentos oficiais limitam estritamente a utilização do Brovana a doentes adultos com DPOC que necessitem de terapia de manutenção prolongada. O perfil proíbe formalmente a sua utilização como monoterapia para a asma e para o tratamento de sintomas agudos, definindo claramente os grupos de doentes autorizados face àqueles para os quais a utilização é proibida ou restrita.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação oficial do Brovana (Arformoterol) define vários padrões de interação críticos. A principal restrição é a proibição da coadministração com outros Agonistas Beta2 de Longa Ação (LABAs), devido ao risco de efeitos cardiovasculares e simpáticos cumulativos. Adicionalmente, as diretrizes restringem a mistura do Brovana com quaisquer outras soluções no nebulizador, uma vez que a compatibilidade, segurança e eficácia de tais combinações não foram estabelecidas. Os doentes devem também interromper a utilização regular de Agonistas Beta2 de Curta Ação (SABAs), reservando-os exclusivamente para o alívio de sintomas agudos.


Interações Farmacodinâmicas e Metabólicas

É necessária uma precaução extrema na coadministração de medicamentos que possam potenciar o efeito cardiovascular, incluindo Inibidores da MAO, Antidepressivos Tricíclicos e fármacos que prolongam o intervalo QTc. A utilização concomitante com Betabloqueadores é restrita, dado que estes podem causar um antagonismo farmacodinâmico, inibindo a ação broncodilatadora pretendida do medicamento.

Coadministração com Diuréticos, Corticosteroides ou derivados da Xantina pode potenciar o risco conhecido de hipocalemia (baixos níveis de potássio). Inversamente, estudos indicam que a coadministração com inibidores potentes da CYP2D6 (por exemplo, Paroxetina) não alterou a exposição sistémica ao Brovana, não sendo necessário qualquer ajuste posológico. Observa-se também que a depuração (clearance) do fármaco é prolongada na presença de insuficiência hepática, o que exige uma monitorização rigorosa.

Mecanismo de ação

Mecanismo Farmacodinâmico do Arformoterol

A ação do Brovana inicia-se através da ligação altamente específica e eficiente aos recetores beta2-adrenérgicos localizados no músculo liso brônquico. O arformoterol, enquanto enantiómero (R,R) puro, permite uma interação preferencial com a via dos recetores beta2 em detrimento de outros tipos de recetores adrenérgicos (beta1 e alfa), que estão geralmente associados a efeitos sistémicos.

A ativação do recetor beta2 desencadeia uma cascata mediada pela proteína G que estimula a enzima adenilil-ciclase, resultando num aumento rápido do AMP cíclico (cAMP) intracelular. Este aumento leva, em última análise, a uma redução dos iões de cálcio (Ca^2+) livres no interior das células musculares lisas, sendo este o mecanismo molecular direto que provoca o relaxamento do músculo.

A natureza lipofílica única desta molécula permite que esta se infiltre na membrana lipídica celular, permanecendo ancorada junto ao local de ligação do recetor. Esta presença localizada facilita a reassociação e reativação contínua do recetor beta2, o que constitui a base farmacológica para a longa duração da modulação do recetor característica deste mecanismo.

Este mecanismo primário foca-se na modulação funcional do tónus muscular liso, distinguindo-se de mecanismos que visam as vias inflamatórias ou a remodelação tecidular. O efeito deste mecanismo é limitado em contextos biológicos onde a obstrução é dominada por patologia estrutural ou não muscular, ou caso a capacidade de resposta do recetor diminua (taquifilaxia).

Informações sobre dosagem e administração

Protocolo de Administração: Diretrizes Oficiais de Utilização

O Brovana (tartarato de arformoterol) está destinado ao tratamento de manutenção a longo prazo e deve ser utilizado estritamente de acordo com o enquadramento de administração oficial estabelecido. Este medicamento não está indicado para o alívio imediato de sintomas agudos e súbitos.


Método de Administração e Posologia

Instrução Detalhe
Via de Administração Apenas inalação oral, administrada especificamente por nebulização. A solução não deve ser engolida nem injetada.
Dose Padrão Um frasco monodose de 15 mcg por cada administração. A dose diária total não deve exceder os 30 mcg (dois frascos).
Frequência Posológica Administração duas vezes ao dia, com uma dose de manhã e outra à noite. As duas doses devem ser separadas por aproximadamente 12 horas para assegurar um efeito consistente.
Regra de Grupo Etário O medicamento está restrito a doentes adultos. A segurança e eficácia não foram estabelecidas para doentes pediátricos.

Instruções Procedimentais e de Contexto

A solução de Brovana é estéril e está pronta a usar, o que significa que não é necessária qualquer diluição antes da administração. Deve ser administrada utilizando uma máquina de nebulização de jato padrão ligada a um compressor de ar. O conteúdo de um frasco monodose aberto deve ser utilizado imediatamente e a solução não deve ser misturada com outros medicamentos no nebulizador.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, a instrução oficial é omitir a dose esquecida e tomar a dose seguinte no horário habitual; os doentes não devem tomar duas doses de uma só vez para compensar a falha. Além disso, os doentes em terapia de manutenção com este fármaco devem interromper a utilização regular de outros agonistas beta de longa ação (LABAs).

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Brovana (Tartarato de Arformoterol)


Evidência Científica para o Tratamento de Manutenção na DPOC

A evidência clínica relativa ao Brovana foi reunida essencialmente através de diversos ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto e médio prazo. Estes estudos foram especificamente avaliados no contexto da limitação do fluxo aéreo associada à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a qual inclui tanto a bronquite crónica como o enfisema. A investigação examinou se a sua utilização na manutenção a longo prazo foi avaliada em estudos que exploraram resultados relacionados com a abertura sustentada das vias respiratórias em adultos com DPOC moderada a grave.

Os principais cenários de investigação a médio prazo envolveram a comparação do medicamento com um tratamento inativo (placebo) durante um período de cerca de 12 semanas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos ao volume de ar que os doentes conseguem expelir dos pulmões com força, uma medição objetiva fundamental da função pulmonar denominada FEV1 (ou VEMS — Volume Expiratório Máximo no Primeiro Segundo). A investigação também explorou se os doentes reportaram alterações na utilização de medicação de alívio de curta ação.

Resultados-Chave Analisados nos Ensaios Clínicos

A investigação explorou diversos resultados para fundamentar o panorama de evidência do Brovana. A medida funcional objetiva mais importante foi a quantidade de ar que um doente consegue expelir no primeiro segundo (FEV1/VEMS) — este parâmetro foi utilizado nos ensaios como o desfecho primário para avaliar as alterações na função respiratória. Nestes estudos controlados, as medições da função pulmonar após a administração revelaram-se numericamente superiores no grupo que recebeu o medicamento em estudo, em comparação com o grupo que recebeu o tratamento inativo.

Estudos de Longo Prazo e Eventos Clínicos

Para avaliar a durabilidade das medições observadas e o impacto em eventos clínicos major, o Brovana foi avaliado num ensaio alargado de segurança e resultados de longo prazo que se estendeu até um ano. A investigação focou-se em dois marcadores de eventos clínicos graves: o tempo até à primeira hospitalização relacionada com exacerbação da DPOC e a morte de causa respiratória. Os estudos observaram um tempo mediano mais longo até à primeira hospitalização por exacerbação da DPOC ou morte respiratória no grupo que recebeu o medicamento em estudo, face ao grupo que recebeu o tratamento inativo.


Lacunas na Investigação e Aspetos Incertos

Existe uma carência de evidência comparativa, uma vez que a maior parte da investigação se foca em comparações com placebo em vez de ensaios diretos contra outros broncodilatadores de longa ação semelhantes. Além disso, devido à natureza dos estudos, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, e a qualidade da evidência varia entre os estudos ao considerar resultados específicos de longo prazo. A investigação clínica necessária para estabelecer a utilização em crianças não foi realizada. A documentação técnica sublinha que a base de investigação é insuficiente para determinar os efeitos em doentes com asma. Consequentemente, o âmbito da investigação está estritamente limitado à população de doentes com DPOC estudada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Brovana (FAQ)


P: O que significa 'agonista beta2 de longa ação' (LABA) em termos simples?

O Brovana pertence a uma classe de medicamentos designada Agonistas Beta2 de Longa Ação (LABAs). De acordo com as fontes oficiais, esta classificação significa que o fármaco foi concebido para relaxar os músculos das suas vias respiratórias. Este relaxamento ajuda a que as vias se mantenham abertas por um período prolongado, o que permite uma respiração mais fácil e constante como parte de um plano de tratamento a longo prazo.


P: Como é que o Brovana ajuda a relaxar os músculos das vias respiratórias?

A substância ativa, o arformoterol, atua ligando-se a recetores específicos localizados nas células musculares que rodeiam as vias respiratórias. Esta ação desencadeia um processo que provoca o relaxamento desses músculos. O resultado deste processo é a broncodilatação, que consiste na abertura das vias respiratórias para permitir que o ar passe mais facilmente.


P: O Brovana pode ser utilizado ao mesmo tempo que um corticosteroide inalado, como a budesonida?

As informações de prescrição oficiais abordam a utilização do Brovana com corticosteroides inalados. Embora a combinação não seja proibida, as informações regulamentares referem que a utilização do Brovana juntamente com medicamentos como os esteroides pode potencialmente aumentar o risco de desenvolvimento de hipocalemia (níveis baixos de potássio no sangue).


P: O Brovana tem interações conhecidas com medicamentos comuns para a tensão arterial elevada?

As diretrizes oficiais aconselham precaução quando o Brovana é utilizado com certos medicamentos cardiovasculares, incluindo os betabloqueadores. Isto deve-se ao potencial de os betabloqueadores diminuírem a capacidade do Brovana de abrir as vias respiratórias. Também se recomenda precaução com diuréticos (frequentemente chamados "medicamentos para urinar") devido ao possível risco de níveis baixos de potássio.


P: Existem antibióticos específicos que não devam ser tomados durante a utilização de Brovana?

As informações regulamentares exigem precaução quando o Brovana é utilizado com medicamentos conhecidos por afetarem a atividade elétrica do coração, especificamente aqueles que prolongam o intervalo QTc. Embora não sejam listados antibióticos específicos pelo nome, esta categoria geral inclui certos tipos de antibióticos.


P: O Brovana pode ser utilizado com segurança por doentes idosos (com 65 ou mais anos)?

Os documentos oficiais indicam que a eficácia do Brovana em doentes com 65 ou mais anos é semelhante à observada em adultos mais jovens nos ensaios clínicos. No entanto, as informações do produto referem que não se pode excluir uma maior sensibilidade a certos efeitos adversos, como batimentos cardíacos rápidos, em adultos mais velhos.


P: Para que condições específicas, além da DPOC, pode o Brovana ser prescrito?

O Brovana está estritamente indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo da bronconstrição em doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Isto inclui tanto a bronquite crónica como o enfisema. Segundo as informações oficiais, o fármaco não está indicado para o tratamento de quaisquer outras condições.


P: O que acontece se a solução de Brovana mudar de cor antes da utilização?

A solução de Brovana é fabricada para ser límpida e incolor no momento da utilização. As informações para o doente aconselham a não utilizar a solução se esta parecer ter ficado rosada, acastanhada ou se se tornar turva. Recomenda-se descartar o frasco monodose se for observada qualquer alteração na cor.


P: Houve relatos de tremores musculares ou agitação com a utilização de Brovana?

O tremor está listado como um efeito secundário possível nos documentos regulamentares oficiais do Brovana. Este efeito também pode ser um sinal de que o medicamento está a ser utilizado em quantidades superiores às recomendadas. Deve ser consultado um profissional de saúde se o tremor ou a agitação se tornarem incómodos.


P: As dores de cabeça são um efeito secundário reconhecido ao iniciar o Brovana?

Foram relatadas cefaleias (dores de cabeça) em doentes a tomar Brovana, de acordo com as informações oficiais do produto. Embora não constem entre as reações adversas mais comuns, são um efeito conhecido documentado no perfil de segurança.


P: O que deve ser feito em relação a efeitos secundários que sejam incómodos, mas não graves?

As informações de aconselhamento fornecem orientações gerais sobre reações adversas. Estas indicam que um profissional de saúde deve ser consultado para orientação caso o doente sinta quaisquer efeitos secundários que sejam persistentes, incómodos ou que não desapareçam.


P: Existe alguma forma de verificar se o Brovana está a funcionar corretamente para mim?

Os sinais de agravamento da doença são identificados através da observação de alterações nos sintomas. Isto inclui se os seus sintomas respiratórios piorarem com o tempo ou se sentir necessidade de utilizar o seu inalador de alívio de curta ação com mais frequência do que o habitual. Estas alterações são sinais que exigem a comunicação com um profissional de saúde.


P: Como se compara o risco de efeitos secundários graves entre o Brovana e um placebo nos estudos?

Os estudos clínicos compararam o risco de resultados graves em doentes com DPOC a tomar Brovana face aos que tomaram placebo. Os documentos regulamentares indicam que não houve um aumento global no risco de morte no grupo do Brovana. No entanto, o fármaco apresenta um aviso comum a toda a classe sobre o risco de eventos adversos graves, como o broncoespasmo paradoxal, tal como acontece com todos os agonistas beta de longa ação (LABAs).


P: Qual é a melhoria típica do VEMS observada nos ensaios clínicos do Brovana?

O VEMS (Volume Expiratório Máximo no Primeiro Segundo, também conhecido como FEV1) é a principal medição objetiva utilizada nos ensaios clínicos para avaliar a função pulmonar. Embora os documentos oficiais indiquem que as medições foram numericamente superiores ao placebo, outros dados de ensaios sugerem melhorias típicas no VEMS que variam aproximadamente entre 150 mL e 200 mL em comparação com o grupo de controlo.

Como Brovana deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do Brovana

A solução para inalação Brovana (tartarato de arformoterol) deve ser conservada de acordo com as diretrizes oficiais para manter a sua estabilidade. O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Condições de Conservação

Tipo de Condição Requisito
Temperatura Preferencial Sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.
Limite à Temperatura Ambiente Saquetas de alumínio por abrir podem ser conservadas entre 20°C e 25°C por um período máximo de seis semanas (42 dias).
Proteção Deve ser conservado na saqueta de alumínio protetora original para proteger a solução da luz.
Proibição Não congelar a solução.

Manuseamento e Eliminação

Os frascos monodose individuais devem ser utilizados imediatamente após serem retirados da saqueta de alumínio. Quaisquer frascos não utilizados numa saqueta aberta devem ser descartados após o limite de seis semanas. O medicamento não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de forma segura; se não estiver disponível um programa de recolha de medicamentos, a orientação oficial recomenda misturar a solução com uma substância indesejável (como borras de café ou areia de gato), selar o recipiente e colocá-lo no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Brovana encontrado em:

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