Biviol

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Biviol

Que tipo de medicamento é o Biviol?

O Biviol é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um Contracetivo Oral Combinado (COC), que constitui uma forma específica de controlo de natalidade hormonal. É um produto de combinação sintética, caracterizado pela inclusão simultânea de dois tipos de hormonas sexuais femininas sintéticas: um estrogénio e um progestagénio. Esta abordagem é clinicamente reconhecida por proporcionar um elevado grau de eficácia no controlo da fertilidade, dado que diversos estudos farmacológicos têm sustentado consistentemente a fiabilidade deste método. A sua natureza combinada, apresentada sob a forma de comprimido oral, significa que depende de ambas as hormonas para atingir o seu propósito central, distinguindo-o de alternativas que utilizam apenas uma hormona.


Composição: Desogestrel e Etinilestradiol

O núcleo ativo do Biviol compreende duas entidades químicas sintéticas: o Desogestrel (o progestagénio) e o Etinilestradiol (Etinilestradiol), o estrogénio. O Desogestrel detém a distinção específica de ser um progestagénio de terceira geração, um fator frequentemente destacado na literatura farmacológica devido ao seu perfil metabólico único. Esta composição específica de Desogestrel-Etinilestradiol é amplamente estudada, sendo o seu uso confirmado por inúmeros organismos reguladores em todo o mundo como um agente padrão e eficaz para a prevenção da gravidez. Os compostos ativos estão integrados com excipientes orais sólidos que constituem o comprimido revestido por película.


Qual é o objetivo geral do Biviol?

O propósito único e pretendido do Biviol é a prevenção da gravidez (contraceção) em mulheres adultas. Ao fornecer ao organismo hormonas sintéticas, a preparação estabelece um estado hormonal regulado que é incompatível com a conceção. O Biviol é tipicamente prescrito a mulheres que procuram um método de contraceção fiável e regular para o seu planeamento familiar. A utilização de uma combinação fixa e estabelecida de hormonas oferece um controlo consistente sobre o ciclo reprodutivo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Biviol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança deste contracetivo oral combinado (composto por Desogestrel e Etinilestradiol) está estabelecido através de documentação oficial, que categoriza as reações adversas pela sua frequência e pelo sistema corporal afetado. Este quadro destaca tanto eventos não graves, comunicados frequentemente, como preocupações de segurança raras e graves.


Classificações Oficiais de Reações Adversas

Os efeitos secundários são agrupados por Classe de Sistemas de Órgãos e atribuídos a um nível de frequência:

  • Reações Comuns (≥ 1/100 a < 1/10): Envolvem tipicamente o sistema nervoso central (ex: dor de cabeça, humor deprimido), o trato gastrointestinal (náuseas, dor abdominal) e o sistema reprodutor (tensão mamária), além do aumento de peso.
  • Reações Pouco Comuns (≥ 1/1.000 a < 1/100): Incluem enxaqueca, vómitos, diarreia, retenção de líquidos, nervosismo e diversas reações cutâneas.
  • Reações Raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000): Incluem hipersensibilidade e tromboembolismo venoso.

Perfil de Reações Adversas Graves

A consideração de segurança mais significativa é o risco documentado, embora baixo, de eventos tromboembólicos, especificamente o Tromboembolismo Venoso (TEV) (incluindo Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar) e o Tromboembolismo Arterial (TEA) (incluindo Acidente Vascular Cerebral e Enfarte do Miocárdio). O risco de TEV é mais elevado durante o primeiro ano de utilização ou após o reinício após uma pausa de quatro semanas ou mais. Outros eventos raros mas graves citados incluem o potencial de desenvolvimento de adenomas hepáticos (tumores benignos do fígado).


Restrições de Segurança Específicas para a População

O medicamento é estritamente contraindicado em mulheres que fumem e tenham mais de 35 anos de idade, devido a um risco significativamente elevado de eventos cardiovasculares graves. A utilização é também restrita em indivíduos com disfunção hepática pré-existente grave ou antecedentes de distúrbios tromboembólicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com o contracetivo oral combinado Biviol é geralmente classificada em documentos oficiais como sendo improvável de constituir perigo de vida, não estando habitualmente associada a danos graves a longo prazo. As manifestações clínicas oficialmente documentadas após uma sobredosagem aguda são, na sua maioria, ligeiras e autolimitadas. Os sintomas mais frequentemente observados são as náuseas e os vómitos, que afetam o sistema gastrointestinal. Está também documentada, como uma potencial apresentação, uma manifestação ginecológica específica designada como hemorragia por privação ou ligeira hemorragia vaginal. Este sintoma foi especificamente observado em crianças (raparigas jovens) após situações de sobredosagem.

Devido ao baixo perfil de toxicidade aguda, as ações imediatas focam-se na avaliação e no apoio à utilizadora. Em caso de suspeita de sobredosagem, as utilizadoras são instruídas a contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência para obter orientação específica. Os procedimentos de tratamento limitam-se oficialmente ao tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a combinação de Desogestrel e Etinilestradiol.

Embora a sobredosagem seja considerada não grave, é enfatizada a necessidade de procurar assistência médica de emergência se ocorrerem sintomas graves, atípicos ou que coloquem a vida em risco, tais como dificuldade em respirar ou perda de consciência. Em contexto clínico, poderá ser necessária a monitorização dos sinais vitais.

Usos terapêuticos de Biviol

Uso Principal: Prevenção da Gravidez e Suporte Sintomático

O Biviol é geralmente relevante em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional do ciclo reprodutivo. Isto inclui proporcionar uma prevenção fiável da gravidez e abordar sintomas que interferem com o conforto diário. O objetivo terapêutico global é abordar sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos.

O que o Biviol ajuda a gerir

A utilização primordial do Biviol é para a contraceção e o controlo reprodutivo. Adicionalmente, é aplicado em contextos clínicos para ajudar a gerir conjuntos de sintomas associados ao ciclo menstrual, incluindo o fluxo abundante (menorragia), as cólicas dolorosas (dismenorreia) e a irregularidade menstrual. Pode também auxiliar na gestão de certas condições de acne que estejam ligadas a flutuações hormonais subjacentes.

Em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes, o Biviol é frequentemente utilizado para ajudar as pacientes a lidar de forma mais estável com os desafios relacionados com as alterações hormonais. Este medicamento é habitualmente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global.


Facto Rápido: Alívio das Cólicas Menstruais O Biviol pode favorecer ciclos que são, geralmente, mais ligeiros, mais regulares e menos dolorosos, o que contribui para um maior conforto durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Biviol?

Este medicamento está aprovado para utilização por mulheres com potencial reprodutivo (após a menarca) que pretendam contraceção oral. Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos de não elegibilidade, baseados principalmente no risco cardiovascular absoluto, em condições médicas específicas e na fase da vida.


Âmbito de Elegibilidade

Classificação População ou Condição
Contraindicado Antecedentes ou presença de distúrbios tromboembólicos (ex: Trombose Venosa Profunda, Embolia Pulmonar); Fumadoras com mais de 35 anos de idade; Gravidez conhecida ou suspeita; Doença hepática ativa ou tumores hepáticos; Hipertensão não controlada; Enxaqueca com sintomas neurológicos focais (aura); Neoplasias dependentes de hormonas (ex: cancro da mama); Diabetes mellitus com envolvimento vascular; Utilização conjunta com regimes combinados para a Hepatite C (ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e dasabuvir).
Não Recomendado Mulheres a amamentar (pode interferir com a lactação); Mulheres antes da menarca; Mulheres idosas.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

O Biviol deve ser interrompido pelo menos quatro semanas antes e durante duas semanas após cirurgias eletivas associadas a um risco aumentado de tromboembolismo, bem como durante períodos de imobilização prolongada. A utilização não está indicada antes da menarca ou na população geriátrica, uma vez que não foram realizados estudos nestes grupos.


Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade classificando condições graves e complexas, tais como o historial tromboembólico e a hipertensão não controlada, como contraindicações formais. A orientação oficial limita estritamente a utilização com base na fase da vida, confirmando que o medicamento não é recomendado durante a lactação e não está indicado para utilização em mulheres idosas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As interações com outros medicamentos e produtos são definidas por restrições regulamentares de coadministração, devendo-se principalmente a alterações farmacocinéticas que modificam a exposição hormonal.


Categoria da Interação Restrição Regulamentar Específica
Combinações Contraindicadas A coadministração é formalmente proibida com regimes combinados específicos para a Hepatite C, incluindo os que contêm Ombitasvir, Paritaprevir, Ritonavir, Dasabuvir, Glecaprevir e Pibrentasvir.
Eficácia Reduzida Medicamentos ou substâncias à base de plantas que induzem as enzimas hepáticas, como a Carbamazepina e a Erva de São João (Hipericão), aumentam a depuração (clearance) das hormonas contracetivas, resultando numa redução documentada da eficácia contracetiva.
Risco de Exposição Elevada Substâncias inibidoras de enzimas podem aumentar a concentração plasmática do Etinilestradiol, o que está associado a um risco acrescido de tromboembolismo venoso.
Efeito em Medicamentos Coadministrados O Etinilestradiol induz a glucuronidação de certos medicamentos coadministrados, como a Lamotrigina, levando a uma redução da sua concentração plasmática. O efeito terapêutico do Anastrozol é também diminuído através de antagonismo farmacodinâmico.

Restrições de Administração Adicionais

Existem também restrições de administração oficialmente documentadas. Devido ao risco de absorção incompleta, devem ser tomadas medidas contracetivas adicionais no caso de distúrbios gastrointestinais graves, como vómitos ou diarreia severa.

Além disso, é necessária a interrupção do tratamento pelo menos quatro semanas antes e durante duas semanas após cirurgias eletivas associadas a um risco aumentado de tromboembolismo. O risco de eventos cardiovasculares graves está significativamente aumentado em mulheres com 35 anos ou mais que fumam.

Mecanismo de ação

Como funciona o Biviol

O Biviol, que contém nebivolol, funciona mecanicamente através de uma dupla ação no sistema cardiovascular. O seu principal alvo biológico é o recetor adrenérgico beta1, localizado predominantemente no tecido cardíaco, onde atua como um agonista inverso seletivo (ou antagonista).

A ligação ao recetor beta1 diminui a produção de adenosina monofosfato cíclica (cAMP), resultando numa menor ativação da proteína quinase A (PKA) e numa subsequente diminuição do fluxo de cálcio intracelular nos cardiomiócitos. Esta cascata intracelular modula a função dos nós sinusal e atrioventricular, bem como das células do miocárdio. O efeito a jusante é uma redução da frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e uma diminuição da contratilidade do miocárdio (inotropismo negativo). Conjuntamente, estes efeitos reduzem o débito cardíaco.

Simultaneamente, o Biviol possui também um mecanismo secundário que envolve a ativação do recetor adrenérgico beta3 endotelial no tecido vascular. O agonismo deste recetor estimula a sintase do óxido nítrico endotelial (eNOS), o que aumenta a libertação de óxido nítrico (NO). O aumento do óxido nítrico atua como uma molécula de sinalização parácrina, promovendo o relaxamento das células musculares lisas vasculares e, por conseguinte, induzindo a vasodilatação e diminuindo a resistência vascular sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Biviol: Orientações Oficiais de Administração

O Biviol (Desogestrel/Etinilestradiol) é um medicamento sujeito a receita médica, administrado de acordo com um protocolo cíclico rigoroso, estabelecido nas informações oficiais de prescrição.


Âmbito da Administração

Característica Instrução
Via de Administração Oral
Esquema Posológico Um comprimido uma vez ao dia, num padrão de ciclo de 28 dias, composto por 21 comprimidos ativos e 7 comprimidos inativos (placebo) ou dias de intervalo sem hormonas.
Relação com as Refeições Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Requisitos de Preparação Nenhuns; os comprimidos devem ser ingeridos inteiros.
Regras por Grupo Etário O regime padrão para adultos é adequado para utilização em adolescentes após a menarca. O medicamento não está indicado para utilização em mulheres idosas.
Condições Procedimentais A administração deve ocorrer à mesma hora todos os dias. Deve ser utilizado um método contracetivo não hormonal de apoio durante os primeiros sete dias do ciclo inicial.

Estrutura do Procedimento

A utilização oficial segue um padrão de toma diária e sequencial. É necessária uma adesão rigorosa ao esquema posológico para manter o padrão de administração pretendido, não devendo ultrapassar um intervalo de 24 horas entre os comprimidos ativos. Os comprimidos devem ser tomados na ordem numérica e direcional específica indicada na embalagem calendário. No caso de esquecimento de uma dose, deve seguir-se imediatamente um protocolo específico de recuperação, conforme indicado na rotulagem, para tentar restaurar a integridade do regime.


Ligação ao Protocolo Global de Utilização

As instruções oficiais estabelecem um protocolo rígido e dependente do tempo, que formaliza a necessidade de uma ingestão oral diária e ininterrupta dentro de um padrão cíclico fixo. Este design procedimental dita que a utilização do medicamento seja gerida através da observância estrita da ordem impressa e do horário, o que define a estrutura de administração contínua e a longo prazo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Biviol (Desogestrel e Etinilestradiol)


Evidência na Prevenção da Gravidez

A base de investigação para este medicamento inclui um vasto corpo de evidência, como Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (ECCA) de grande escala e décadas de estudos observacionais, que são revistos por fontes governamentais competentes. Os investigadores desenharam estes estudos para examinar com que fiabilidade a combinação específica de Desogestrel e Etinilestradiol atua na prevenção da conceção. A principal medida utilizada nestas investigações clínicas é o Índice de Pearl, que monitoriza a ocorrência de gravidez por cada 100 mulheres durante um ano de utilização.

Estudos realizados em contextos controlados descreveram taxas anuais de gravidez baixas quando as participantes seguiram rigorosamente o esquema posológico — uma medida designada como "utilização perfeita". A investigação também monitorizou as taxas em condições de "utilização típica", que considera cenários do mundo real onde as doses podem ocasionalmente ser esquecidas ou tomadas incorretamente. Os dados revelam padrões relacionados com taxas mais baixas de prevenção da gravidez em contextos de utilização típica, refletindo a influência da adesão ao tratamento nos resultados.


Evidência no Controlo de Sintomas do Ciclo Menstrual

A combinação de Desogestrel e Etinilestradiol foi estudada em investigações que exploraram a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo. Isto inclui resultados relacionados com períodos dolorosos (dismenorreia) e hemorragia intensa. Foram aplicados Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (ECCA) em estudos que analisaram as experiências relatadas pelas pacientes, comparando frequentemente o medicamento com um placebo ou outros métodos hormonais combinados semelhantes.

A investigação focou-se em múltiplos resultados relatados pelas pacientes descrevendo o desconforto percecionado. Para os períodos dolorosos, os ensaios utilizaram escalas específicas para medir a alteração na intensidade dos sintomas ao longo de vários ciclos. Para a hemorragia intensa, os investigadores monitorizaram alterações na perda de sangue menstrual, recorrendo por vezes a ferramentas de pontuação objetivas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com alterações nestes indicadores medidos.


Lacunas na Evidência e Áreas para Investigação Adicional

A investigação destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto — sobre este medicamento. Uma limitação primária é que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas, o que significa que a aplicabilidade a indivíduos com históricos de saúde complexos ou comorbilidades específicas se baseia no julgamento clínico e não em dados diretos de ensaios. A duração do acompanhamento foi limitada, tipicamente seis meses ou menos, em muitos ensaios que exploraram a mudança de sintomas. Além disso, existe uma escassez de evidência comparativa para certas comparações diretas (head-to-head) com produtos hormonais alternativos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Biviol (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Biviol a fazer efeito?

A informação oficial de prescrição reflete o tempo necessário para estabelecer a proteção contracetiva. As orientações recomendam a utilização de um método contracetivo não hormonal de apoio durante os primeiros sete dias do ciclo inicial. Este período é especificado para estabelecer a proteção contracetiva de acordo com o planeamento do fármaco.


P: O Biviol é utilizado para outros fins além do oficial?

Embora o objetivo principal do medicamento seja a prevenção da gravidez, este foi estudado para benefícios secundários. A investigação analisou a sua utilização no controlo de sintomas relacionados com períodos dolorosos (dismenorreia) e hemorragia menstrual intensa.


P: É verdade que o Biviol é semelhante a outros medicamentos mais antigos?

O Biviol contém Desogestrel, que é classificado farmacologicamente como um progestagénio de terceira geração. Esta classificação indica a relação química do medicamento com versões anteriores de contracetivos hormonais combinados na mesma categoria, bem como as suas diferenças.


P: O Biviol interage com o café ou a cafeína?

Documentos oficiais assinalaram uma potencial interação com a cafeína. O componente Etinilestradiol do medicamento pode aumentar os níveis de cafeína no sangue, o que poderá aumentar o risco ou a gravidade de efeitos secundários relacionados com a mesma.


P: O Biviol pode causar queda de cabelo?

Os relatórios oficiais de eventos adversos citam a alopecia (queda de cabelo) e o hirsutismo (crescimento excessivo de pelos) como reações raras. Estas são consideradas reações adversas pouco frequentes ou raras associadas a esta classe de medicamentos.


P: Posso tomar Biviol se tiver antecedentes de problemas renais?

As restrições focam-se principalmente na disfunção hepática grave e no risco cardiovascular. Embora os problemas renais não sejam geralmente uma contraindicação absoluta, o uso é restrito em doentes com insuficiência renal quando certas combinações de fármacos estão envolvidas. É necessária uma consideração cuidadosa quando o medicamento é utilizado em doentes com doença renal grave.


P: O Biviol tem algum efeito nos níveis de açúcar no sangue?

Estudos indicam que os contracetivos hormonais combinados podem influenciar o controlo do açúcar no sangue. Esta influência inclui a resistência periférica à insulina e alterações na tolerância à glucose. Doentes com condições existentes como a diabetes requerem monitorização cuidadosa devido a este efeito.


P: O Biviol é um tipo de medicamento genérico?

O Biviol contém as substâncias ativas genéricas estabelecidas Desogestrel e Etinilestradiol. Esta combinação específica é amplamente fabricada e está disponível sob várias outras marcas e preparações genéricas em todo o mundo.


P: O Biviol está disponível em diferentes dosagens?

A preparação do Biviol é descrita como uma dosagem de combinação fixa. O comprimido contém uma dose específica e consistente dos seus dois ingredientes ativos. Outros medicamentos que contêm Desogestrel e Etinilestradiol podem estar disponíveis em dosagens fixas alternativas.


P: O que significa 'contraindicado' em relação ao Biviol?

Em termos regulamentares, 'contraindicado' significa que o medicamento não deve ser utilizado em situações específicas. Esta declaração aplica-se quando certas condições de saúde significam que os riscos de tomar o medicamento são considerados superiores a qualquer benefício potencial.


P: Porque é que o folheto oficial diz que o Biviol pode causar tonturas?

As tonturas são citadas como uma reação adversa pouco frequente. Isto significa que, embora seja um efeito documentado, não é um dos efeitos secundários comunicados com maior frequência.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Biviol pela primeira vez?

Relatórios oficiais mencionam cansaço ou fraqueza invulgar. Embora estes efeitos estejam documentados, a sua incidência não é categorizada de forma consistente como comum ou pouco frequente em todas as fontes oficiais.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante a toma de Biviol?

É aconselhada precaução com o sumo de toranja, uma vez que este pode aumentar os níveis sanguíneos da substância ativa Desogestrel. Esta potencial interação pode aumentar o risco de efeitos secundários.


P: O Biviol é metabolizado no fígado?

As substâncias ativas do Biviol são processadas (metabolizadas) extensivamente pelo organismo, principalmente no fígado. Este processo prepara as hormonas para serem eliminadas do sistema, o que é relevante para os avisos relativos à utilização em doentes com disfunção hepática grave.


P: Quanto tempo permanece o Biviol no organismo após a interrupção?

As hormonas são eliminadas do corpo a um ritmo medido. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 26 a 38 horas num estado de equilíbrio. Este é o tempo que demora para que a concentração das hormonas no corpo seja reduzida para metade.


P: O Biviol pode afetar a minha capacidade de conduzir?

A informação oficial afirma que o medicamento não tem efeitos, ou tem efeitos negligenciáveis, na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, com base em avaliações formais.


P: A toma de Biviol pode causar problemas de visão?

Documentos oficiais descrevem o potencial para problemas de visão raros. Estes incluem o risco de oclusão da veia retiniana e o desenvolvimento de intolerância a lentes de contacto. Estes são considerados eventos adversos raros mas graves associados a esta classe de medicamentos.


P: O Biviol é uma substância controlada?

O Biviol é um medicamento de venda exclusiva mediante receita médica, mas não é classificado como uma substância controlada. Não apresenta potencial de abuso ou dependência que exija as regulamentações aplicadas a essas substâncias.


P: Qual é a duração máxima de utilização recomendada para o Biviol?

A informação oficial não define uma duração máxima de utilização recomendada. A administração é geralmente estruturada como um método contínuo e de longo prazo, com base na necessidade da utilizadora e em revisões profissionais regulares.


P: O Biviol afeta o sono ou causa insónia?

Documentos oficiais citam alterações relacionadas com o sistema nervoso que podem afetar indiretamente o sono, como o nervosismo ou o humor deprimido. A insónia não é citada consistentemente como um efeito secundário frequente.


P: Terei de tomar Biviol para sempre?

A administração é geralmente estruturada como um método de longo prazo, sem uma duração máxima definida. A decisão de continuar baseia-se nas necessidades individuais e na avaliação médica periódica.


P: O Biviol é seguro se eu for uma pessoa saudável?

A elegibilidade é definida pela ausência de riscos de saúde específicos. Existem contraindicações rigorosas, como antecedentes de coágulos sanguíneos ou ser fumadora com mais de 35 anos. A ausência destes critérios define formalmente a aptidão para o uso.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao Biviol?

O perfil de segurança inclui considerações a longo prazo. O risco de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o primeiro ano de utilização. Também se cita o potencial raro de desenvolvimento de adenomas hepáticos (tumores benignos no fígado).


P: O Biviol é considerado um medicamento de alto risco?

O medicamento é classificado pelos seus benefícios face aos riscos documentados. O risco global é considerado baixo, embora exista um risco aumentado de eventos tromboembólicos graves em comparação com a não utilização de contracetivos hormonais.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Biviol não funcionou com elas?

A investigação indica uma ligação clara entre a eficácia e a consistência da utilização. Estudos mostram taxas mais baixas de prevenção em contextos de utilização típica (com possíveis esquecimentos) em comparação com a utilização perfeita. O incumprimento do esquema posológico é o principal fator associado à eficácia reduzida.


P: Qual é a experiência das pessoas que tomam Biviol há muitos anos?

Dados sobre a experiência ao longo de muitos anos nem sempre estão disponíveis em ensaios clínicos diretos, que frequentemente têm durações de seis meses ou menos. Por isso, a aplicabilidade a longo prazo baseia-se frequentemente no uso observacional.


P: Existem benefícios a longo prazo conhecidos da toma de Biviol?

O efeito nos sintomas do ciclo menstrual é um benefício documentado em estudos sobre períodos dolorosos e hemorragia intensa. No entanto, a maioria dos ensaios que investigaram estes benefícios teve um acompanhamento limitado a seis meses ou menos.

Como Biviol deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Biviol

Os comprimidos de Biviol devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. Para manter a estabilidade do medicamento, este deve ser protegido do calor excessivo e da humidade, não devendo ser armazenado acima dos 30 °C. O produto deve ser mantido na sua embalagem original e o recipiente deve permanecer bem fechado. Tal como com todos os medicamentos, o Biviol deve ser guardado de forma segura e mantido fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação.

O Biviol não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com as diretrizes locais oficiais ou através de um programa de retoma de medicamentos. Está documentado que os comprimidos não devem ser deitados na sanita nem despejados num ralo, a menos que tal seja explicitamente indicado por uma autoridade reguladora.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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