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Abisart

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Abisart

Abisart: Definição e Classificação Farmacológica

O Abisart é um medicamento de substância única e origem sintética, apresentado na forma de comprimidos para administração oral sujeitos a receita médica. O seu princípio ativo é o irbesartan. Este fármaco pertence à classe farmacológica conhecida como Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), o que o insere no grupo das "sartans" — agentes anti-hipertensores. Esta classificação confirma que o medicamento foi concebido para interferir de forma fiável com uma via biológica fundamental, sendo clinicamente reconhecido pelo seu papel sistémico na gestão vascular.

Composição e Forma Farmacêutica: O que é o Irbesartan?

O único ingrediente ativo, o irbesartan, é uma molécula sintética complexa descrita como um derivado do imidazol com substituição bifenílica, de natureza não-peptídica. Esta estrutura é responsável por toda a atividade terapêutica. Na sua forma final, o Abisart é um comprimido oral que fornece a substância ativa, irbesartan (C25H28N4O), integrada com os excipientes sólidos necessários para garantir uma administração estável de componente único. Ao contrário de muitas terapias de combinação, a natureza de agente único do Abisart assegura que as suas ações sejam atribuídas exclusivamente ao perfil estabelecido do irbesartan, tornando-o uma opção de monoterapia previsível.

Objetivo Geral e Contexto Terapêutico

O objetivo geral do Abisart é apoiar o sistema cardiovascular através do controlo da tensão vascular. O fármaco alcança este resultado ao ligar-se seletivamente e ao bloquear os recetores da Angiotensina II do Tipo 1 (AT₁), que são responsáveis pela constrição dos vasos. Ao reduzir a resistência global no sistema circulatório através desta ação direcionada, o medicamento ajuda a manter níveis saudáveis de pressão arterial e favorece uma circulação sanguínea mais fluida. Este mecanismo oferece um meio focado e fiável de auxiliar o coração e manter a estabilidade cardiovascular.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Abisart?

As características de segurança do Abisart (irbesartan), um antagonista dos recetores da angiotensina II, estão formalmente documentadas, com as reações adversas categorizadas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado.

Frequência das Reações Adversas Documentadas

As informações oficiais de prescrição classificam as reações adversas com base na sua taxa de ocorrência esperada:

  • Reações Muito Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 10 indivíduos) incluem a hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue), particularmente observada em doentes com diabetes tipo 2 e nefropatia.
  • Efeitos Frequentes (afetam entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 indivíduos) envolvem o sistema nervoso e perturbações gerais, tais como tonturas, dores de cabeça, fadiga e náuseas ou vómitos. A dor musculoesquelética também é classificada como frequente.
  • Efeitos Pouco Frequentes (afetam entre 1 em cada 1.000 e 1 em cada 100 indivíduos) incluem taquicardia, rubor, diarreia e disfunção sexual.

As reações notificadas após a comercialização, cuja frequência é geralmente classificada como desconhecida, incluem efeitos graves como o angioedema (inchaço do rosto, lábios e garganta) e a hepatite grave.

Notas de Segurança para Grupos Específicos

As diretrizes de segurança incluem condicionalismos específicos para certos grupos de doentes. O Abisart está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, devido ao risco de lesões fetais. Além disso, é assinalado o risco de hipotensão sintomática e de potencial comprometimento da função renal em indivíduos com depleção de volume ou condições renais pré-existentes. As tonturas ortostáticas podem ser mais proeminentes no início do tratamento.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Se acredita que tomou uma dose excessiva de Abisart, deve procurar assistência médica urgente de imediato.

Os sintomas de sobredosagem estão principalmente relacionados com o sistema cardiovascular, o que pode resultar em hipotensão (pressão arterial baixa), levando a sensações de atordoamento ou tonturas. As manifestações mais prováveis de uma sobredosagem significativa deverão ser a hipotensão e uma alteração da frequência cardíaca, que pode ser taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) ou bradicardia (ritmo cardíaco lento).

Ações de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, deve contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos ou dirigir-se ao Serviço de Urgência do hospital mais próximo. Deve fazê-lo mesmo que não esteja a sentir, no momento, quaisquer sinais de mal-estar.

A gestão médica da sobredosagem de Abisart é, geralmente, sintomática e de suporte. Após a exposição, o doente deve ser estritamente monitorizado e estabilizado. As medidas sugeridas nos documentos regulamentares incluem a utilização de carvão ativado e procedimentos como a lavagem gástrica. É importante saber que a substância ativa do Abisart, o irbesartan, não é eliminada por hemodiálise (uma forma de filtragem do sangue).

Os doentes devem estar cientes da possibilidade de interações medicamentosas múltiplas e de uma cinética invulgar dos fármacos em situações de sobredosagem, conforme indicado na rotulagem oficial.

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Usos terapêuticos de Abisart

O que o Abisart trata: principais utilizações e benefícios

O Abisart é habitualmente utilizado para a gestão terapêutica contínua e a longo prazo da tensão arterial elevada crónica (hipertensão essencial), abordando sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico ou com o esforço vascular invisível. O seu principal objetivo terapêutico é contribuir para a gestão dos riscos cardiovasculares, auxiliando no controlo dos níveis de pressão arterial. Esta ação pode ajudar a reduzir, ao longo do tempo, a probabilidade de eventos cardiovasculares graves, tais como acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes do miocárdio.

O medicamento é aplicado em dois domínios terapêuticos fundamentais: o controlo da pressão arterial elevada e a prestação de apoio à função renal em doentes que gerem simultaneamente a hipertensão e a Diabetes Tipo 2. Esta aplicação é particularmente relevante para condições onde os sintomas se agrupam em padrões de lesão progressiva dos órgãos. O Abisart é utilizado para fornecer um suporte importante à função renal, uma vez que pode ajudar a retardar a progressão da doença renal (nefropatia diabética) e auxilia na gestão de indicadores-chave de sobrecarga renal, como a perda de proteína na urina.

“A sua utilização apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”


Facto Rápido: Alívio do Esforço Vascular O medicamento é frequentemente utilizado em contextos clínicos que envolvem desequilíbrio sistémico crónico e auxilia na abordagem do risco cardiovascular subjacente associado à pressão arterial persistentemente elevada.

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Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Irbesartan (Abisart)

O Abisart está oficialmente aprovado para utilização em adultos (18 anos ou mais). A utilização em idosos é geralmente permitida sem a necessidade de um ajuste padrão da dose. No entanto, a segurança e a eficácia do medicamento não foram estabelecidas em crianças e adolescentes (0–18 anos), pelo que a sua utilização não é recomendada neste grupo etário.

Proibições Absolutas (Contraindicações)

Os documentos regulamentares estabelecem que o Abisart está contraindicado em diversas populações:

  • Doentes com hipersensibilidade conhecida ao irbesartan ou a qualquer componente do comprimido.
  • Mulheres no segundo e terceiro trimestres de gravidez.
  • Doentes com diabetes mellitus ou determinados graus de compromisso renal (Taxa de Filtração Glomerular ou TFG < 60 mL/min/1.73 m^2) que estejam também a tomar produtos contendo aliscireno.

Utilização Restrita e Condições Específicas

A utilização não é recomendada para mulheres que estejam a amamentar, nem para doentes com diagnóstico de compromisso hepático grave ou aldosteronismo primário. Doentes com depleção acentuada de sal ou de volume necessitam da correção desta condição antes da administração do medicamento. Embora a utilização seja permitida em casos de compromisso renal e hepático ligeiro a moderado, é indicada precaução especial em doentes com estenose da artéria renal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Abisart (irbesartan) interage com diversos medicamentos e categorias de substâncias, afetando principalmente os níveis de potássio, a função renal e a exposição do organismo ao fármaco.

Combinações Contraindicadas:

  • Aliscireno: A administração concomitante de Abisart com aliscireno está contraindicada em doentes com diabetes mellitus ou com compromisso da função renal moderado a grave.
  • Inibidores da ECA: A coadministração com um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA) está contraindicada em doentes com nefropatia diabética.

Principais Substâncias Interagentes e Efeitos:

Categoria da Substância Requisito Regulamentar / Efeito
Agentes que aumentam o potássio (ex.: diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio) Aumento do risco de hipercaliemia; requer a monitorização dos níveis de potássio sérico.
Lítio Reduz a depuração renal do lítio, levando ao aumento das concentrações séricas de lítio e ao risco de toxicidade. A monitorização rigorosa é obrigatória.
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) Podem reduzir o efeito anti-hipertensor do Abisart e podem aumentar o risco de deterioração da função renal.

Considerações Metabólicas e Alimentares:

O Abisart é metabolizado principalmente pela isoenzima CYP2C9 do citocromo P450. Embora o antifúngico fluconazol tenha demonstrado aumentar a exposição sistémica ao Abisart, este efeito não é geralmente considerado clinicamente relevante. As informações oficiais indicam que o Abisart pode ser tomado com ou sem alimentos, dado que as refeições não resultam numa interação com relevância clínica.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Abisart

O Abisart pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como antagonistas dos recetores da angiotensina II. A angiotensina II é uma substância produzida naturalmente pelo organismo que se liga a recetores específicos localizados nos vasos sanguíneos, provocando a sua contração. Este processo resulta num aumento da pressão arterial.

A substância ativa do Abisart atua bloqueando a ligação da angiotensina II a estes recetores. Ao impedir esta interação, o medicamento permite que os vasos sanguíneos relaxem e se dilatem. Consequentemente, a pressão arterial diminui, facilitando a circulação sanguínea em todo o corpo.

No tratamento da doença renal em doentes com hipertensão arterial e diabetes tipo 2, o medicamento ajuda a proteger a função renal. Este efeito é alcançado através da redução da pressão nos pequenos vasos sanguíneos do rim, o que contribui para atrasar a progressão de lesões renais associadas a estas patologias.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Abisart

O Abisart (irbesartan) é administrado sob a forma de comprimido oral e faz habitualmente parte de um plano de longo prazo para a gestão de condições crónicas. As diretrizes oficiais de utilização, estabelecidas pelas autoridades de saúde, definem rigorosamente as vias, os intervalos de dose e a frequência de administração, mantendo uma separação clara entre as instruções de uso e os resultados terapêuticos ou considerações de segurança.


Orientações Oficiais de Administração

O Abisart é tomado uma vez por dia (a cada 24 horas), podendo o comprimido ser administrado com ou sem alimentos. A abordagem padronizada para o uso em adultos envolve intervalos de dose específicos e regras para o ajuste posológico, sendo que, após uma alteração na dose, o efeito máximo na pressão arterial demora habitualmente entre 2 a 4 semanas a ser atingido.


Regimes Posológicos Padrão

A dose inicial mais comum para uso em adultos é de 150 mg, uma vez por dia. O intervalo de manutenção padrão para adultos situa-se entre os 150 mg e uma dose máxima recomendada de 300 mg, uma vez por dia. Para doentes que gerem a função renal no contexto de Diabetes Tipo 2 (nefropatia diabética), a dose habitualmente estabelecida é de 300 mg, uma vez por dia.


Populações Específicas e Instruções para Doses Omitidas

Existem instruções oficiais específicas para doentes que possam ser mais sensíveis ao tratamento inicial. Está delineada uma dose inicial inferior, de 75 mg uma vez por dia, especificamente para doentes com depleção de sal ou de volume. Uma dose inicial de 75 mg também pode ser considerada para adultos mais velhos, particularmente para aqueles com mais de 75 anos de idade. Se uma dose for omitida, as informações regulamentares aconselham a não tomar uma dose dupla para compensar; caso esteja quase na hora da próxima toma agendada, a dose esquecida deve ser ignorada.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Abisart

Esta visão geral resume o tipo de investigação disponível para o Abisart (irbesartan), centrando-se nos objetivos dos estudos, nos resultados que foram medidos e nas áreas onde a evidência ainda está a surgir ou é incerta. Esta informação baseia-se em ensaios clínicos oficiais e em resumos regulamentares.


Evidência para o Uso na Gestão da Hipertensão Essencial

A investigação sobre a gestão da pressão arterial elevada crónica baseia-se principalmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA). Estes estudos foram desenhados para comparar os compostos estudados com um placebo ou com outros tratamentos. O objetivo principal foi medir com precisão as alterações na pressão arterial — especificamente os valores sistólicos e diastólicos — quando administrado em intervalos de tempo definidos. Os investigadores também analisaram os padrões a longo prazo dos resultados cardiovasculares. Os estudos reportaram medições relacionadas com as alterações da pressão arterial nas populações estudadas. Esta investigação contribui para a compreensão dos padrões de sintomas e para o exame de um fator fundamental relacionado com o equilíbrio sistémico ou funcional.

O que permanece incerto é que certos estudos observaram que a resposta da pressão arterial comunicada pode variar entre diferentes grupos de doentes. Especificamente, foi reportada na investigação uma variabilidade notável na resposta da pressão arterial descrita em doentes de etnia negra.


Evidência para o Uso na Gestão da Nefropatia Diabética

Foram utilizados ensaios clínicos de longa duração e de grande escala para explorar o uso do Abisart em doentes que gerem simultaneamente Diabetes Tipo 2 e pressão arterial elevada crónica com sinais de esforço renal. Os investigadores estudaram prioritariamente os resultados relacionados com a função renal ao longo do tempo. Monitorizaram um Parâmetro Composto de Avaliação Renal Primário, que acompanhou eventos como a duplicação da creatinina sérica, a necessidade de diálise ou transplante, ou morte por qualquer causa. Os principais ensaios descreveram padrões do parâmetro composto de avaliação renal primário nos grupos estudados.

O que permanece incerto é que estes ensaios dedicados aos resultados renais não descreveram de forma consistente uma diferença na frequência de resultados cardiovasculares compostos ao comparar o composto estudado com os grupos de controlo. Os dados para certos grupos, como doentes com doença renal crónica muito avançada, continuam a ser insuficientes.


Investigação a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

Os estudos clínicos exploraram a durabilidade do Abisart em relação aos resultados estudados ao longo de intervalos de tempo definidos, tendo a investigação renal principal tido um acompanhamento mediano de aproximadamente 2,6 anos. A investigação fornece perspetivas sobre alterações a curto prazo, mas os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos em todos os resultados, especialmente quando se analisa para além dos parâmetros de avaliação primários.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Abisart (FAQ)

P: Para que é normalmente receitado o Abisart?

De acordo com os documentos regulamentares, o Abisart está indicado para duas utilizações principais: o tratamento da hipertensão (pressão arterial elevada) e a gestão da nefropatia diabética (doença renal) em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Esta informação baseia-se nas indicações formais listadas nas informações oficiais do produto.

P: O Abisart é utilizado para tratar outras condições além da pressão arterial elevada?

As fontes regulamentares oficiais indicam que o Abisart tem mais do que uma utilização formal. Além do tratamento da pressão arterial elevada, também está indicado para a gestão da nefropatia diabética (uma complicação que afeta os rins) em doentes que também têm diabetes tipo 2.

P: Com que rapidez se deve esperar que o Abisart comece a fazer efeito?

As informações oficiais sobre o fármaco descrevem o início da ação como sendo relativamente rápido, apresentando uma redução inicial da pressão arterial dentro de cerca de 2 horas após a primeira dose. No entanto, os documentos oficiais descrevem que pode demorar 4 a 6 semanas até que o efeito máximo de redução da pressão arterial seja observado.

P: O Abisart pode ser tomado com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno ou a aspirina?

A rotulagem regulamentar oficial exige precaução ao tomar Abisart com Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), uma classe que inclui medicamentos como o ibuprofeno. Estas combinações podem reduzir a eficácia do Abisart. Além disso, a combinação destes medicamentos pode estar associada a um risco acrescido de deterioração da função renal, de acordo com as informações oficiais do produto.

P: O Abisart é oficialmente contraindicado durante a gravidez ou a amamentação?

O medicamento é oficialmente descrito como contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, devido ao potencial risco de lesões no feto. Relativamente à amamentação, as informações oficiais sugerem que pode ser considerada uma medicação alternativa durante este período, uma vez que a informação sobre a sua presença e efeito no leite materno ainda não está totalmente estabelecida.

P: As pessoas com condições renais preexistentes podem utilizar o Abisart com segurança?

Os documentos oficiais advertem que os doentes com certas condições renais preexistentes podem estar em risco de desenvolver alterações na função renal, incluindo insuficiência renal aguda. Os documentos regulamentares referem a importância da monitorização periódica da função renal para acompanhar estas alterações durante o tratamento.

P: O Abisart é seguro para utilização em idosos (por exemplo, com mais de 65 anos)?

As orientações oficiais europeias indicam que o tratamento em idosos é possível, mas frequentemente envolve precaução adicional. As orientações oficiais referem que pode ser considerada uma dose inicial mais baixa para doentes com mais de 75 anos de idade. Isto sugere que, embora seja utilizado nesta população, o tratamento é descrito como exigindo considerações específicas.

P: O Abisart requer análises ao sangue ou monitorização regular?

A documentação oficial destaca que a monitorização é importante para certos fatores durante o tratamento. A documentação oficial indica que a função renal deve ser monitorizada periodicamente. Além disso, a monitorização dos níveis de potássio sérico é referida como importante, especialmente se o medicamento for combinado com outros agentes que aumentam o potássio.

P: O Abisart afeta os níveis de eletrólitos no organismo?

Os documentos regulamentares listam a hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue) como uma reação adversa muito frequente, particularmente em doentes com diabetes tipo 2 e nefropatia. Isto indica que o medicamento pode afetar os níveis de eletrólitos, especificamente o potássio.

P: O efeito do Abisart é descrito como sendo diferente dos inibidores da ECA?

Estudos citados em documentos oficiais observaram uma diferença ao comparar o Abisart com uma classe de fármacos relacionada, designada por inibidores da ECA. Especificamente, os dados oficiais indicam que a incidência de tosse comunicada com o Abisart é comparável à taxa observada com o placebo, o que difere da incidência mais elevada frequentemente observada com os inibidores da ECA.

P: É verdade que o Abisart pode causar uma tosse seca crónica?

Não, a tosse seca crónica não está comummente associada ao Abisart. Os dados dos ensaios clínicos indicam que a incidência de tosse é baixa e semelhante à taxa observada com o placebo. Este é um ponto de diferenciação em comparação com as taxas mais elevadas de tosse comunicadas para os medicamentos inibidores da ECA.

P: O Abisart é uma opção de tratamento de primeira linha, de acordo com as diretrizes oficiais?

As principais diretrizes de tratamento, referenciadas em resumos regulamentares oficiais, descrevem os Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), como o Abisart, como uma opção recomendada para o tratamento da hipertensão. Estas diretrizes geralmente abordam o início da terapia farmacológica assim que a pressão arterial de um doente excede determinados limiares.

P: O Abisart causa habitualmente alterações no peso (aumento ou perda)?

Os dados de farmacovigilância pós-comercialização referenciados em documentos oficiais listam o aumento de peso como uma reação adversa rara. Isto indica que, embora seja possível, este efeito secundário não é encontrado comummente. A perda de peso não é referida oficialmente no mesmo contexto.

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser limitados ao tomar Abisart?

A rotulagem oficial aconselha os doentes a evitar substitutos do sal que contenham potássio e suplementos de potássio. Esta precaução está associada a um risco acrescido de hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue).

P: É aceitável consumir álcool enquanto se toma Abisart, de acordo com fontes oficiais?

As informações de segurança oficiais descrevem que o consumo de álcool pode ter um efeito aditivo na redução da pressão arterial quando combinado com o Abisart. Esta combinação pode aumentar o risco de efeitos secundários como tonturas, atordoamento ou desmaio, especialmente durante as primeiras semanas de terapia.

P: Existem avisos oficiais sobre o Abisart para pessoas com doença hepática?

Os documentos regulamentares sugerem que a precaução e o ajuste da dose podem ser necessários para doentes com certos graus de compromisso hepático (fígado). Esta informação realça a necessidade de uma consideração cuidadosa durante o planeamento do tratamento para esta população específica.

P: Existem utilizações pediátricas específicas ou dados de segurança disponíveis para o Abisart?

Os documentos regulamentares oficiais referem que a segurança e a eficácia do Abisart não foram estabelecidas em crianças com menos de 6 anos de idade. Para crianças com mais de 6 anos, a utilização é geralmente determinada caso a caso, sob orientação médica.

P: Existem contraindicações conhecidas para pessoas com historial de angioedema?

O medicamento é oficialmente descrito como contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa. Os relatórios pós-comercialização incluíram casos de angioedema (inchaço grave da face, lábios ou garganta) e as orientações oficiais referem que a descontinuação do fármaco é geralmente necessária se esta reação ocorrer.

P: O Abisart está aprovado pela FDA (ou organismo regulador semelhante) para todas as utilizações descritas?

Sim. As duas utilizações oficialmente descritas para o Abisart — o tratamento da hipertensão e a gestão da nefropatia diabética — estão explicitamente descritas como indicações aprovadas na rotulagem regulamentar de agências como a FDA.

P: A informação oficial menciona algum efeito do Abisart na libido?

Embora o termo libido não seja mencionado especificamente, as informações oficiais de prescrição listam a disfunção sexual como um efeito adverso pouco frequente. Isto indica que alguns doentes podem experienciar problemas relacionados com a função sexual enquanto tomam este medicamento.

P: Qual é o processo para reportar um possível efeito secundário do Abisart a um organismo regulador?

As informações oficiais de prescrição aconselham que os doentes podem reportar suspeitas de efeitos secundários diretamente à sua autoridade de saúde nacional. Este processo pode envolver sistemas como o sistema do INFARMED em Portugal ou sistemas nacionais semelhantes.

P: O Abisart é classificável como uma substância controlada?

Os documentos oficiais de classificação confirmam que a substância ativa, o Irbesartan, não está classificada como uma substância controlada. É categorizado como um medicamento sujeito a receita médica.

P: Existem estudos que examinem o perfil de segurança a longo prazo do Abisart?

Os estudos clínicos exploraram a durabilidade do fármaco ao longo de intervalos definidos, com períodos de acompanhamento de aproximadamente 2,6 anos em ensaios renais fundamentais. Os resumos de investigação oficiais indicam que, embora existam dados para estes períodos, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos em todos os resultados medidos para além dos parâmetros de avaliação primários.

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Como Abisart deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Abisart?

Este medicamento deve ser conservado de acordo com os requisitos regulamentares oficiais para garantir a sua estabilidade e eficácia.

Categoria de Conservação Requisitos Oficiais
Temperatura Conservar em local fresco e seco, onde a temperatura permaneça abaixo dos 25 °C.
Proteção Ambiental Conservar ao abrigo da humidade, do calor e da luz solar.
Embalagem Manter os comprimidos na embalagem original (blister) até ao momento da administração.
Segurança Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças em qualquer circunstância.
Eliminação Não guardar medicamentos fora do prazo de validade ou que já não sejam utilizados. Qualquer produto não utilizado ou resíduo deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais, frequentemente através da entrega numa farmácia ou utilizando um programa de recolha de medicamentos.

A conservação é restrita; não guarde o produto em ambientes como o carro, no parapeito de janelas, na casa de banho ou perto de um lavatório. Se o medicamento estiver fora do prazo de validade ou já não for necessário, deve ser eliminado de forma segura, conforme as instruções de um profissional de saúde ou as regulamentações locais, não devendo ser deitado no lixo doméstico nem despejado nos esgotos, a menos que haja uma indicação específica em contrário.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Abisart encontrado em:

ÍNDICE A-Z: