Aptiom

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Aptiom

Método de ação: Antiepileptic

Opção de tratamento: Seizure

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Aptiom

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Acetato de eslicarbazepina
Forma farmacêutica Comprimido oral
Classe farmacológica Antiepilético / Anticonvulsivante
Uso comum Gestão de crises de início parcial
Origem Sintética / Pró-fármaco

Que tipo de medicamento é o Aptiom?

O Aptiom é o nome comercial do medicamento acetato de eslicarbazepina, um composto sintético classificado como um fármaco antiepilético ou anticonvulsivante. Pertence à classe farmacológica dos derivados de dibenzazepina-carboxamida, o que o situa estruturalmente na família de medicamentos para crises relacionados com fármacos como a oxcarbazepina e a carbamazepina. O seu objetivo fundamental é ajudar a controlar a atividade elétrica desorganizada no cérebro que caracteriza as crises. Esta aplicação é clinicamente reconhecida para utilização em doentes adultos e crianças com idade igual ou superior a quatro anos.


Composição e objetivo geral como pró-fármaco

A substância ativa do Aptiom é o acetato de eslicarbazepina, formulado como um produto de substância ativa única de venda exclusiva mediante receita médica, destinado a uso oral sob a forma de um comprimido sólido. Uma característica distintiva fundamental é o facto de este composto funcionar como um pró-fármaco, o que significa que a forma química administrada é inativa, sendo rapidamente convertida pelo metabolismo do organismo na substância terapêutica real, a eslicarbazepina. Este metabolito ativo ajuda a estabilizar os sinais nervosos ao promover um estado de inatividade duradouro em canais específicos das células nervosas. O propósito geral do medicamento é gerir e ajudar a reduzir a frequência e a gravidade das crises de início parcial (crises focais) em indivíduos com epilepsia, uma utilização apoiada por estudos farmacológicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Aptiom?

O perfil de segurança do Aptiom é definido por reações neurológicas comuns e por um conjunto de advertências graves, em linha com a classe dos fármacos antiepiléticos. As reações adversas comunicadas com maior frequência em ensaios clínicos em adultos (ocorrendo em pelo menos 4% dos doentes e com uma incidência pelo menos 2% superior ao placebo) incluem tonturas, sonolência, náuseas, cefaleias (dores de cabeça), diplopia (visão dupla), vómitos, fadiga, vertigens, ataxia (falta de coordenação), visão turva e tremores. A incidência destes efeitos neurológicos é, geralmente, dependente da dose, aumentando em dosagens de manutenção mais elevadas.

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

Os riscos graves de segurança incluem:

  • Comportamento e Ideação Suicida: Tal como outros fármacos antiepiléticos, o Aptiom acarreta um risco aumentado de pensamentos ou comportamentos suicidas.
  • Reações Dermatológicas Graves: Estas incluem reações potencialmente fatais, tais como a síndrome de Stevens-Johnson, a necrólise epidérmica tóxica e a reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos, ou hipersensibilidade multiorgânica.
  • Hiponatremia (Níveis Baixos de Sódio): Foram relatados níveis de sódio no sangue clinicamente baixos, o que pode exigir a monitorização do sódio sérico, especialmente em doentes de risco.
  • Hepatotoxicidade: Ocorreram lesões hepáticas induzidas pelo fármaco, o que exige monitorização e a eventual interrupção do tratamento.
  • Anomalias de Condução: O Aptiom provoca o prolongamento do intervalo PR, exigindo precaução e monitorização em doentes com distúrbios de condução cardíaca pré-existentes.

Restrições e Outras Notas de Segurança

O Aptiom está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao acetato de eslicarbazepina ou a outros derivados da carboxamida. Doentes com insuficiência renal moderada ou grave requerem, tipicamente, uma redução da dose. Deve evitar-se a interrupção abrupta do Aptiom, uma vez que esta aumenta o risco de uma maior frequência de crises e de estado de mal epilético.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A informação regulamentar oficial descreve o perfil clínico e as ações de gestão necessárias para uma sobredosagem de Aptiom (acetato de eslicarbazepina).

Foram associados relatos de sobredosagem a doses diárias de até 10.000 mg (10 gramas) ou ingestões únicas de 2.400 mg. As principais manifestações clínicas documentadas observadas em casos de sobredosagem aguda são a hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue), tonturas, sonolência e vómitos. Estes sinais indicam efeitos no sistema nervoso central e nos processos metabólicos.

Ações de emergência necessárias

Qualquer suspeita de sobredosagem deve ser considerada uma emergência que requer atenção médica imediata. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte. Em ambiente hospitalar, o médico assistente considerará a possibilidade de estar presente uma sobredosagem de múltiplos fármacos.

A gestão processual inclui a consideração da hemodiálise como um método para remover o metabolito ativo, a eslicarbazepina, da corrente sanguínea, dado que este pode ser removido eficazmente por este processo. Uma vez que a gestão envolve cuidados de suporte especializados e procedimentos como a potencial hemodiálise, é necessária uma avaliação médica urgente após qualquer superexposição aguda conhecida ou suspeitada.

Usos terapêuticos de Aptiom

O que o Aptiom trata: principais utilizações e benefícios

O Aptiom está indicado para a gestão terapêutica de crises de início parcial (crises focais), que são patologias caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas. O medicamento aplica-se ao tratamento de crises de início parcial em doentes com idade igual ou superior a quatro anos, visando as manifestações recorrentes e os sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica que, tipicamente, se inicia numa área específica.

O fármaco é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de crises em dois contextos principais: como tratamento isolado (monoterapia) em adultos, e como tratamento complementar (terapia adjuvante) em adultos e crianças em situações onde os sintomas requerem suporte adicional. A utilização do Aptiom, quer isoladamente, quer em conjunto com outros medicamentos, auxilia na gestão do controlo das crises a longo prazo, sendo aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático suplementar.

O objetivo terapêutico global é apoiar a estabilidade e o conforto do doente, especialmente quando os sintomas interferem com o funcionamento diário. Este suporte contribui para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas e com as atividades do dia-a-dia.

“O benefício primário é o auxílio na manutenção da estabilidade funcional e a contribuição para a redução da carga global de sintomas.”

Facto Rápido: Alívio em Crises Focais O Aptiom é relevante para a gestão de sintomas que se agrupam em padrões que exigem cuidados de suporte, focando-se especificamente na redução da frequência e da gravidade dos episódios de crises de início parcial.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar Aptiom? Elegibilidade Oficial

A elegibilidade para a utilização de Aptiom (acetato de eslicarbazepina) é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares com base na idade, hipersensibilidade e função orgânica.

Contraindicações Absolutas O Aptiom não deve ser utilizado por pacientes com hipersensibilidade conhecida ao acetato de eslicarbazepina ou a quaisquer derivados da carboxamida relacionados, tais como a oxcarbazepina.

Elegibilidade Relacionada com a Idade

Grupo Etário Elegibilidade nos EUA Elegibilidade na UE
Adultos (≥18 anos) Aprovado para utilização. Aprovado para utilização.
Pediátrico Aprovado para crianças ≥4 anos. Aprovado para crianças ≥6 anos.
Bebés/Crianças Pequenas Não estabelecida em crianças <4 anos. Não estabelecida em crianças <6 anos.

Restrições Baseadas em Condições de Saúde

A utilização não é recomendada para pacientes com insuficiência hepática grave, uma vez que faltam dados de segurança para esta população. Pacientes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <30 mL/min) também não têm recomendação para utilizar este medicamento. Pacientes com insuficiência renal moderada devem receber uma dosagem restrita e reduzida como condição de utilização.

Gravidez e Lactação

Com base em dados em animais, o Aptiom pode causar danos fetais e as mulheres com potencial reprodutivo são aconselhadas a utilizar métodos contracetivos alternativos eficazes. O metabolito ativo é excretado no leite humano e o efeito num lactente amamentado é desconhecido.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Aptiom (acetato de eslicarbazepina) é definido, primordialmente, pelos seus efeitos nas enzimas metabólicas e pelo potencial de efeitos farmacológicos aditivos, conforme documentado nas informações técnicas.


Declarações de Interação

Tipo de Interação Agente Interagente Resultado Clínico
Indução Metabólica Substratos do CYP3A4 e UGT O Aptiom atua como indutor da enzima CYP3A4 e dos sistemas UGT, o que diminui a exposição sistémica de medicamentos administrados em simultâneo, incluindo certas estatinas.
Eficácia Hormonal Contracetivos Hormonais A indução enzimática diminui significativamente os níveis plasmáticos tanto de estrogénio como de progestagénio, reduzindo a eficácia do agente contracetivo.
Modificação da Exposição Fármacos Antiepiléticos Indutores Enzimáticos (ex. Carbamazepina, Fenitoína) A coadministração diminui a concentração plasmática do metabolito ativo da eslicarbazepina, o que poderá exigir um ajuste na dosagem.
Modificação da Exposição Fenitoína O Aptiom aumenta os níveis séricos e a exposição da fenitoína administrada em conjunto.
Risco Farmacodinâmico Carbamazepina A coadministração acarreta um risco aumentado de reações adversas neurológicas específicas, tais como diplopia (visão dupla).
Interação com Substâncias Álcool Pode aumentar o risco ou a gravidade da depressão do sistema nervoso central, incluindo tonturas e sonolência.

Restrições Relacionadas com Interações

A coadministração com oxcarbazepina é proibida, conforme definido nas diretrizes de segurança. O uso em casos de insuficiência hepática grave não é recomendado, uma vez que o perfil de interação não foi clinicamente estudado nesta população específica. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, dado que não está documentada qualquer interação clinicamente significativa com a alimentação.

Esta estrutura assegura que o foco permanece estritamente nas classificações técnicas, na base do mecanismo de ação e nos resultados das interações documentadas.

Mecanismo de ação

O acetato de eslicarbazepina é um pró-fármaco que sofre uma hidrólise rápida e extensa no metabolismo de primeira passagem, transformando-se no seu principal metabolito ativo, a eslicarbazepina.

A eslicarbazepina exerce o seu efeito farmacológico principal através da modulação da excitabilidade neuronal, interagindo com os canais de sódio dependentes da voltagem (CSDV). Especificamente, liga-se de forma preferencial ao estado inativo da subunidade alfa do canal de sódio. Esta ligação estabiliza a conformação inativa, ou refratária, do canal, o que leva a um bloqueio dependente do estado dos disparos neuronais repetitivos de alta frequência.

Ao impedir a recuperação dos CSDV do seu estado inativo, a eslicarbazepina restringe a entrada de iões de sódio através da membrana celular. Esta restrição modula a propagação dos potenciais de ação ao longo dos axónios neuronais. A consequência intracelular final é uma redução da despolarização neuronal sustentada e de alta frequência. Esta modulação da transmissão do potencial de ação é uma consequência fisiológica inerente ao sistema, resultante da alteração da função dos canais de sódio no sistema nervoso central.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Aptiom: Diretrizes Oficiais de Administração

O Aptiom (acetato de eslicarbazepina) é um fármaco de administração oral tomado uma vez por dia. Este medicamento é administrado por via oral, utilizando comprimidos que se encontram disponíveis em quatro dosagens: 200 mg, 400 mg, 600 mg e 800 mg.

Condição de Uso Instrução Oficial
Via e Flexibilidade Administrado por via oral, podendo ser tomado inteiro ou esmagado. Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Protocolo de Dose em Adultos O tratamento inicia-se com uma dose inicial de 400 mg uma vez ao dia, ou 800 mg uma vez ao dia em determinadas situações. A dose é aumentada gradualmente (titulada) em incrementos semanais de 400 mg a 600 mg até atingir uma dose de manutenção de 800 mg a 1600 mg uma vez ao dia.
Uso Pediátrico Aprovado para crianças com idade igual ou superior a quatro anos. A dosagem é administrada uma vez por dia e é determinada com base no peso corporal do doente.
Ajustes Especiais Para doentes com insuficiência renal moderada a grave, as doses iniciais, de titulação e de manutenção devem ser, geralmente, reduzidas em 50%. Não é necessário ajuste para insuficiência hepática ligeira a moderada.
Descontinuação O medicamento destina-se a uma utilização a longo prazo. O tratamento deve ser reduzido de forma gradual após a descontinuação para minimizar o risco de aumento da frequência de crises; a interrupção abrupta é desaconselhada.

Se uma dose for esquecida, as orientações recomendam geralmente a tomar apenas a dose seguinte agendada à hora habitual e a não duplicar a dose para compensar a que não foi tomada.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Aptiom (Acetato de Eslicarbazepina)

A base de investigação do Aptiom, um medicamento para crises epiléticas, foi avaliada numa série de estudos clínicos, principalmente ensaios controlados e aleatorizados (ECA). Estes estudos analisaram resultados relacionados com a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo em indivíduos com crises de início parcial (também conhecidas como crises focais). A evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas e descreve os padrões de grupo observados durante os períodos de estudo, mas a investigação fornece contexto e não previsões individuais.


Evidência para Utilização Complementar (Adjuvante) em Adultos com Crises de Início Parcial

A investigação sobre a utilização do Aptiom em conjunto com outros medicamentos foi avaliada em múltiplos ensaios clínicos de Fase III, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo. Estes ensaios incluíram adultos cujas crises não eram adequadamente controladas pela sua terapia atual.

O núcleo da investigação centrou-se em resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas. Os estudos monitorizaram a alteração na frequência padronizada de crises ao longo de intervalos de tempo definidos enquanto o Aptiom era administrado juntamente com o regime de base, e os investigadores mediram a taxa de resposta (a proporção de doentes cuja frequência de crises foi reduzida para metade ou mais). A investigação descreve padrões observados nos estudos, onde os resultados medidos nos grupos expostos ao medicamento em estudo foram comparados com os grupos expostos a um placebo inativo.

O que permanece incerto: Os estudos controlados principais incluíram geralmente um período de observação controlada de 12 semanas. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com base nestas comparações iniciais de curto prazo, e falta evidência comparativa face a todos os outros medicamentos para crises epiléticas neste contexto específico.


Evidência para Utilização em Monoterapia (Isolada) em Adultos

O Aptiom foi estudado para utilização como tratamento isolado em adultos através de investigação aplicada em estudos que analisaram alterações de sintomas a curto prazo, particularmente para pacientes recém-diagnosticados ou com diagnóstico recente.

  • Estudos de Conversão: A investigação envolveu estudos aleatorizados, controlados por histórico, onde os pacientes transitaram de uma terapia combinada para a monoterapia com Aptiom. Estes estudos exploraram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, monitorizando os critérios de saída do estudo (uma medida de controlo insuficiente das crises) ao longo de um período de 18 semanas. O método de controlo histórico ajuda a contextualizar a forma como os pacientes relataram a sua experiência durante a conversão, com resultados que descrevem padrões onde uma proporção de pacientes permaneceu livre de crises durante o período de 10 semanas de monoterapia.
  • Investigação de Não-Inferioridade: Para pacientes recém-diagnosticados, em estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática, a investigação examinou resultados como a taxa de isenção de crises e o tempo de retenção desde o início do período de monoterapia. Os dados mostram padrões relacionados com resultados medidos que são consistentes com o comparador ativo.

O que Ainda é Incerto Sobre a Evidência Científica

A evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto — na base de investigação. Falta evidência comparativa proveniente de ensaios aleatorizados diretos face a muitos outros medicamentos para crises epiléticas. A investigação até à data indica que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas nos ensaios, e os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especialmente para crianças com menos de 4 anos de idade. Além disso, os efeitos a longo prazo nos resultados de desenvolvimento em crianças não estão totalmente estabelecidos e a investigação continua em curso nesta área.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aptiom (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Aptiom a fazer efeito?

De acordo com a informação oficial do produto, o medicamento é um pró-fármaco que se converte na substância ativa, a eslicarbazepina. Este metabolito ativo atinge concentrações de estado estacionário no sangue após aproximadamente quatro a cinco dias de toma única diária. É neste nível que se espera que o medicamento atinja o seu estado estacionário, uma condição frequentemente observada durante a utilização terapêutica.

P: É necessário fazer análises ao sangue regularmente enquanto tomar Aptiom?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a monitorização rotineira dos níveis do fármaco no sangue não é, geralmente, necessária. No entanto, a monitorização dos níveis de sódio está descrita na rotulagem oficial para doentes que apresentam risco de, ou que experienciem sintomas de, sódio baixo. A monitorização de outros riscos graves, como lesões hepáticas, também pode estar descrita com base no estado individual do paciente.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante o tratamento com Aptiom?

As orientações oficiais indicam que este medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, uma vez que a sua eficácia não é significativamente alterada pelas refeições. A coadministração com álcool pode aumentar o risco ou a gravidade de efeitos secundários no Sistema Nervoso Central (SNC). Estes efeitos no SNC podem incluir o aumento de tonturas ou sonolência.

P: O Aptiom é um tipo de barbitúrico ou benzodiazepina?

O Aptiom está classificado estruturalmente como um fármaco antiepilético (FAE) da classe das dibenzazepinas carboxamidas. O mecanismo de ação oficial descreve a sua função principal como o bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes para estabilizar os sinais nervosos. Isto coloca-o numa categoria farmacológica diferente de classes como as benzodiazepinas ou os barbitúricos.

P: Como se compara o Aptiom com a oxcarbazepina (Trileptal)?

A rotulagem oficial do medicamento descreve a coadministração com oxcarbazepina (um medicamento relacionado para as crises epiléticas) como proibida. Embora sejam estruturalmente semelhantes, o Aptiom possui uma via metabólica diferente que o converte mais diretamente no metabolito ativo. Esta proibição é uma restrição regulamentar.

P: Durante quanto tempo pode uma pessoa tomar Aptiom com segurança?

Este medicamento destina-se geralmente à utilização a longo prazo no controlo de crises de início parcial, que é uma condição crónica. A documentação oficial descreve a necessidade de monitorização contínua de riscos graves ao longo do tratamento. Estes riscos graves incluem a vigilância de sinais de reações cutâneas graves ou alterações de humor ou comportamento.

P: O que devo saber sobre a mudança de outro medicamento antiepilético para o Aptiom?

Estudos e informações oficiais indicam que a transição de um medicamento anterior para crises epiléticas pode envolver um processo gradual. Se o medicamento anterior for interrompido, as orientações regulamentares descrevem a necessidade de uma redução gradual da dose desse fármaco. Este processo gradual e supervisionado ajuda a minimizar o risco de aumento da frequência de crises durante a transição.

P: O Aptiom tem sintomas de privação quando é descontinuado?

A interrupção abrupta deste medicamento é oficialmente desaconselhada nos documentos regulamentares. As orientações regulamentares recomendam que o tratamento seja reduzido gradualmente aquando da descontinuação, sob supervisão médica. Parar subitamente o medicamento pode levar a um risco acrescido de frequência de crises e a estado de mal epilético.

P: Qual é a principal diferença entre o Aptiom e outros medicamentos para as crises epiléticas?

A estrutura química do Aptiom permite um processo metabólico estereosseletivo diferente em comparação com alguns FAE semelhantes. Acredita-se que esta diferença ajude o organismo a evitar a produção de certos metabolitos potencialmente adversos. Além disso, o medicamento atua especificamente nos canais de sódio voltagem-dependentes para ajudar a controlar a atividade elétrica desorganizada.

P: O Aptiom é uma substância controlada?

De acordo com fontes regulamentares, o Aptiom (acetato de eslicarbazepina) não está classificado como uma substância controlada nos Estados Unidos. Isto significa que não está sujeito às regulamentações específicas de prescrição e dispensa aplicáveis a medicamentos controlados.

P: Quanto tempo permanece o Aptiom no sistema após a interrupção?

O componente ativo deste medicamento, a eslicarbazepina, tem uma semivida plasmática aparente de aproximadamente 10 a 20 horas em adultos. A semivida é o tempo necessário para que a concentração da substância no organismo se reduza para metade. O tempo total de permanência no sistema depende de vários fatores, incluindo a função orgânica.

P: Existe uma versão genérica do Aptiom disponível?

De acordo com a listagem oficial de fármacos da FDA, está disponível uma versão genérica de menor custo do acetato de eslicarbazepina.

P: Quais são os efeitos secundários comunicados em crianças que tomam Aptiom?

A informação oficial de segurança para crianças relata efeitos secundários semelhantes aos observados em adultos, tais como tonturas, sonolência e cefaleias (dores de cabeça). Os documentos oficiais descrevem a necessidade de monitorização rigorosa em pacientes pediátricos para riscos graves, incluindo o desenvolvimento de níveis baixos de sódio e pensamentos ou ações suicidas.

P: Os idosos podem utilizar o Aptiom com segurança?

A informação oficial sobre o fármaco proveniente de fontes regulamentares indica que a utilização em pacientes com mais de 65 anos de idade requer cautela. Isto deve-se principalmente ao facto de os dados clínicos de segurança para a utilização do medicamento nesta população específica poderem ser limitados.

P: O Aptiom provoca aumento de peso?

Com base nos dados de ensaios clínicos resumidos na informação oficial do produto, foram relatados casos de ganho ou perda de peso invulgar. Este é geralmente considerado um efeito secundário menos comum.

P: O Aptiom pode ser utilizado para outros fins além da epilepsia?

Os organismos reguladores oficiais aprovaram este medicamento apenas para o tratamento de crises de início parcial (crises focais) em adultos e em crianças com quatro ou mais anos de idade. Isto significa que a sua utilização está oficialmente confinada à gestão da epilepsia.

P: O Aptiom tem algum aviso de "caixa negra" (black box warning)?

O rótulo oficial do medicamento inclui um aviso importante relativo ao risco de pensamentos ou comportamentos suicidas. Este risco é considerado um aviso extensível a toda a classe de fármacos antiepiléticos (FAE), e a necessidade de monitorização do doente está descrita na documentação oficial.

P: Quais são os erros comuns cometidos ao tomar Aptiom?

As instruções oficiais de administração enfatizam que a dose deve ser tomada uma vez por dia. Além disso, as orientações regulamentares recomendam evitar a descontinuação abrupta para prevenir o aumento da frequência de crises. Seguir as instruções fornecidas por um profissional de saúde apoia a utilização correta.

Como Aptiom deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Aptiom

Os comprimidos de Aptiom (acetato de eslicarbazepina) devem ser conservados de acordo com as especificações regulamentares oficiais para manter a estabilidade do produto.

Requisitos de Conservação

As condições de conservação exigidas são a temperatura ambiente controlada, especificamente 25°C (77°F), permitindo variações breves de temperatura entre os 15°C e os 30°C (59°F e 86°F). O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, que deve permanecer bem fechada para proteger os comprimidos da humidade e da luz.

Todos os comprimidos de Aptiom, tal como qualquer medicamento, devem ser guardados fora do alcance das crianças.

Eliminação

A eliminação de Aptiom não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser feita de acordo com os regulamentos locais, estatais e nacionais. Não elimine os comprimidos no lixo doméstico nem através do sistema de águas residuais (esgoto), uma vez que deve ser evitada a libertação para o meio ambiente. Devolva o medicamento não utilizado a um farmacêutico ou a um programa de recolha designado, sempre que disponível.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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